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“Quem compra e quem financia a revista Veja?”,Uol, Grupo Abril.

27|08|2010
EDITORA ABRIL, SERRA E OS “CEM MILH?ES DE LIVROS PARA A GAROTADA”

Na semana passada (15/08), em campanha pela Bienal do Livro em São Paulo, José Serra prometeu distribuir cem milhões de livros por ano “para incentivar a leitura da garotada”. Não é ficção. Cada aluno da rede pública ganharia três livros de literatura por ano. Uma boa iniciativa se, primeiro, viesse acompanhada de uma política educacional avançada e, segundo, não houvesse o interesse velado em se patrocinar certo grupo midiático.

* Luciano Rezende

 

Em um ótimo artigo de Emir Sader, intitulado “Quem compra e quem financia a revista Veja?”, algumas pistas são dadas para se entender essa recaída do tucano em prol de um suposto incentivo à leitura. Emir alerta que é bom “saber quem paga os funcionários da família Civita, saber com quem eles têm o rabo preso”. Lembra ainda, no final do seu texto, que “o financiamento vem maciçamente dos que dominam a economia do Brasil ao longo de muitas décadas, que controlam os espaços fundamentais da imprensa privada brasileira.” Mas faltou ao autor dizer que historicamente a revista Veja é, também, financiada por governos de direita, como o de José Serra.

Não muito tempo atrás, professores da rede pública estadual de São Paulo denunciaram o então governador José Serra de investir dinheiro público para pagar uma assinatura da revista Nova Escola (coincidentemente editada pelo grupo Abril) a cada professor. Foram duzentos mil exemplares pagos pelo governo do estado sem licitação e em claro desrespeito à autonomia escolar, sequer consultando a comunidade acadêmica sobre qual a melhor revista a ser assinada. Houve também a compra de uma “cartilha” da Editora Abril para aula de apoio para o terceiro ano do ensino médio, de preparo para os vestibulares. O governo de São Paulo, governado pelos tucanos, é um grande comprador da Editora Abril. E não é por acaso que as revistas Veja e Nova Escola sejam tão defensoras das diretrizes educacionais e das políticas neoliberais do PSDB.

Feito este esclarecimento, fica a pergunta: qual será a editora que vai imprimir todos estes livros prometidos por Serra? Aposto, desde já, que será a Editora Abril. Vai ser uma singela retribuição à famiglia Civita por tantos trabalhos prestados à direita brasileira em geral e aos tucanos em especial.

Por trás de uma iniciativa aparentemente louvável, há o interesse de classe. Livro por si só não vai elevar o nível cultural dos alunos. Por outro lado, bibliotecas bem montadas e com espaços aprazíveis à leitura talvez não dê o retorno publicitário e eleitoreiro almejado. Tampouco o custo/benefício em se valorizar os profissionais do ensino e investir pesado na educação como um todo vá permitir que o tucano quite sua dívida com os meios de comunicação que sempre lhe apoiou.

Não se trata, portanto, em ser opor à distribuição de livros para os estudantes ou para o povo em geral. Muito pelo contrário. Em Cuba, por exemplo, nos quase dois anos em que vivi por lá, pude comprar uma estante de livros por menos de duzentos reais. Ganhei, inclusive, uma “biblioteca popular” com clássicos da literatura mundial em espanhol (e por uma infeliz coincidência, a maioria dos livros cubanos são impressos por uma editora também chamada Abril, mas que nada tem em comum com sua xará brasileira). O que se repudia na promessa de Serra é sua demagogia e a reconhecida falta de compromisso em, de fato, investir na educação básica.

Os tucanos gostam muito de atacar o Bolsa Família dizendo que, antes de dar o peixe é importante ensinar a pescar. Pois bem, Zé. Seguindo o seu mesmo raciocínio, não basta dar livros, é fundamental também ensinar os estudantes a lerem. E em 16 anos de governo tucano o analfabetismo funcional em São Paulo atingiu níveis alarmantes.

Com um dos pisos salariais mais baixos do país, é hora dos professores de São Paulo denunciarem mais essa bravata de José Serra, com o risco destes livros servirem tão-somente às traças e a outros insetos mais graúdos.

* Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e doutorando em Genética. Professor do Instituto Federal do Amazonas (IFAM

http://www.portaldecaruaru.com/conteudo/153/Editora%20Abril,%20Serra%20e%20os%20%22cem%20milh?es%20de%20livros%20para%20a%20garotada%22#.UEzbsbJlT3s

Crime Organizado.Justiça decide que áudios de operação da Policia Federal que prendeu Cachoeira são legais.Requião quer que a CPI ouça Civita e Policarpo .Junior.

Não deixe de ver também o pronunciamento em que Collor diz que a Veja é “um coito de bandidos”.

Conversa Afiada reproduz discurso do senador Roberto Requião, do PMDB-PR, em que exige a convocação do dono da Delta pela CPI da Veja (também conhecida como CPI do Cachoeira).

Exige também a convocação do Robert(o) Civita, dono da Veja, que ele chama de “agente do Diabo”.

Requião relembrou como a Veja e a IstoÉ tentaram difamá-lo quando era relator da CPI dos Precatórios.

Jamais teve direito à resposta.

Requião diz que não se pode confundir o direito de investigar do jornalista com a participação em organização criminosa.

Requião quer que a CPI ouça Civita e Policarpo Junior, conluiados com organização dedicada à  predação dos recursos públicos.

Mafioso.Record vai fechar o ano de 2012 com um prejuízo de R$ 100 milhões diz Revista ligada ao crime organizado.

Não faltam provas de que esse é o modus operandi — para usar um termo reservado a quadrilhas e serial killers — da família Civita.

Nota do Provocador humilha Lauro Jardim.

Mais uma do nosso Rupert Civita

civita latinha l 20120508 Mais uma do nosso Rupert Civita

Mesmo com os panos quentes que parlamentares tentam por na CPI do contraventor Carlinhos Cachoeira, uma coisa já se tornou de conhecimento público: a  revista Veja usa suas páginas e jornalistas para plantar notícias falsas contra seus inimigos.

Não faltam provas de que esse é o modus operandi — para usar um termo reservado a quadrilhas e serial killers — da família Civita. São vários grampos feitos pela Polícia Federal que escancaram os procedimentos ilegais praticados por um dos jornalistas da publicação em Brasília.

Rupert Civita, ou Roberto Murdoch (referência ao magnata das comunicações envolvido em um escândalo de grampos ilegais na Inglaterra), já mandou um recado por meio de seus capangas: quem insistir em denunciar as relações criminosas de sua revista vai sofrer retaliações. Atitude bem típica de mafiosos: constranger, intimidar e ameaçar.

Contra a Record, retaliação sempre houve, mas agora tende a se tornar puro desespero. Eu já cantei essa bola aqui neste blog.

Eles são previsíveis. Basta ver nota publicada na coluna Radar, de Veja, assinada por Lauro Jardim, aquela mesma citada nos grampos da polícia entre o bicheiro e Policarpo Junior.

Novamente, neste final de semana, sem o menor constrangimento, as páginas de aluguel da revista se prestam a anunciar mais uma crise imaginária na emissora. Só que agora o delírio é retumbante: a Uau.

O jornalismo analfabeto funcional foi escancarado. Como afirmar o prejuízo de uma empresa em 2012 se ainda estamos em maio? Chega a ser engraçado. E, como sempre, Radar não cita fontes, nem poderia, já que a maioria do que se publica naquela coluna é fruto da mente perversa desses senhores que se julgam acima da lei e da democracia.

Dá pra entender os motivos de mais esse ataque da Veja contra o empresário Edir Macedo. A Record é um dos poucos grupos de comunicação que não participaram do “acordão” em não denunciar as ligações suspeitas da revista com o crime organizado. Globo e Folha (UOL) deram as mãos em nome da impunidade. Contra o Brasil.

Assista a reportagem exibida hoje no Domingo Espetacular e entenda o caso.

Molecagem.Grupo Abril coloca capangas para plantar notas fraudulentas sobre finanças da Record.

Nota do Provocador humilha Lauro Jardim.

Mais uma do nosso Rupert Civita

civita latinha l 20120508 Mais uma do nosso Rupert Civita

Mesmo com os panos quentes que parlamentares tentam por na CPI do contraventor Carlinhos Cachoeira, uma coisa já se tornou de conhecimento público: a  revista Veja usa suas páginas e jornalistas para plantar notícias falsas contra seus inimigos.

Não faltam provas de que esse é o modus operandi — para usar um termo reservado a quadrilhas e serial killers — da família Civita. São vários grampos feitos pela Polícia Federal que escancaram os procedimentos ilegais praticados por um dos jornalistas da publicação em Brasília.

Rupert Civita, ou Roberto Murdoch (referência ao magnata das comunicações envolvido em um escândalo de grampos ilegais na Inglaterra), já mandou um recado por meio de seus capangas: quem insistir em denunciar as relações criminosas de sua revista vai sofrer retaliações. Atitude bem típica de mafiosos: constranger, intimidar e ameaçar.

Contra a Record, retaliação sempre houve, mas agora tende a se tornar puro desespero. Eu já cantei essa bola aqui neste blog.

Eles são previsíveis. Basta ver nota publicada na coluna Radar, de Veja, assinada por Lauro Jardim, aquela mesma citada nos grampos da polícia entre o bicheiro e Policarpo Junior.

Novamente, neste final de semana, sem o menor constrangimento, as páginas de aluguel da revista se prestam a anunciar mais uma crise imaginária na emissora. Só que agora o delírio é retumbante: a Record vai fechar o ano de 2012 com um prejuízo de R$ 100 milhões. Uau.

O jornalismo analfabeto funcional foi escancarado. Como afirmar o prejuízo de uma empresa em 2012 se ainda estamos em maio? Chega a ser engraçado. E, como sempre, Radar não cita fontes, nem poderia, já que a maioria do que se publica naquela coluna é fruto da mente perversa desses senhores que se julgam acima da lei e da democracia.

Dá pra entender os motivos de mais esse ataque da Veja contra o empresário Edir Macedo. A Record é um dos poucos grupos de comunicação que não participaram do “acordão” em não denunciar as ligações suspeitas da revista com o crime organizado. Globo e Folha (UOL) deram as mãos em nome da impunidade. Contra o Brasil.

Assista a reportagem exibida hoje no Domingo Espetacular e entenda o caso.

Revista Exame (dos donos da Veja) escolheu Delta a 3ª melhor empreiteira do Brasil E agora, Reinaldo Azevedo? O Panamericano também “era”.

Senadores e Deputados estão fritos lendo esse tipo de mídia.É cego guiando cego.

E agora, Reinaldo Azevedo?

http://goo.gl/ZnYi9

Pouco tempo antes da Operação Monte Carlo da Polícia Federal importunar a parceria Veja-Cachoeira, a última edição anual “Melhores e Maiores” da revista Exame escolheu a empreiteira Delta como a 3ª melhor empresa do Brasil no ramo de construção.

A revista Exame é uma publicação da Editora Abril, dos mesmos donos da revista Veja.

A edição anual 2011 da revista apontou a empreiteira Delta como a 3ª melhor do Brasil. Isso foi há apenas um ano atrás, época em que o jornalista de revista Veja, Policarpo Júnior, costumava almoçar com Carlinhos Cachoeira, e o jornalista sabia das ligações da Delta com o bicheiro, segundo interceptações telefônicas da Polícia Federal.

Como se vê, a Delta gozava de uma reputação semelhante à de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) nas páginas das revistas do chefão Roberto Civita, antes da Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

Hoje, com a prisão de Cachoeira, o que se observa é uma “mudança de opinião”. Da noite para o dia a Delta virou “a pior empresa do Brasil” nas páginas da Veja, o que leva a perguntar: os leitores da Exame e da Veja foram enganados nos anos anteriores?

Outro desdobramento dos fatos é a indicação de haver um racha nos bastidores da parceria Veja-Cachoeira com a empreiteira, após a demissão de seu diretor Cláudio Abreu, também preso com Cachoeira, e que mantinha encontros com o diretor da Veja, Policarpo Júnior.

A revista Veja continua leal à seu pacto de proteção a Carlinhos Cachoeira, pois continua o poupando de uma reportagem de Policarpo Júnior contando o que via quando frequentava a cozinha da organização criminosa (*). Mas o que se nota é um racha entre o núcleo Veja-Cachoeira-Claudio Abreu com a cúpula da matriz da Delta.

Em 2001 e 2002, Exame escolheu a Delta como a nº 1, a melhor empresa de construção

Na publicação do Perfil Institucional 2006/2007 da empreiteira, é citado o “reconhecimento na mídia”, com  página inteira dedicada à revista Exame. Lá mostra que a publicação da Editora Abril a coloca sempre entre as 10 melhores empreiteiras há mais de uma década. No ano de 2001 e 2003, foi escolhida a melhor de todas, ocupando o 1º lugar. Nos anos de 2005 e 2007 ocupou o 2º lugar.

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR
fonte: Perfil Institucional 2006/2007 

(*) Jornalista pode contar fatos, o que viu e o que vivenciou, sem dizer quem forneceu informações em “off”, não violando quebra de sigilo da fonte. O compromisso do jornalista é tão somente não contar quem forneceu a notícia, e nunca ocultar a própria notícia. Por isso Policarpo podeira dizer muito do que sabe, sem ferir nenhuma regra do jornalista em preservar as fontes que pedem anonimato.

Bomba .Provocador do R7 desmonta farsa do “Radar Online” de Veja, assinada por Lauro Jardim.

Nota do Provocador humilha Lauro Jardim.

Mais uma do nosso Rupert Civita

civita latinha l 20120508 Mais uma do nosso Rupert Civita

Mesmo com os panos quentes que parlamentares tentam por na CPI do contraventor Carlinhos Cachoeira, uma coisa já se tornou de conhecimento público: a  revista Veja usa suas páginas e jornalistas para plantar notícias falsas contra seus inimigos.

Não faltam provas de que esse é o modus operandi — para usar um termo reservado a quadrilhas e serial killers — da família Civita. São vários grampos feitos pela Polícia Federal que escancaram os procedimentos ilegais praticados por um dos jornalistas da publicação em Brasília.

Rupert Civita, ou Roberto Murdoch (referência ao magnata das comunicações envolvido em um escândalo de grampos ilegais na Inglaterra), já mandou um recado por meio de seus capangas: quem insistir em denunciar as relações criminosas de sua revista vai sofrer retaliações. Atitude bem típica de mafiosos: constranger, intimidar e ameaçar.

Contra a Record, retaliação sempre houve, mas agora tende a se tornar puro desespero. Eu já cantei essa bola aqui neste blog.

Eles são previsíveis. Basta ver nota publicada na coluna Radar, de Veja, assinada por Lauro Jardim, aquela mesma citada nos grampos da polícia entre o bicheiro e Policarpo Junior.

Novamente, neste final de semana, sem o menor constrangimento, as páginas de aluguel da revista se prestam a anunciar mais uma crise imaginária na emissora. Só que agora o delírio é retumbante: a Record vai fechar o ano de 2012 com um prejuízo de R$ 100 milhões. Uau.

O jornalismo analfabeto funcional foi escancarado. Como afirmar o prejuízo de uma empresa em 2012 se ainda estamos em maio? Chega a ser engraçado. E, como sempre, Radar não cita fontes, nem poderia, já que a maioria do que se publica naquela coluna é fruto da mente perversa desses senhores que se julgam acima da lei e da democracia.

Dá pra entender os motivos de mais esse ataque da Veja contra o empresário Edir Macedo. A Record é um dos poucos grupos de comunicação que não participaram do “acordão” em não denunciar as ligações suspeitas da revista com o crime organizado. Globo e Folha (UOL) deram as mãos em nome da impunidade. Contra o Brasil.

Assista a reportagem exibida hoje no Domingo Espetacular e entenda o caso.

Bandidagem.Folha planta noticia criminosa sobre finanças da Record.

Essa notícia não saiu na Folha, nem na Veja: Civita recebe 1 bilhão para se tornar laranja da Telefónica na TVA.

Veja tamabem:

Laura Jardim plantou noticia sem fonte, para Revista aliado ao crime organizado.Na nota   fraudulenta, o repórter fala das finanças da Record, sem qualquer noção do que esta falando.

Civita recebe 1 bilhão para se tornar laranja da Telefónica na TVA

           Esse tipo de notícia não sai na Veja e nem na Folha de São Paulo.
O relatório de Plínio de Aguiar Júnior, conselheiro diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sobre a anuência prévia para a venda da TVA (Grupo Abril) para a Telefónica (Telecomunicações de São Paulo S.A), demonstra claramente a violação da Lei do Cabo, que estabelece um limite de 49% de ações com direito a voto (ordinárias) para estrangeiros. Para burlar a legislação, a Abril e a Telefónica estabeleceram no Acordo de Acionistas da Comercial Cabo e da TVA Sul que todas as deliberações do Conselho de Administração e da Assembléia Geral dependerão da aprovação de uma “Reunião Prévia”, na qual participam e votam todos os acionistas, inclusive os detentores de ações preferenciais.
A decisão da Anatel, tomada na reunião do dia 18 de julho por 3 votos a 2, foi para se adequar à Lei do Cabo. Mas, por esse artifício, é a Reunião Prévia que tem o poder de mando, mostrando quem terá o controle independente dos percentuais das ações ordinárias, uma vez que todos votam na referida reunião: a Telefónica, com 86,7% do capital total da Comercial Cabo e 91,5% da TVA Sul, o que torna o Civita um simples laranja da empresa oficialmente espanhola, mas que tem por trás fundos de pensão e bancos norte-americanos.
Sinteticamente: a Telefónica (Telesp S.A.), através da Navytree, ficou com 86,7% do capital total da Comercial Cabo (TV a Cabo em São Paulo), com 19,9% das ações com direito a voto (ordinárias), e 91,5% do capital total da TVA Sul (TV a Cabo em Curitiba, Foz do Iguaçu, Florianópolis e Camboriú), com 49% das ações com direito a voto – além de 100% da Lightree, prestadora de serviços de MMDS (microondas).
Formalmente essa distribuição estaria dentro da lei, porém, como observou o conselheiro, “além das participações societárias devem ser observadas, contudo, outros aspectos para a verificação efetiva do controle”. E assim, demonstra Plínio Aguiar, que a existência e a finalidade da Reunião Prévia é inequívoca para a definição das decisões. Diz o item 4.1 do Acordo de Acionistas da Comercial Cabo acertado entre Telefónica e grupo Abril: “Os Acionistas concordam em sempre comparecer às assembléias gerais da Companhia e a exercer os direitos de voto inerente às suas Ações de modo uniforme”.
Ainda no mesmo item, “a Holding Cabo SP se compromete a fazer com que os membros do Conselho de Administração da Companhia por ela indicados sempre compareçam e votem nas reuniões do referido órgão no tocante aos Assuntos Materiais do Conselho (conforme definido na Cláusula 4.3) de acordo com o que for determinado em reuniões realizadas previamente a cada uma das assembléias gerais e/ou reuniões do Conselho de Administração da Companhia (“Reunião Prévia”) em que sejam deliberados os Assuntos Materiais do Conselho ou da Assembléia, conforme o caso”.
Estabelecida a Reunião Prévia como instância responsável pelas decisões, o item 4.3 do Acordo de Acionistas define quem vota: “A aprovação das matérias submetidas à Reunião Prévia e que sejam relacionadas a questões patrimoniais e de investimentos da Companhia, de acordo com o disposto nas Cláusulas 6.4 e 7.4 deste Acordo (“Assuntos Materiais do Conselho” e “Assunto Materiais da Assembléia”, respectivamente e, em conjunto, “Assuntos Materiais”) deverá contar com o voto favorável de cada um dos acionistas da Companhia e de cada um dos Acionistas da Holding Cabo SP”. Com isso, fica patente que a aprovação das matérias depende da anuência da Telefónica. Ou seja, no dizer de Plínio Aguiar, “o art. 7º da Lei nº 8.977, de 6 e janeiro de 1995 (Lei do Serviço de TV a cabo) não estaria sendo observado, uma vez que o seu objeto é assegurar que as decisões em concessionárias de TV a Cabo sejam tomadas exclusivamente por brasileiros, o que não ocorrerá no presente caso”.
Cabe destacar do Acordo que “as decisões tomadas nas Reuniões Prévias servirão como orientação de voto para todos os efeitos legais e vincularão os votos de todos os Acionistas nas assembléias gerais da Companhia, bem como os votos dos membros do Conselho de Administração eleitos nas reuniões respectivas”, inclusive entre as questões patrimoniais de investimentos, como “aprovação e modificação do Plano Anual de Negócios e do Orçamento Anual da Companhia”. Caso não defina uma posição na Reunião Prévia, os acionistas se comprometem a “realizar uma nova Reunião Prévia para dirimir o impasse”. Isto é, mais uma vez fica evidente a subordinação do Conselho de Administração e da Assembléia Geral da Holding Cabo SP às decisões da Reunião Prévia.
O conselheiro sublinha que sob a ótica do Regulamento para Apuração do Controle e de Transferência de Controle Acionário em Empresas Prestadoras de Serviços de Telecomunicações, fica claro quem terá o controle, conceituado como “poder de dirigir, de forma direta ou indireta, interna ou externa, de fato ou de direito, individualmnente ou por acordo, as atividades sociais ou o funcionamento da empresa”. Para Plínio Aguiar, “a Telesp [Telefónica] possuirá 86,7% do capital total da prestadora. A Telesp será, portanto, a grande fonte de recursos financeiros da prestadora, inclusive nas situações de necessidade de aporte de capital”.
Sobre este Regulamento, no item sobre o “uso comum de recursos, sejam eles materiais, tecnológicos ou humanos”, ele frisou que o Acordo de Acionistas estabelece que a operação e o gerenciamento da parte de telecomunicações ficará a cargo da Telefónica: “A Holding Geral é concessionária de serviços de telefonia fixa comutada na área de São Paulo e uma das maiores empresas de telecomunicações do país, contando portanto com alto nível de experiência no gerenciamento e operação de redes de comunicação, bem como de infra-estrutura de comunicação”.
No Regulamento para apuração de controle é citado a “adoção de marca ou estratégia mercadológica ou publicitária comum”. Conforme o conselheiro, “já existe acordo firmado entre a Telesp e a TVA para comercialização conjunta de produtos”. De fato, a estratégia mercadológica comum já vinha ocorrendo muito antes da anuência prévia da Anatel. A esse respeito, em entrevista ao HP, em março, o diretor-executivo da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, declarou: “Isso já está acontecendo e a gente percebe inclusive pela propaganda comercial que está sendo feita. Você abre os jornais e vê as propagandas conjuntas, sendo oferecido ao consumidor que ele pode ter como provedor de internet o Speedy, da Telefónica, ou o Ajato, da TVA. A Telefónica já está oferecendo pacotes de TV por assinatura, o que mostra que a operação comercial já está em andamento”.
As questões que foram abordadas referem-se ao controle acionário da Comercial Cabo (TV a Cabo em São Paulo). No caso da TVA Sul, formalmente, há uma diferença por estar fora da área de concessão da Telefónica (Telesp). Contudo, segundo Plínio Aguiar, “observa-se que no Acordo de Acionistas da TVA Sul (fls. 277 a 298, do Processo) as cláusulas 4.1 a 4.5, 5.3, 6.4 e 7.4 são semelhantes às cláusulas de mesmo número da Comercial Cabo, já comentadas”.
A transação, anunciada desde outubro do ano passado, rendeu R$ 922 milhões para os cofres do grupo Abril.
Meses antes, em maio, o grupo já havia repassado 30% do seu capital para o conglomerado de mídia nazi-africâner Naspers, por US$ 422 milhões (cerca de R$ 820 milhões, em câmbio atual). (VALDO ALBUQUERQUE – 15/08/2007)

Record expõe relações Veja-Cachoeira: segredo de Polichinelo em horário nobre.

- por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Bob Civita ficou mais parecido com Rupert Murdoch – o barão da mídia investigado por ações criminosas na Inglaterra.

Bob e Abril foram pra tela da TV, em horário nobre: 15 minutos devastadores de reportagem – bem editada, didática, com texto sóbrio e ótimos entrevistados. E isso tudo não se passou num canal de notícias, a cabo. Não. Foi na TV aberta, num domingo à noite. As relações entre ”Veja” e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira foram expostas de maneira inédita para milhões de brasileiros.

Quem navega pelos blogs e as redes sociais talvez já conhecesse boa parte das informações apresentadas na boa reportagem de Afonso Mônaco, no Domingo Espetacular da Record. Mas o público da TV aberta é outro. Esse foi o grande mérito da matéria. Falou para gente que ainda não sabia detalhes dos fatos.

Além disso, serviu para “furar o cerco”. Há, claramente, um pacto entre a chamada “grande imprensa”. Ninguém avança nas investigações sobre “Veja”/Cachoeira. Nesse domingo mesmo, de forma tímida, a ombudsman da “Folha” cobrou do jornal mais informações. Pelo que se sabe, os chamados “barões da imprensa” fizeram um pacto e teriam mandado recados ao governo: não aceitarão a convocação de nenhum deles à CPI.

É um pacto contra a verdade. Contra o jornalismo. Essa gente me faz lembrar aquela velha figura do sujeito que, diante da enchente que ameaça romper uma represa, acha que pode conter o desastre colocando um dedo na rachadura da barragem. Não adianta, minha gente! As águas vão rolar. Já rolaram, aliás…

”Veja”, “Globo”, “Folha” são sócios na campanha iniciada lá atrás, em 2005, quando decidiram partir pra cima do governo Lula. Quem não se lembra? Semanas seguidas, a “Veja” dava uma capa bombástica contra o governo e, no sábado à noite, lá vinha o “Jornal Nacional” pra “repercutir” a reportagem. Em geral, o JN promovia uma “leitura” televisiva de “Veja”. Na época, na Globo, até brincávamos: Ali Kamel tinha descoberto uma nova linguagem de telejornalismo – recheava a tela com páginas da revista, e colocava um repórter para ler o conteúdo. Era televisão por escrito.

Mais que isso. Em 2006, perto do primeiro turno das eleições, lembro-me perfeitamente da semana em que a “Istoé” trouxe uma entrevista do empresário Vedoim, com sérias denúncias que respingavam nos tucanos. Foi na mesma semana em que os “aloprados” acabaram presos com dinheiro quando se preparavam pra comprar um dossiê contra tucanos (supostamente, o conteúdo do tal dossiê era semelhante ao da reportagem da “Istoé”). A Globo, naquela semana, criou uma força-tarefa para detonar os aloprados. Jornalisticamente, estava certo. Era assunto relevante. Mas e o outro lado? Foi o que eu e alguns colegas perguntamos ao chefe da Globo em São Paulo. “Não vamos repercurtir a capa da Istoé, do mesmo jeito que fazemos toda semana com a Veja?”, indaguei do chefe. Ele deu um sorriso maroto, e concluiu: “a Istoé é uma revista sob suspeita”.

Lembro de ter perguntado a ele: “quem decide que a Veja é séria, e a Istoé é suspeita?”. Ele respondeu com outro sorriso. Hoje, a “Veja” é uma revista sob suspeita. E isso, de certa, forma respinga pro lado da Globo. A grande fonte do JN de Kamel, durante anos, bebia nas águas de Cachoeira.

A Suzana Singer – ombudsman, jornalista correta que eu conheço há muitos anos – pode continuar cobrando que a “Folha” exponha os podres da “Veja”. A direção do jornal já tomou sua decisão de blindar a “Veja”. Decisão inútil, aliás. Porque a relação entre a revista de Bob Civita e a quadrilha de Cachoeira tornou-se um segredo de Poli-chinelo.

Nas redes sociais, a “Veja” segue apanhando. No twitter, pela terceira semana seguida, a revista foi parar nos TTs (espécie de ranking que aponta assuntos mais comentados): #VejaBandida, #Vejapodrenoar, #VejavaipraCPI.

A revista tenta se defender nas redes sociais, de forma patética. É batalha perdida.

O que pode fazer a Abril? Conversava sobre isso com outro blogueiro sujo nesse domingo à noite. A conclusão: o melhor que a editora pode tentar, a essa altura, é agir em silêncio, pressionando nos bastidores, para evitar a convocação de Bob Civita.

Pode até conseguir – dada a tibieza de algumas lideranças no campo governista. Mas será impossível evitar que a “Veja” vire tema da CPI.

“Poli” e “PJ” (nos grampos, era assim que a turma do Cachoeira tratava Policarpo Junior, o diretor da “Veja” em Brasília). “Pensei que ele fosse me dar um beijo na boca”, disse um dos cachoeirentos num momento de maior descontração, citando o amigo Poli…

Cachoeira virou um editor, a escolher as seções da revista onde gostaria de ver publicadas as notinhas e matérias que lhe interessavam.

Tá tudo nos grampos, escancarado.

Isso não é relação de jornalismo com fonte – como bem explicou o professor Laurindo Leal Filho, na reportagem da Record.

A “Veja” que arrume outra desculpa. Ou que entregue a cabeça de Poli pra salvar a de Bob Civita.