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Nota de esclarecimento a matéria “O governo e a convocação de Policarpo na CPI”.

Protógenes retoma seus trabalhos sem recuar sobre seus propósitos e continuará sendo a Voz do Povo no Congresso Nacional. Na CPMI do Cachoeira, aprofundará as investigações sobre todos que estão ligados com a Contraversão de Carlinhos Cachoeira, inclusive aos braços políticos e órgãos de imprensa. Não podemos confundir jornalistas com bandidos, ele é jornalista ou bandido (veja este pronunciamento em plenário no link http://youtu.be/KoyzI-bWKkQ). O Deputado não recuará em pedir em regime de urgência a investigação de editores e pseudojornalistas que maculam nossa imprensa livre. “É chegada a hora de investigar os bandidos infiltrados na mídia”, diz Protógenes (veja este pronunciamento em http://youtu.be/2-t4Iilpmbo). Documentos oficiais comprovam que vários daqueles que queriam tirá-lo a voz estão envolvidos diretamente com corrupção ativa, corrupção passiva e contraversão (como revelado na grande publicação de Paulo Henrique Amorim em “EXTRA ! 73 LIGAÇÕES SOBRE E COM POLICARPO. A CPI VAI COMEÇAR !” que pode ser acessada em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/07/18/extra-73-ligacoes-sobre-e-com-policarpo-jr-a-cpi-vai-comecar/)

http://blogdoprotogenes.com.br/

O Globo no Ar.Perillo, Roberto Civita e Policarpo Júnior podem parar no banco dos réus da CPI.Radar Mundial.

Entretanto 90 % da população  não acredita definitivamente que eles serão presos .

Perillo, Roberto Civita e Policarpo Júnior podem parar no banco dos réus da CPI

A próxima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, marcada para esta terça-feira, deverá analisar mais de 200 requerimentos em pauta. Entre eles, está o do senador Fernando Collor (PTB-AL), que pede as convocações do jornalista da revista Veja Policarpo Júnior, e do presidente da Editora Abril, Roberto Civita. Demais pedidos protocolados pelos parlamentares pedem também o depoimentos dos governadores de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Além dos requerimentos, os integrantes da CPI deverão tratar de temas polêmicos no próximo encontro. A possível criação de sub-relatorias e a mudança do rito diante do silêncio de convocados são dois assuntos que já renderam longos debates e que voltarão à tona na próxima semana. As informações são da Agência Senado.
A pressão pela divisão dos trabalhos em sub-relatorias vem aumentando a cada encontro. O senador Pedro Taques (PDT-MT), por exemplo, já se levantou em defesa de uma votação sobre o tema. “Isso não pode ser uma palavra suprema do relator. Precisa ser decidido pelo colegiado e, de forma democrática, colhem-se os votos favoráveis e contrários”, argumentou.
Para o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), a criação das sub-relatorias é necessária principalmente devido ao grande volume de informações manipuladas pelos parlamentares. “Há sobrecarga de trabalho, e estamos informando, em respeito ao relator, que ele indique os sub-relatores, para que haja racionalidade nas nossas atividades” defendeu.
Diante das manifestações, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), assumiu o compromisso de avaliar o assunto na próxima terça-feira: “Nós haveremos de discutir, de forma colegiada, como tem sido a tônica desta CPI em todos os seus momentos, sem arredar o pé um milímetro que seja, na reunião do próximo dia 14″, enfatizou.
Requerimentos
Até a manhã desta sexta-feira, 269 requerimentos haviam sido protocolados na secretaria da CPI. Entre eles, dois são do senador Fernando Collor (PTB-AL): o primeiro convida o juiz Alderico Rocha Santos para que possa esclarecer as denúncias de chantagem que teria recebido da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça; o outro pede as convocações do jornalista da revista Veja Policarpo Júnior, do presidente da Editora Abril, Roberto Civita, e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Um requerimentos do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) pede a reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O pedido é baseado na denúncia de que o político teria recebido propina para liberar pagamentos do governo do Estado à empreiteira Delta. Outro pedido será votado para convocar o ex-governador goiano Iris Rezende.
Em demais requerimentos, parlamentares pedem a convocação dos seguintes governadores: do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB); do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB); e do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB)

Crime Organizado.Justiça decide que áudios de operação da Policia Federal que prendeu Cachoeira são legais.Requião quer que a CPI ouça Civita e Policarpo .Junior.

Não deixe de ver também o pronunciamento em que Collor diz que a Veja é “um coito de bandidos”.

Conversa Afiada reproduz discurso do senador Roberto Requião, do PMDB-PR, em que exige a convocação do dono da Delta pela CPI da Veja (também conhecida como CPI do Cachoeira).

Exige também a convocação do Robert(o) Civita, dono da Veja, que ele chama de “agente do Diabo”.

Requião relembrou como a Veja e a IstoÉ tentaram difamá-lo quando era relator da CPI dos Precatórios.

Jamais teve direito à resposta.

Requião diz que não se pode confundir o direito de investigar do jornalista com a participação em organização criminosa.

Requião quer que a CPI ouça Civita e Policarpo Junior, conluiados com organização dedicada à  predação dos recursos públicos.

Crime Organizado.Relator vota pela anulação das escutas e Operação da PF que denunciou quadrilha Cachoeira pode acabar como Satiagraha.

A bandidagem livre. Defender o crime organizado é coisa de bandido.Ladrão é ladrão, Assassino é assassino, chefe de quadrilha é  chefe de  quadrilha, se estivéssemos em uma nação onde os  homens de bens, cumprisse suas obrigações, não teríamos tantos bandidos de colarinho branco colocando a justiça de joelho.

O desembargador Fernando Tourinho Neto, do (TRF1) Tribunal Regional Federal da 1ª Região, votou ontem (12/6) pela anulação das escutas telefônicas da Operação Monte Carlo, aquela que desbaratou o esquema da quadrilha Cachoeira-Demóstenes e que está sendo objeto de uma CPMI no Congresso Nacional.

São três os desembargadores que vão votar. Mais um e a Operação Monte Carlo toma o mesmo destino da Satiagraha, que foi totalmente anulada por conta de aspectos tecno-burocráticos da Justiça, deixando a bandidagem livre, leve e solta.

O desembargador entendeu que as interceptações são inválidas porque o juiz da Primeira Vara de Valparaíso de Goiás, que autorizou o procedimento, não justificou a medida suficientemente. [Fonte]

Como o que é ou não suficiente é medida subjetiva, o que é suficiente para mim pode não ser para você, todos os áudios terão que ser retirados da Operação e nós teremos que fingir que não ouvimos nem lemos nem tomamos conhecimento de todo o esquema que a quadrilha operava.

Demóstenes talvez volte ao Senado (de onde ainda não foi defenestrado) carregado nos ombros, defendendo a moralidade e combatendo, audaz, a corrupção e o governo. Poderá até repetir José Serra, que sobre a Privataria Tucana, disse apenas “lixo, lixo, lixo”.

- Mas senador Demóstenes, e suas ligações para Cachoeira, os milhões, os passeios de jatinho, o I-Pad, o…?

- Lixo, lixo, lixo.

Talvez Cachoeira ainda processe o Estado pelos dias de cadeia, quando não pôde nem comparecer ao enterro da mãe.

E nunca saberemos o que tanto conversava a dupla Cachoeira-Policarpo, o famoso e silencioso diretor da Veja que teria trocado mais de 200 ligações com o bicheiro.

O que me espanta e causa indignação é que uma “justificativa insuficiente” possa ser utilizada como justificativa suficiente para que se passe uma borracha sobre todo o esquema fraudulento, corrupto, danoso e garantir a liberdade dos acusados, como se nada houvesse acontecido, como numa Restauração do Sistema Windows.

Exatamente como no caso da Operação Satiagraha, que graças ao tecno-burocratismo do Judiciário, usando as chamadas brechas da lei, corruptores flagrados em áudio e vídeo no ato de tentar corromper delegados da PF passeiam hoje como se inocentes sua impunidade.

Acuado pela Policia Federal o Portal Uol ” Abril” vem com lorota sobre o passado de Color.

Veja tem a credibilidade ferida de morte com as revelações do caso Cachoeira. VEJA sangra em praça pública.

Grupo Abril usa linguagem de mafiosos para  atacar Color.

- por Saul Leblon, no Blog da Frases

A revista que arrendou uma quadrilha para produzir ‘flagrantes’ que dessem sustentação a materias prontas contra o governo, o PT, os movimentos sociais e agendas progressistas teve a credibilidade ferida de morte com as revelações do caso Cachoeira. VEJA sangra em praça pública. Mas na edição desta semana tenta um golpe derradeiro naquela que é a sua especialidade editorial: um grande escândalo capaz de ofuscar a própria deriva. À falta dos auxilares de Cachoeira, recorreu ao ex-presidente do STF, Gilmar Mendes, que assumiu a vaga dos integrantes encarcerados do bando para oferecer um ‘flagrante’ à corneta do conservadorismo brasileiro. Desta vez, o alvo foi o presidente Lula.

A semanal transcreve diálogos narrados por Mendes de uma inexistente conversa entre ele e o ex-presidente da República, na cozinha do escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Gilmar Mendes –sempre segundo a revista– acusa Lula de tê-lo chantageado com ofertas de ‘proteção’ na CPI do Cachoeira. Em troca, o amigo do peito de Demóstenes Torres, com quem já simulou uma escuta inexistente da PF (divulgada pelo indefectível Policarpo Jr, de VEJA, a farsa derrubou o diretor da ABI, Paulo Lacerda), deveria operar para postergar o julgamento do chamado ‘mensalão’.

Neste sábado, Nelson Jobim, insuspeito de qualquer fidelidade à esquerda, desmentiu cabalmente a versão da revista e a do magistrado. Literalmente, em entrevista ao Estadão, Jobim disse: ‘O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso. O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão; tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala (não na cozinha); o Lula saiu antes; durante todo o tempo nós ficamos juntos”, reiterou.

A desfaçatez perpetrada desta vez só tem uma explicação: bateu o desespero; possivelmente, investigações da CPI tenham chegado perto demais de promover uma devassa em circuitos e métodos que remetem às entranhas da atuação de Mendes e VEJA nos últimos anos. Foram para o tudo ou nada. No esforço para mudar o foco da agenda política e criar um fato consumado capaz de precipitar o julgamento do chamado ‘mensalão’, jogaram alto na fabricação de uma crise política e institucional. O desmentido de Jobim nivela-os à condição dos meliantes já encarcerados do esquema Cachoeira. A Justiça pode tardar. A sentença da opinião pública não.

Crime organizado.A voz da Veja e do Cachoeira: Robert(o) na porta da cadeia.

Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira.Essa é uma oportunidade única de colocar toda quadrilha na cadeia  e lavar a honra da mídia Brasileira.Coragem  STJ.

Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI.

Cachoeira, o bicheiro que abalou o Brasil.Folha, Veja,Globo, Época ainda não sabe disso.

Veja se esconde na liberdade de imprensa, para fugir de inquérito criminal, diz Collor.

Na segunda-feira (21), o senador Collor (PTB-AL) subiu à tribuna do Senado para rebater a revista Veja, cobrando investigação da parceria Veja-Cachoeira.Eis o áudio:

http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/multimidia/player.swf
http://www.senado.gov.br/noticias/Radio/baixar_arquivo_audio.asp?arquivo=COD_AUDIO_243410.mp3

Para o senador, está em curso “mais uma tentativa de manipulação da opinião pública… para fazer a sociedade acreditar que há uma campanha de cerceamento à liberdade de imprensa e de controle dos meios de comunicação, simplesmente por se tentar investigar ligações da revista Veja com o crime organizado, por se tentar ouvir o jornalista Policarpo Júnior e o senhor Roberto Civita numa CPI”.

- Nada mais retrógrado, dissimulado e miasmático do que a velha e conhecida tática de desviar o foco do debate para encobrir a realidade – afirmou o senador.

Collor disse haver “fortes indícios” de que a revista, depois de uma nítida mudança de sua linha editorial nos últimos 30 anos, vem, há quase uma década, “mantendo ligações escusas e suspeitas com uma organização criminosa, por meio de troca de favores, por meio de troca de informações, por meio de tráfico de influencia”.

Para o senador, é preciso ficar claro até que ponto há uma “coabitação perniciosa que extrapola uma mera relação jornalista-fonte”. Ele afirmou que investigar “essa coabitação” não tem nada a ver com cerceamento à liberdade de imprensa.

- Falamos de crimes, e não de ferir a livre manifestação – afirmou.

Para o parlamentar, Roberto Civita “encarna a figura do próprio departamento comercial” e sua revista “passou a viver do lobby editorial, para beneficiar outros grupos, e da necessidade de fabricar escândalos”. Para ele, a revista se equivale a “um autêntico cassino”, no qual suas diversas seções “são utilizadas como máquinas de caça níqueis”.

- Esta revista foi capaz de reunir, numa mesma equipe, nos últimos anos, confrades que se dedicam a transformar falsificadores de dossiês em vítimas de achacadores. E pior, utilizam-se de chantagens e meios truculentos contra os críticos da revista, mesmo que ex-colegas de redação, com ameaças por meio de dossiês forjados ou inexistentes. Esse é o modus operandieditorial da revista, sempre com o olhar para o comercial, o lucro – afirmou Collor.

O senador disse que o jornalista Policarpo Júnior – “vezeiro em escusos encontros no Parque da Cidade”, em Brasília – antecipa-se à ação e planeja, com a fonte, as informações a serem obtidas – sempre com a aquiescência de seu patrão.

- Presta-se a ser uma peça passiva em atos supostamente ilegais. E é isso que precisa ser investigado, já que tudo indica que esse esquema é uma das teias mais intrincadas, sofisticadas e importantes da rede supostamente criminosa montada pelo senhor Carlos Cachoeira – disse o senador

Bomba.Novas gravações complicam jornalista da revista Veja do Grupo Uol de Roberto Civita.Vergonha mundial.TV em Foco

Ecurralada pela Policia Federal a revista fraudulenta veja muda de foco.

Só faltou oferecer sombra, água fresca, cama, comida e roupa lavada.

Deve estar feia a coisa conter o tanto de gente cancelando assinaturas, inconformados com a parceria editorial com o bicheiro Cachoeira.

Áudio aponta que Policarpo Júnior sabia dos negócios de Cachoeira com a Delta.

Novos áudios da Operação Monte Carlo que vazaram na internet complicam ainda mais a situação do jornalista da revista Veja Policarpo Júnior, gravado pela Polícia Federal em ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e citado pelo grupo do contraventor em dezenas de diálogos.
A gravação das conversas, publicada pelo site Carta Maior, é de 10 de maio de 2011. Em diferentes trechos, Cachoeira conversa com o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu, deixando claro que Policarpo sabia da ligação do contraventor com a Delta. Mas, segundo Cachoeira, Policarpo não iria divulgar nada porque a intenção era mostrar outra questão ligada à empresa.
Na última reunião da CPI, na quinta-feira (17), mesmo com apoio do senador Fernando Collor (PTB-AL) e de parte da bancada do PT, os parlamentares desistiram de pedir à PF as gravações telefônicas das conversas entre Cachoeira e o jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal da revista Veja e um dos redatores-chefes da publicação.Diante da forte reação da oposição e de parlamentares da base aliada, a comissão preferiu apoiar uma proposta para pedir à PF o repasse, ordenado por nome, de todos os grampos telefônicos feitos nas operações Vegas e Monte Carlo.Em termos práticos, a decisão não muda em nada a intenção de acesso às conversas do jornalista.

Para justificar o envio das conversas entre o contraventor e o jornalista, Collor disse, no início dos debates, que é preciso analisar os trechos dos diálogos para verificar se fica comprovado “um conluio mancomunado entre Policarpo Júnior e Carlinhos Cachoeira”.

O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), insistiu na aprovação do pedido de Collor com o argumento de que “nenhuma profissão pode cometer crimes”.

— Esse jornalista teve uma relação de 10 anos com esse criminoso.

O delegado da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, disse em depoimento à CPI, que o jornalista Policarpo Júnior sabia das ligações entre Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). A informação foi publicada pela revista Carta Capital.

Mesmo assim, Veja mostrava para seus leitores Demóstenes como referência de ética no Senado.- Matéria do R7
Em um dos trechos, Cachoeira diz que Policarpo não os “colocaria em roubada” e que ele “sabia de tudo” sobre a relação de Cláudio Abreu, a Delta e o bicheiro.
— O Policarpo é o seguinte: ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “Inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. E ele: “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Ele [Policarpo] sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”.
O jornalista não teria interesse em publicar essa informação. A intenção dele seria mostrar que o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
Policarpo teria ficado sabendo por uma fonte fora do grupo de Cachoeira que houve uma reunião em Itajubá (MG) e estaria atrás de um flagrante da entrega de “dinheiro vivo”. O bicheiro, entretanto, negou que tenha ocorrido essa reunião e desmentiu a informação.
No final de semana anterior, a revista Veja publicou a reportagem “O segredo do sucesso”, em que vinculava o crescimento da empresa Delta à consultoria de José Dirceu.Segundo Cachoeira, no diálogo gravado pela PF, Policarpo o consultava porque confiava nele.
— Aquela hora eu tava com Policarpo, rapaz. Antes do almoço ele me chamou para conversar. Mil e uma pergunta, perguntou se a Delta tinha gravação, defendi pra caralho vocês, viu. [...] O Policarpo, ele confia muito em mim, viu? Vô ter que mostrar a mensagem que ele mandou antes, 10 horas da manhã para me encontrar aqui em Brasília, eu tava aqui fui me encontrar com ele.
Mesmo diante da resposta de que Cachoeira teria defendido a empresa, Cláudio Abreu pergunta:
— O cara vai aliviar pra cima da gente?
O bicheiro então confirma que “a história” que Policarpo queria era outra e pede que o ex-diretor da Delta esqueça o assunto.
— Não, não fala que eu te falei tá? Mas a história tá em cima de Itajubá, tá na reunião, que aquilo lá já deu, esquece, ô, Claudio, esquece, falei mil e uma coisa.