Rede Globo é acusada de estelionato, desvio lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Além da sonegação fiscal, a Globo também é acusada dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e uso indevido de informação privilegiada. concessão de empréstimos vedadose  . Alem de corrupção, estelionato e lavagem de dinheiro.

Esperamos que as denuncias feitas  sejam apuradas pelos  Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), por intermédio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

LIVROS PROIBIDOS (fraudes da Fundaçao Roberto Marinho, entre outros)

Pra quem quiser saber mais sobre a poderosa maquina de manipulaçao pode procurar por livros “proibidos” relatando os ilìcitos da Rede Globo tais como:

Um dia a história secreta da Rede Globo de Televisão será apurada, mas enquanto não vem a público nada impede que os cidadãos sejam apresentados à verdade e as autoridades constituidas sejam encorajadas a desmascarar uma instituição que por si só, vem gangrenando e apodrecendo a cada dia.

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Não será difícil entender, a partir daí, como se manipula homens públicos, como se subjuga “autoridades”, como se pratica escroqueria e como está montado o maior esquema de corrupção do País.

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O esquema no qual a “Globo” explorava informações privilegiadas para ganhar dinheiro ilegalmente no mercado financeiro.Cabe a justiça investigar, julgar e condenar essa intituição que se apresenta com paladinos da verdade, e que não passa de uma organização criminosa.

Falsificação de Documentos

SÃO PAULO – Ao analisar os autos do processo movido contra Roberto Marinho e seus filhos pelos herdeiros dos antigos proprietários da Rádio Televisão Paulista S/A (hoje, TV Globo de São Paulo Ltda.), a procuradora da República Melissa Garcia Lagitz de Abreu e Silva emitiu parecer comprovando as falsificações de documentos e outras irregularidades cometidas pelo empresário para assumir, na década de 60, o controle da emissora, que hoje responde por mais de 50% do faturamento da Rede Globo.

Após descrever, com pormenores, os atos societários e administrativos consumados por Marinho e seus representantes (Armando Piovesan, Luiz Eduardo Borgerth e Carlos Eduardo de Camargo Aranha), a procuradora conclui que “tudo indica que houve vários fatos ensejadores de ilegalidades cometidas por Roberto (Marinho)”.

Falsificações

Com base na perícia documental promovida pelo Instituto Del Picchia, a representante do Ministério Público Federal afirma que “há indícios de que as procurações e substabelecimentos utilizados nos atos de transferência oficial do controle acionário da Rádio Televisão Paulista S/A para Roberto (Marinho) foram falsificados”.

“Por outro lado, tanto a Armando (Piovesan) como a Roberto (Marinho), por terem representado Hernani (Junqueira Ortiz Monteiro, um dos maiores acionistas), através de procuração que não mais surtia efeitos, poderia ser imputado o crime de estelionato (artigo 171 do Código Penal), por omitirem o falecimento do outorgante da procuração à época dos fatos, conforme Certidão de Óbito juntada às fls. 44, mantendo em erros os demais acionistas e as autoridades federais. Este crime se consumou em 05/12/64 e 10/02/65”, acrescenta a procuradora Melissa Abreu e Silva.

Perícia

Mais adiante, a representante do Ministério Público Federal em São Paulo cita a perícia realizada nos documentos apresentados por Roberto Marinho para justificar a transferência das ações para seu nome: “Por conseguinte, diante dos fatos técnicos expostos e demonstrados, sem embargo de eventuais exames dos originais das peças xerocopiadas poderem trazer novos e mais abundantes, porém despiciendos elementos demonstrativos da falsidade, justifica-se a inicialmente sintetizada e ora repetida conclusão pericial: São falsas as datas de 1953 e 1964, consignadas na procuração e substabelecimentos questionados”.

“É certo que cinco documentos ofertaram provas materiais de produção concomitante, de lavra conjunta e que os documentos em tela foram produzidos em 1974 e 1975”, conclui a procuradora, que aponta, com riqueza de detalhes, as ilegalidades cometidas por Roberto Marinho e seus representantes para justificar a transferência das ações, nas duas contraditórias versões apresentadas pelos atuais advogados do empresário – através de procurações e recibos falsificados, ou através de Assembléias Gerais Extraordinárias, também eivadas de irregularidades.

Crimes

Em seu parecer, a procuradora da República Melissa Garcia Lagitz de Abreu e Silva reconheceu que, no âmbito da Justiça Federal, os múltiplos crimes consumados já estão prescritos, mas fez questão de ressalvar que, no que se refere ao uso dos documentos falsificados perante a Justiça do Estado do Rio de Janeiro, agora cabe ao Ministério Público Estadual a apuração dos fatos. Ou seja, não há mais prescrição, devido à recente reutilização dos papéis falsos, e o empresário Roberto Marinho e seus filhos podem ser condenados por esse crime.

Além disso, a representante do Ministério Público Federal destacou que, para análise de possíveis punições administrativas, foram extraídas cópias dos autos e remetidas ao setor de Tutela Coletiva da Procuradoria da República em São Paulo.

Parecer mostra que houve até estelionato

O parecer da procuradora da República Melissa Garcia Lagitz de Abreu e Silva sobre o processo movido contra Roberto Marinho para anular a transferência do controle acionário da TV Globo de São Paulo, na íntegra, é do seguinte teor, respeitadas as palavras escritas em letras maiúsculas:

1 – Trata-se de peça de informação encaminhada pela Procuradoria da República do Estado do Rio de Janeiro noticiando a prática, em tese, de crimes consistentes na falsificação de documentos, envolvendo a antiga RÁDIO TELEVISÃO PAULISTA S/A, depois transformada em TV GLOBO DE SÃO PAULO S/A, atual TV GLOBO LTDA., concessionárias dos serviços de radiotelevisão, e o jornalista ROBERTO MARINHO.

2 – Consta da inclusa peça de informação que os herdeiros da RÁDIO TELEVISÃO PAULISTA S/A ingressaram com a Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico em face de Roberto Marinho, de seus filhos, Roberto Irineu Marinho e José Roberto Marinho e da TV GLOBO LTDA., autuada sob nº 2001.001.124133-1. atualmente em trâmite na 42ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, alegando que a transferência do controle acionário da RÁDIO foi realizada de modo fraudulento, mediante a utilização de documentos tidos como falsificados pelo laudo pericial doInstituto Del Picchia, confeccionado mediante solicitação dos autores (fls. 150/180).

3 – Narram os referidos autos da Ação Declaratória que, em 5 de dezembro de 1964, Roberto Marinho teria adquirido por Cr$ 60.396,00 (sessenta mil, trezentos e noventa e seis cruzeiros) as 15.099 (quinze mil e noventa e nove) ações ordinárias e preferenciais, o equivalente a 52% (cinqüenta e dois por cento) do capital social, que pertenciam aos sócios fundadores da RÁDIO, Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, Manoel Vicente da Costa e Manoel Bento da Costa.

4 – A referida transação teria sido efetuada para cumprimento da Promessa de Venda de Ações e de Cessão de Cotas com Victor Costa Petraglia Geraldine ou sucessores (fls. 349/356), com base nos seguintes documentos (fls. 71/73):

a) recibo subscrito por Oswaldo, referente ao pagamento das 15.099 (quinze mil e noventa e nove) ações, das quais 5.399 (cinco mil, trezentos e noventa e nove) eram de sua titularidade e o restante, cerca de 5.000 (cinco mil) pertenciam a Hernani, 2.700 (duas mil e setecentas) ações eram de Manoel Vicente e 2.000 (duas mil) ações de Manoel Bento. Relativamente aos três últimos acionistas, o recibo menciona que a prática do ato por Oswaldo estava relacionada à procuração outorgada por Hernani, datada de 10.06.62, e às procurações, datadas de 05.12.64, outorgadas por Manoel Vicente e Manoel Bento;

b) procuração outorgada por Oswaldo, por instrumento particular, a Roberto Marinho, conferindo poderes a ele de transferência para si ou para quem indicasse as suas 5.399 (cinco mil, trezentos e noventa e nove) ações;

c) substabelecimento, sem reservas, de Oswaldo para Roberto Marinho das procurações que teria de Manoel Vicente e Manoel Bento, também o autorizando a transferir para si ou a quem indicasse as ações pertencentes aos supostos outorgantes das procurações substabelecidas.

5 – Nota-se, também, que a transação não foi levada a registro por 12 (doze) anos e a emissora funcionou durante todo esse período sem a autorização dada pelas autoridades federais, contrariando as exigências determinadas pelos artigos 90 e 98 do Dec. 52.797/63, que institui normas para a exploração de concessão de serviço público de televisão.

6 – Há, ainda, notícia, nos referidos autos, da realização de uma Assembléia Geral Extraordinária, em 10 de fevereiro de 1965, para deliberação de aumento de capital. Consta da referida Ata da Assembléia (fls. 31/33 dos autos principais) que Roberto Marinho (que ainda não era acionista oficialmente) subscreveu o referido aumento, havendo registro de que ninguém mais se interessou em fazê-lo.

Consta do documento, também, que o Dr. Armando Piovesan teria procuração para representar Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, Clélio Marmo e Manoel Bento da Costa. Para os demais acionistas minoritários possuidores de 48% (quarenta e oito por cento) do capital social, não há registro de que teriam participado da Assembléia ou de que foram representados.

7 – Ocorre que Armando não poderia ter representado Hernani, porque este, à época dos fatos (10.02.65), já havia falecido (23.06.62), conforme Certidão de Óbito juntada às fls 11. Este fato, também, faz com que a procuração outorgada a Oswaldo tivesse perdido a validade.

8 – Há que se ressaltar que, se o ato de transferência das ações, datado de 05 de dezembro de 1964, tivesse realmente ocorrido, Armando não precisaria agir em nome dos acionistas primitivos, porque as ações já pertenceriam a Roberto Marinho.

9 – De qualquer forma, o aumento de capital (omitindo-se a transação anteriormente efetuada em 05 de dezembro de 1964) foi submetido ao Conselho Nacional de Telecomunicações – CONTEL, que editou a Portaria 163/65 (fls. 86/87), que condicionou a aprovação do aumento de capital social à regularização do quadro social, dentro de 6 (seis) meses. Nos autos há informação de que essa regularização ainda não havia sido feita em 17 de junho de 1975, sendo que funcionário do Departamento Nacional de Telecomunicações – DENTEL – proferiu parecer reiterando a exigência (fls. 95).

10 – Publicou-se um edital em 09 de setembro de 1975 convocando os acionistas para comparecerem na sede da emissora para suprirem as exigências do DENTEL. Em 30 de junho de 1976 foi realizada a Assembléia Geral Extraordinária para regularização do quadro social (fls. 112/113), na qual consta que foram representados, mas sem identificação de um documento em específico, os acionistas Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro (falecido em 23/06/62), Manoel Vicente da Costa (falecido em 15/12/64) e Manoel Bento da Costa, entre outros.

Também há registros de que as ações dos 650 acionistas minoritários, proprietários de 5.693 ações ordinárias e 8.592 preferenciais, poderiam ser adquiridas pelos demais acionistas (remanescentes) na proporção das ações que possuíam, direito este que deveria ser exercido no prazo de trinta dias.

11 – Há registro também de que, em 23 de julho de 1975, foi realizada nova transação envolvendo a venda das mesmas ações relacionadas na alínea “a” do item 4 relacionado acima (fls. 74), conforme recibo idêntico àquele subscrito por Oswaldo.

12 – Em 03 de agosto de 1976, Roberto Marinho, então presidente da TV GLOBO DE SÃO PAULO S/A., apresentou a relação atualizada do quadro de acionistas ao Diretor Geral do DENTEL. Neste documento Roberto Marinho solicitou para si a transferência das ações pertencentes a Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro, Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, Manoel Vicente da Costa e Manoel Bento da Costa e a diversos acionistas, na forma da AGE de 30/06/76, por subscrição (fls. 114/120).

A Portaria 430 de 27/01/77 acabou por autorizar as referidas transferências (fls. 121/124). Em anexo a esta Portaria estão juntados os “Termos de Transferências de Ações Preferenciais” de Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro e Manoel Bento da Costa, sem as respectivas datas das transações (fls. 125).

13 – Consta dos autos, também, que peritos do Instituto Del Picchia, mediante solicitação dos autores da Ação Declaratória, examinaram os seguintes documentos e confeccionaram um laudo, juntado às fls. 150/180:

a) Recibo com data datilografada (“23 de julho de 1975”), registrando como beneficiário Dr. Roberto Marinho, correspondente a 15.099 ações da Rádio Televisão Paulista (fls. 156);

b) Procuração consignando como outorgados o Dr. Luiz Eduardo Borgerth e o Dr. Carlos Eduardo de Camargo Aranha, com data manuscrita de “5 de dezembro de 1964”, relativa a 5.399 ações da Rádio Televisão Paulista (fls. 157);

c) Substabelecimento dos poderes conferidos por Hernani Junqueira Ortiz Monteiro, aos mesmos outorgados da procuração supra, referente a 5.000 ações da Rádio Televisão Paulista, com data manuscrita de “5 de outubro de 1958” (fls. 158).

d) Substabelecimento nos moldes do item anterior dos poderes conferidos por Manoel Bento da Costa, com data manuscrita de “5 de dezembro de 1964”, relativa a 2.000 mil ações da referida empresa (fls. 159);

e) Substabelecimento nos moldes do item anterior dos poderes conferidos por Manoel Vicente da Costa sobre 2.700 ações (fls. 160).

14 – O perito concluiu: “Por conseguinte, diante dos fatos técnicos expostos e demonstrados, sem embargo de eventuais exames dos originais das peças xerocopiadas poderem trazer novos e mais abundantes, porém despiciendos elementos demonstrativos da falsidade, justifica-se a inicialmente sintetizada e ora repetida conclusão pericial: São falsas as datas de 1953 e 1964, consignadas na procuração e substabelecimentos questionados”. É certo que cinco documentos ofertaram provas materiais de produção concomitante, de lavra conjunta e que os documentos em tela foram produzidos em 1974 e 1975.

15 – Diante do relatado, tudo indica que houve vários fatos ensejadores de ilegalidades cometidas por Roberto.

16 – Há indícios de que as procurações e substabelecimentos utilizados nos atos de transferência oficial do controle acionário da RÁDIO TELEVISÃO PAULISTA S/A para Roberto foram falsificados, com base, entre outros fatos, no citado laudo (fls. 150/180).

17 – Neste caso, a consumação da falsidade deu-se na data que os documentos provavelmente foram falsificados, ou seja, entre 1974 e 1975. Assim sendo, mais de 28 (vinte e oito) anos já se passaram desde a data da sua confecção, completando-se o lapso temporal, cerca de 12 (doze) anos, previsto no artigo 109, inciso III, do Código Penal, extinguindo a pretensão punitiva estatal.

18 – Por outro lado, tanto a Armando como a Roberto, por terem representado Hernani, através de procuração que não mais surtia efeitos, poderia ser imputado o crime de estelionato (art. 171 do Código Penal) por omitirem o falecimento do outorgante da procuração à época dos fatos, conforme Certidão de Óbito juntada às fls. 44, mantendo em erro os demais acionistas e as autoridades federais.

Este crime se consumou em 05/12/64 e 10/02/65, que consoante o referido artigo tem pena máxima de cinco anos, que prescreve em doze anos, conforme previsão do artigo 109, inciso III, do Código Penal, impedindo a pretensão punitiva estatal, uma vez que já decorreram 38 (trinta e oito) anos desde a época dos fatos.

19 – Quanto ao uso dos documentos falsificados perante a Justiça do Estado do Rio de Janeiro, conforme esclarecido pelo Procurador da República oficiante naquela Capital, já foi comunicado o Ministério Público Estadual, com atribuição para apuração dos fatos.

20 – Pelo exposto, requer o Ministério Público Federal, pela Procuradora subscritora, o ARQUIVAMENTO da presente, nos termos do art. 18 do Código de Processo Penal.

21 – Para análise de possíveis punições administrativas, foram extraídas cópias dos autos e remetidas aos Setores de Tutela Coletiva desta Procuradoria.

Mais

A SÍNTESE DO IMPÉRIO GLOBO DE CRIMES.Continue
por Roméro da Costa Machado, escritor.

Sob o título de “Império Globo de Crimes”, do artigo de mesmo nome, publicado em 28 de junho de 1993, na Tribuna da Imprensa, desdobramos e aprofundamos o assunto, enriquecendo-o em vários outros artigos. Dessa forma, o leitor ficará melhor capacitado a recusar a síntese simplista incentivada pela própria Globo, no sentido de dizer que a Globo cometeu somente alguns poucos pecados, tipo ser contra as “Diretas Já”, ou anunciá-las em seu noticiário como uma festa em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo.

A Globo não é isso e nem só isso. Aceitar esta versão simplista é minimizar o Império Globo de Crimes ao gosto e interesse da própria Globo. Essa síntese simplista somente interessa à Globo que quer que as pessoas tenham em mente como tendo sido só um dos seus poucos pecados jornalísticos. Mas, no entanto, vejamos a seguir que as coisas não são assim. Muito pelo contrário.

É fundamental ter em mente que a Globo é ilegal, errada, torta e criminosa desde a sua criação, com o chamado escândalo Time-Life, quando Roberto Marinho associou-se ilegalmente a um grupo estrangeiro contra as leis do país, integralizou capital com bens que não lhes pertenciam, os bens gravados como inalienáveis foram alienados, houve importação de equipamentos pesados para montar sua indústria de comunicação com câmbio favorecido de quatro anos antes da importação. Foram tantos, tantos, tantos os abusos e falcatruas que não restou outra alternativa para fugir ao flagrante que não fosse mandar arrancar as folhas 42 e seguintes do livro 1478 do II Cartório de Ofício de Notas, conforme brilhantemente descoberto e reportado por Daniel Herz em seu livro “A História Secreta da Rede Globo”.

Dizer que a Globo foi criada essencialmente com o apoio da CIA para dar sustentação e apoio ao golpe militar de 1964, é mais do que um exercício de retórica, posto que às custas desse apoio à ditadura militar a Globo enriqueceu trocando notícias favoráveis aos ditadores por anúncios que garantiam a sobrevivência da Globo e da ditadura militar. E com isso foram acobertados os maiores e principais crimes da ditadura, como o escândalo do Riocentro, em que os militares – para se eternizarem no poder – aproveitaram uma festa popular no Riocentro, com grande afluência de público, trancaram os portões por fora, com o público todo lá dentro e foram jogar bombas no público para causar pânico, dor e morte, e com isso jogar a culpa nos revolucionários contrários à ditadura e que a Globo chamava de terroristas.

Durante a ditadura militar a Globo também acobertou a Operação Bandeirantes (OBAN), em que os revolucionários contrários à ditadura eram mortos das mais variadas formas inclusive jogados de avião no mar, de barriga aberta para não boiarem e para os corpos não aparecerem jamais. A Globo acobertou também a Operação Gasômetro, que à semelhança do escândalo Riocentro, iria matar multidões, ao ser explodido o gasômetro do Rio de Janeiro, mandando para os ares vários quarteirões, para colocar a culpa nos revolucionários e perpetuar a ditadura militar.

Ainda nesta linha de associação com a criminalidade da ditadura, a Globo bancou as falsas notícias dos assassinatos de Vladimir Herzog, Fiel Filho, Stuart Angel e centenas de outros revolucionários, sempre tendo como verdade os laudos criminosamente falsos do médico parceiro da ditadura, Harry Shibata. E o cinismo da Globo era tal que alguns revolucionários quando eram presos, após tortura, eram apresentados nos telejornais da Globo, confessando “espontaneamente” seus crimes contra o país, para “servir de exemplo à juventude revolucionária ” (chamada pela Globo de terrorista).

Não bastasse trocar falsas notícias da ditadura por anúncios, a Globo foi além, praticou assaltos a bancos como ninguém. No Banerj, após tomar um empréstimo favorecido, que se fosse aplicado no próprio Banerj (sem o dinheiro sequer sair do banco), a diferença entre o que deveria pagar e o que receberia pelo investimento renderia milhões e milhões. E em retribuição ao golpe, a Globo levou a diretoria do Banerj toda para trabalhar na própria Globo. O que valeu a Roberto Marinho o apelido de “O Maior Assaltante de Bancos do Brasil”, título dado pelo jornal “O Pasquim”.

Mas os assaltos a bancos não pararam por aí. Teve o Banco do Brasil, também com juros vergonhosamente subsidiados; teve o Banco Central com taxas subsidiadas e câmbio com valor de mais de quatro anos anteriores à importação de equipamentos; teve a Caixa Econômica cujo dinheiro, quase gratuito, foi tomado do trabalhador (FGTS) para construir o Projac; e o último escândalo foi o do BNDES em que a Globo pretende contar com o governo federal para a falência e quitar um passivo de mais de três bilhões de dólares. (Isso mesmo: três BILHÕES de dólares)

Escândalo é o que não falta na vida da Globo. Desde o simples caso de vender carro roubado, com chassis remarcado e quase causar a prisão do comprador, ao invés dos vendedores (os donos da Globo), provocando a surreal situação em que nem a polícia e nem o Detran quiseram (recusaram-se) apurar a venda de carro roubado e prender os culpados, mesmo diante das provas. Até os casos de perseguições pessoais, como o da Escola de Base e a família Shimada, destruída pelo noticiário falso da Rede Globo. Ou como as perseguições ao Bispo Macedo (IURD) por haver comprado a Rede Record de Televisão, ou a José de Paiva Netto, (LBV) por conseguir o canal de São Paulo que a Globo tanto queria para o seu canal Futura. Perseguição e covardia sempre foi o forte da Globo.

Escândalo? Isso é o que não falta na vida da Globo. Desde a própria existência do Ibope (que já é um escândalo por si só) e seus fajutos índices Fahrenheit que dão 32 pontos de audiência para a Globo mesmo com todos os televisores desligados em meio a um “black out”, ou dos índices de popularidade nas eleições comandadas pela Globo, até a criminosa edição do debate Collor versus Lula, e que acabou elegendo Collor presidente da República. Isso sem falar no maior dos escândalos eleitorais do país, que foi o escândalo Globo-Proconsult, onde a divulgação da apuração dos índices da eleição eram adulterados e falsificados pela Proconsult e divulgados pela Globo, para impedir a eleição de Brizola no Rio de Janeiro, e que só foi tornado de conhecimento público graças à aferição dos verdadeiros índices pelo Instituto Pasqualini e pela denúncia de Bizola aos correspondentes estrangeiros, pois a imprensa nacional (como sempre) estava toda comprometida, submetida e controlada pela Globo.

Mas os dois maiores crimes da Globo, que poderiam levar Roberto Marinho para a cadeia por mais de 20 anos, conforme noticiado pela Tribuna da Imprensa sobre declaração do criminalista Paulo Goldrajch, ainda não foram citados aqui. Quais sejam: Os escândalos da TV Globo São Paulo e o da Afundação Roberto Marinho. Foram notas frias, caixa dois, sonegação fiscal, falsificações diversas de documentos, onde até recibos foram datilografados em máquina de escrever fabricada mais de dez anos após a data em que o recibo falso, frio, foi feito. Ou o caso do rol de pessoas notórias e conhecidas dadas como mortas para facilitar a compra de parte do poder acionário. Ou dos recibos frios de transações comerciais, com os respectivos CPF’s nos recibos, quando naquela data sequer existia CPF, que somente foi criado mais de dez anos após a data dos recibos.

Para livrar Roberto Marinho da cadeia e impedir a CPI da Afundação (isso sem falar na CPI da NEC/Globo, que foi outro escândalo), as maiores autoridades do país se acumpliciaram: Superintendente da Polícia Federal (“Polícia Federal está na caixinha da Globo”, manchete da Tribuna da Imprensa), Procurador Geral da República, Curador de Fundações, Procurador Geral do Estado, Ministro da Justiça, Secretário de Fazenda, Ministro da Fazenda, e até o próprio Presidente da República da época (José Sarney) que no interesse da Globo (e de roldão beneficiou bicheiros, traficantes e contrabandistas) publicou dois decretos permitindo legalizar todo dinheiro frio do país num determinado período de tempo, de interesse específico da Globo para esquentar seu dinheiro frio, denunciado publicamente. Tudo isso regado a uma fartura da distribuição de canais de televisão e estações de rádio que foram parar nas mãos dos deputados e senadores que após assinaram a lista de instalação da CPI, retiravam seus nomes da lista para impedir a instalação da CPI, conforme denunciado pelo Deputado Paulo Ramos, responsável pela coordenação da CPI da Afundação.

Como pode ser visto, os escândalos da Globo vão muito além de uma notícia falsa de “Diretas Já”. A Rede Globo, como diz o jornalista Hélio Fernandes, é um grande supermercado, um balcão de negócios, onde tudo é negociado. Até mesmo a prostituição denunciada pela Globo em seus telejornais é feita no interesse de evitar a concorrência pela prostituição independente e preservar os seus anúncios “classificados” de prostitutas em páginas e mais páginas no jornal O Globo, anunciando garotos de programas, termas e casas de massagem.

Mas o que é a exploração e comercialização de anúncios da prostituição para quem sobreviveu graças à exploração de menores dos “pequenos jornaleiros”, que faziam a distribuição e venda do jornal O Globo e garantiram a sobrevivência do jornal, eliminando, assim, o problema da distribuição? O que é tudo isso diante da exploração consentida de menores? Aliás, ligar escândalos e menores, nada mais significativo do que o escândalo do Papatudo, em que a “rainha dos baixinhos” (Xuxa) e o “embaixador da Unicef” (Didi) foram garotos propagandas e protagonistas de um dos maiores golpes financeiros deste país, que foi a venda dos bilhetes do Papatudo pelos Correios (Governo Federal) e com veiculação exclusiva e específica da Globo. (“Pede para a mamãe e o papai comprarem os bilhetes do Papatudo. O que falam do “titio” Artur Falk é tudo mentira”)

Portanto, chega a ser risível ouvir alguém falar de “escândalo das Diretas Já”. A Globo está mais para exploração de menores, associação à prostituição, assaltos a bancos, venda de carro roubado, notas frias, caixa dois, falsificações de documentos, contrabando, fraudes eleitorais, perseguições pessoais de desafetos e trambiques generalizados do que simplesmente uma equivocada divulgadora de notícias falsas e imprecisas sobre “Diretas Já”.

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