Aécio já deveria fazer campanha para 2018.Portal IG

Aécio já deveria fazer campanha para 2018.
81a87-bessinha-4
IG

por: DANIELA MARTINS

 O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, previu faz 20 dias que teria ultrapassado Marina Silva, do PSB, neste momento da campanha. A três semanas da eleição, isso não aconteceu. Haverá uma nova rodada de pesquisas nesta semana, mas dificilmente o tucano conseguirá reagir.

Mais do que tentar chegar ao segundo turno com um discurso agressivo em relação aos demais candidatos, Aécio já deveria estar pensando em como perder ganhando politicamente, plantando sementes para 2018.

Na “Entrevista da Semana” ao SBT, Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, disse que Aécio errou na estratégia ao se vender como um político tradicional desde o início da campanha. Paulino acha difícil Aécio chegar ao segundo turno. Avalia que ele “terá outras eleições pela frente”.

A movimentação do tucano de priorizar a eleição estadual em Minas Gerais é correta. Ele tenta não perder o Palácio da Liberdade para o PT e ainda ser o mais votado para presidente em seu Estado natal. Caso Geraldo Alckmin seja reeleito governador de São Paulo, como tudo indica que vá acontecer no primeiro turno, Aécio enfrentará forte concorrência interna no PSDB para disputar a Presidência em 2018.

Em sabatina à Rede TV! e ao IG na semana passada, Aécio afirmou que o PSDB irá para a oposição mesmo que Marina seja eleita. Foi uma declaração importante. Ele precisa manter sua campanha viva. E marcou posição como presidente do partido, reagindo aos tucanos que querem apoiar Marina no segundo turno e que até cogitam entrar em seu governo.

O diretor-geral do Datafolha disse ainda que a probabilidade é que, no segundo turno, o eleitor faça uma escolha entre uma mudança com mais segurança, representada pela presidente Dilma Rousseff, e uma mudança com mais ousadia, representada por Marina Silva.

Paulino observou que os comerciais do PT atacando Marina surtiram efeito justamente porque lembraram que as conquistas dos últimos anos poderiam ser perdidas e que mudanças exigiriam segurança. Na sua avaliação, as eleições deste ano começaram em 2013, com as grandes manifestações de junho e julho. Daí todos os candidatos falarem em mudança em seus slogans de campanha.

Marina reagiu à propaganda petista dizendo-se vítima de ataques baixos. O PT afirmou, por sua vez, que são ataques políticos, não pessoais. A campanha deverá ser bem quente na reta final. Segundo o diretor-geral do Datafolha, não dá para dizer quem é a favorita, se Marina ou Dilma.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s