Grupo criminoso que incita ódio contra os nordestino já deveriam estar todos na cadeia.

Preconceito, incitação ao ódio e à segregação é crime inafiançável.BANDO IMITA A GESTAPO.

MAIS.

247

ACEITAR COMO NORMAL A INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA PODERÁ CUSTAR MUITO CARO AO BRASIL.247.
Causem um holocausto no nordeste; extirpar, extinguir e banir esta raça de petistas; alguém separe o nordeste deste país, por favor; são expressões que refletem um comportamento extremamente autoritário e preconceituoso de parte da sociedade brasileira

É preocupante. As manifestações de preconceito, incitação ao ódio e à segregação, que já vinham ocorrendo durante os meses de campanha eleitoral, se intensificaram após os resultados de primeiro turno.

O principal alvo da direita é obviamente o PT, e agora, o preconceito arraigado em parte da sociedade brasileira contra os nordestinos, aflora sem nenhum pudor e com toda a sua força, apontados como “culpados decisivos” para o resultado de 41,23% dos votos recebidos por Dilma Rousseff em todo o país.

De acordo com os dados do TSE, Dilma Rousseff venceu os concorrentes nas regiões Nordeste, com 59,58%, e Norte, com 50,52%. Na Região Sul, Dilma teve 36,32, no Sudeste, 32,43% e no Centro Oeste, 32,55% dos votos válidos. No exterior, teve 18,6% dos votos. Já Aécio Neves alcançou no Nordeste, 15,38% e no Norte, 28,26%, se encontrando na frente nas regiões Sudeste, com 39,4% dos votos; no Sul, com 47,21%; no Centro-Oeste, com 40,99% e no exterior, com 49% dos votos.

A avalanche de manifestações na internet, facebook, twiter, blogs e chats, imediatamente após as eleições, desmoralizando o nordestino como cidadão, é uma demonstração de que o elitista eleitorado de Aécio acha que a maioria dos votos de Dilma são de eleitores que recebem bolsa família.

O tumblr Esses nordestinos.tumblr.com, (plataforma de blogging onde usuários publicam textos, imagens, vídeos, links, citações e diálogos ) criado recentemente para compilar as pérolas dos que pregam o preconceito contra nordestinos, mostra comentários do gênero: “A votação da Dilma no Nordeste mostra o quanto é importante para o PT a bolsa come, dorme e faz filho dada aos nordestinos!”; “Esses nordestinos desgraçados não sabem que a culpa da falta de água em São Paulo é da lazarenta da Dilma”; “Nordestino não tem mente, Nordeste não tem cultura, é a favela do Brasil”.

Quem conhece, no entanto, nossa história sabe muito bem que trata-se de ledo engano. Se olharmos para as grandes obras feitas no Brasil, como a cidade de Brasília, como as hidrelétricas de Itaipu e Tucuruí, como o braço fiel na lavoura do café, da cana de açúcar, entre tantas outras, veremos sempre a presença do trabalhador nordestino como um bravo.

A elite paulista que votou majoritariamente nos tucanos e parece apreciar este tipo de manifestação preconceituosa contra o nordestino se esquece que a cidade de São Paulo foi construída, cresceu e ganhou expressão na economia do pais também graças à mão de obra do trabalhador migrante nordestino.

A riqueza cultural da região nordeste é inegável para aqueles que realmente enxergam o Brasil como ele é. O nordeste e o nordestino se destacam não só por suas belíssimas manifestações musicais, folclóricas e populares, mas também e ricamente por sua literatura.

É imensa sua contribuição para o cenário literário brasileiro, com nomes como José de Alencar, João Cabral de Melo Neto, Nelson Rodrigues, Raquel de Queiroz, Gregório de Matos, Graciliano Ramos, Clarice Lispector (nascida ucraniana), Manuel Bandeira, dentre incontáveis outras figuras.

A crescente e preocupante questão do ódio e da violência no país me fizeram dedicar recentemente três artigos a respeito: “Marina e Beto querem incendiar o país ?”, “Você já chutou seu cavalete hoje ?”, e Levi Fidelix: no mínimo um astulto, onde trato das várias vertentes deste mesmo tema, todos publicados pelo Brasília 247.

No primeiro critico a declaração de Beto e Marina de que iriam “governar com as força das ruas”, numa clara demonstração de que não tinham noção do rastilho de pólvora que estavam espalhando, a exemplo dos enormes prejuízos causados pelos arroubos de violência contra prédios públicos ocorridos em 2013 contra o Congresso, o Itamaraty, entre outros.

No segundo trato da antidemocrática ode à violência encampada por internautas e expoentes da grande imprensa pregando a destruição de cavaletes de propaganda política, distribuídos pelas cidades de acordo com as normas do TSE para estas eleições. No Levi Fidelix: no mínimo um astulto, critico a apologia à violência, desta vez contra o segmento LGBT, principal alvo de ataques do candidato.

Em todos eles lembro que a apologia à violência é crime e demonstro uma preocupação constante: em determinados momentos da vida de um país ela pode se transformar desnecessariamente em grandes perdas e mortes como a do cinegrafista da Band, Santiago Ilídio Andrade, atingido por explosivos lançados por Black Blocs, no Rio de Janeiro; e como a do jovem músico curitibano militante do PT, Hiago Augusto Jatobá, covardemente assassinado a facadas numa praça da cidade enquanto tomava conta dos cavaletes da candidata Gleisi Hoffmann.

Reportagem desta semana do Jornal Folha de São Paulo relembrou casos de intolerância política e preconceitos contra nordestinos ocorridos em 2010, quando Dilma foi eleita presidente. Na ocasião, a estudante de direito Mayara Petruso postou um tuíte que dizia: “Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”.

Ela foi denunciada e condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo, com pena convertida em serviços comunitários, por ser ré primária, mas perdeu o estágio no escritório de advocacia onde trabalhava.

É bom lembrar que a Lei Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, garante em seu artigo primeiro que “serão punidos, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

Que o fato sirva de exemplo a tantos outros que se acham no direito de fazer apologia à violência, à segregação e ao ódio contra outros brasileiros.

Se não dermos um basta a esta situação, por meio da Justiça, e da conscientização da população com a participação dos movimentos sociais, corremos o sério risco de que se fortaleçam no país grupos neonazistas que sem sombra de dúvida agem nas sombras.

Devemos combater estes crimes pois camuflados ou não, fazem todos parte de uma mesma cadeia de intolerância e ódio a ideais políticos e sociais contrários aos interesses da elite econômica e financeira deste país.

Isso é deplorável e vergonhoso para o Brasil que se diz democrático e orgulhoso de sua diversidade, principalmente por ser em sua maioria mestiço na cor e diversificado em sua cultura.

247

CHICO VIGILANTE

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