Caso de policia.O Ministério Público de Minas Gerais entrou com ação contra o governo de Aécio Neves.

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Pelo descumprimento da Emenda Constitucional .Em outra ação que já tramita na Justiça, Aécio  é réu por “maquiar”, segundo a ação, cerca de R$ 4,3 bilhões que deveriam ter sido investidos na saúde entre 2003 e 2008.

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O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou nesta sexta-feira (17) uma ação contra o governo do estado de Minas por suposta fraude orçamentária nos gastos com saúde durante a gestão do presidenciável tucano Aécio Neves (2003-2010). Pelo descumprimento da Emenda Constitucional nº 29 (que assegura que sejam repassados recursos mínimos para o financiamento de ações e serviços públicos de saúde), durante 10 anos de gestões tucanas, de 2003 a 2013, hoje existe um déficit de mais de R$ 7 bilhões.

Leia a íntegra da matéria de Paulo Peixoto e Lucas Ferraz do jornal Folha S. Paulo(link is external):

O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou nesta sexta-feira (17) uma ação contra o governo do Estado por suposta fraude orçamentária nos gastos com saúde durante a gestão do presidenciável tucano Aécio Neves (2003-2010).

Assinada por três promotores, a peça pede o ressarcimento aos cofres públicos de cerca de R$ 1,3 bilhão que, segundo a Promotoria, foi “maquiado” pelo governo Aécio e a estatal de saneamento Copasa para que o Estado atingisse o mínimo constitucional (12% da receita) dos gastos em saúde.

A Promotoria pede o “ressarcimento ao Fundo Estadual de Saúde do montante computado e não investido”. Ou seja, o Ministério Público afirma que o governo mineiro contabilizou os gastos sem efetivamente realizá-los.

É a segunda ação contra o governo mineiro pelo mesmo motivo. O assunto tem sido explorado na campanha presidencial pela rival de Aécio, Dilma Rousseff (PT).

Em outra ação que já tramita na Justiça, o Estado é réu por “maquiar”, segundo a ação, cerca de R$ 4,3 bilhões que deveriam ter sido investidos na saúde entre 2003 e 2008.

Dilma, na campanha, tem usado o valor de cerca de R$ 7,7 bilhões – montante que inclui os anos de 2010 e 2011.

A promotora Josely Ramos, responsável pela área da saúde, propôs também, em 2010, uma ação de improbidade administrativa contra Aécio.

Segundo a investigação, entre os anos de 2003 e 2008, mais de 50% dos investimentos da saúde provinham de ações da Copasa.

Prestações de contas do Estado afirmavam que o governo havia transferido dinheiro à entidade para aplicá-lo em ações de saneamento.

Auditoria realizada nas contas da Copasa, contudo, mostrou que a entidade não recebeu recursos do Estado para investir em saúde. A própria estatal reconheceu que a verba não foi transferida, segundo a ação.

Da mesma maneira, o Estado também teria confirmado que os valores a que se refere o Ministério Público são provenientes da própria atividade operacional da Copasa.

Sem analisar o mérito, contudo, o procurador-geral da Justiça, André Bittencourt, arquivou a ação de improbidade contra Aécio em janeiro deste ano por entender que Josely não poderia processar um governador, papel que caberia somente a ele.

Josely argumenta que, quando propôs a ação, no segundo semestre de 2010, Aécio já havia deixado o governo. Ela recorre da decisão.

http://mudamais.com/daqui-pra-melhor/o-ministerio-publico-de-minas-gerais-entrou-com-acao-contra-o-governo-de-aecio

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