“Quem acredita em pesquisas?”, questiona Lauro Jardim.

Revistas contrata testas de ferro para justificar porque Aécio destruiu Aécio. Sensus vira caso de policia.Alguém está cometendo um crime de estelionato, tentando iludir pessoas para obter vantagens eleitorais e pessoais.A Procuradoria Geral da República e o Tribunal Regional Eleitoral estão desafiados a agir.Ou tornarem-se cúmplices.Istoé e Época tem se aliados ao crime organizado para  divulgação de pesquisas criminosas.

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Pesquisa Sensus é um caso de polícia. É a venda de resultados “no varejo”

11 de outubro de 2014 | 21:15 Autor: Fernando Brito

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Não é mais uma expressão metafórica.

É caso de polícia, mesmo.

Porque se trata de bandidagem.

Fazem-se pesquisas fajutas com o único fim de exibi-las na televisão e induzir os eleitores.

É o caso deste resultado  divulgado pelo Sensus, na Istoé que, realizado basicamente nas mesmas datas do Ibope e do Datafolha, que registraram um empate estatístico entre Aécio Neves e Dilma Rousseff  (51 a 49% em votos  válidos), vem agora apontar uma suposta diferença de 17 pontos em favor do mineiro.

Isso não existe em estatística. Nem mesmo em roletas, exceto as viciadas.

E a “cobertura” da espertezas se faz com o expediente, aceito pela lei, de dizer depois da pesquisa quais os municípios pesquisados.

E a “malandragem”, tal como aconteceu na pesquisa da Época, é registrar a pesquisa como se fosse de iniciativa do próprio instituto e depois oferecer, no “varejo” a um órgão de comunicação os resultados.

Foi o que aconteceu com esta e vai acontecer, se a Justiça Eleitoral nada fizer, de dois em dois dias, porque mais uma já foi  registrada, dia 10, para divulgação no dia 15.

E, no meio do caminho, outra só em Minas, que certamente vai mostrar que o derrotado Aécio agora flutua, uma semana depois, como “redentor”.

Alguém está cometendo um crime de estelionato, tentando iludir pessoas para obter vantagens eleitorais e pessoais.

A Procuradoria Geral da República e o Tribunal Regional Eleitoral estão desafiados a agir.

Ou tornarem-se cúmplices.

Combater a impunidade, doa a quem doer, é marca do governo Dilma. O governo do PT aposentou o Engavetador Geral da República, investiu na Polícia Federal – aumentando seu orçamento de R$ 1,8 bilhão para R$ 4,7 bilhões -, criou o Portal da Transparência e a  Controladoria-Geral da União. Pois é, mas não foi sempre que o Brasil teve essa política permanente de combate à corrupção(link is external). A marca da gestão tucana é a impunidade. Os envolvidos com o caso Sivam, com a compra de votos para a reeleição de FHC, com a Pasta Rosa,com o mensalão tucano mineiro, com os escândalos dos metrôs e trens em São Paulo estão TODOS SOLTOS(link is external).

Somente no governo de FHC, foram arquivadas 217 investigações e engavetadas outras 242, envolvendo 194 deputados, 33 senadores, 11 Ministros e 4 contra o próprio FHC. Como as ações eram engavetadas, acabavam prescrevendo. Por sinal, o Ministério Público, concluiu, em 2003, que não poderia indiciar Armínio Fraga(link is external) – o homem de confiança de Aécio Neves – em uma ação de improbidade, porque a punição já estava prescrita.

Lembra quantos casos de corrupção(link is external) nós vimos passar impunes nos governos do PSDB?

O escândalo da Pasta Rosa, esquema com base no caixa 2 que envolvia, entre outros, José Serra e Antônio Carlos Magalhães, foi engavetado por Geraldo Brindeiro, o engavetador-geral da República. O mensalão tucano desviou dinheiro público, durante a campanha de eleição de Eduardo Azeredo, um dos fundadores do PSDB, e também terminou com todos soltos. Já o trensalão envolveu o pagamento de propina a integrantes do governo de São Paulo e ao PSDB pelo grupo francês Alstom. Com as provas bem escondidas, as autoridades suíças tiveram dificuldade em investigar. Teve ainda o escândalo da compra de votos para a reeleição de FHC e o caso Sivam, lembra?m Pois é, os envolvidos também estão impunes.

Essa é a diferença: enquanto eles varrem para baixo do tapete, Dilma combate a impunidade e apresenta propostas concretas(link is external) para intensificar o combate.

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