PNT: Os Dez Mandamentos conquista o primeiro lugar em todo o Brasil.

A abertura do Mar Vermelho é um dos momentos mais emblemáticos de Os Dez Mandamentos, novela escrita por Vivian de Oliveira. O povo hebreu, que vivia escravizado pelos egípcios, segue rumo à Terra Prometida, liderado pelo profeta Moisés (Guilherme Winter). A passagem representa o Êxodo, conforme descrito na Bíblia. Para as cenas do fechamento do Mar Vermelho foram produzidas quatro rampas de madeira e metal de 12 metros de altura, que despejavam 12 mil litros de água reutilizada sobre os atores e figurantes.
A espera era grande. Tão grande que a audiência da novela “Os Dez Mandamentos” liderou de ponta a ponta nesta terça-feira (10), com o público aguardando ansiosamente pela abertura do Mar Vermelho.
Para a frustração e irritação de muitos, as águas demoraram a abrir. Com Moisés passando a maior parte do tempo de braços abertos, deve ter sofrido de câimbras de tanto esperar para que o mar, de fato, abrisse.
O clímax da novela começou nesta noite, mas a Record, que não é boba, vai prolongar a abertura do apogeu de sua história até o final da semana com a intenção de prender o público.
A sequência, quando durou, é claro, foi avassaladora. Não há dúvidas que os efeitos especiais foram muito bem executados e o material ficou plasticamente muito bonito, atingindo um patamar dramatúrgico verdadeiramente impressionante.
Nos últimos minutos, o mar se abriu com uma trilha sonora condizente com o momento. Realmente fantástico. Moisés ditando a marcha dos hebreus foi de tirar o fôlego. Produção irrefutável com direção de qualidade ímpar, chefiado por Alexandre Avancini.
Produzir uma novela bíblica não é nada fácil, mas em seus momentos decisivos, toda a equipe de “Os Dez Mandamentos” se mostra competente pelos revezes que sofreu ao longo desse tempo no que diz respeito a esticamentos, que acabam atrapalhando o cronograma e poderia prejudicar a qualidade, como na cena de semanas atrás em que “vazou” um extintor em cena. Caso isolado.
“Os Dez Mandamentos” termina na segunda quinzena de novembro e entra, certamente, para a história da dramaturgia da televisão brasileira como o único folhetim que rendeu enxaquecas à Globo nos últimos anos, enfraquecendo seu principal produto e fazendo o telespectador que estava até com a TV desligada, ligá-la novamente, batendo o primeiro lugar no ranking do Ibope.
Thiago Forato coluna Enfoque NT.

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