BTG PACTUAL DESABA APÓS PRISÃO DE ESTEVES E PUXA DEMAIS BANCOS.

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Por Paula Barra – O Ibovespa cai nesta quarta-feira (25), depois de seis sessões seguidas de alta, com aumento do risco político e efeito sobre bancos, em dia marcado pelas prisões do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e o banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual.

As prisões colocam uma dose de estresse nos mercados e pressionam, além das ações do BTG Pactual, os demais bancos grandes listados na Bolsa, enquanto puxam a alta do dólar, contribuindo para o movimento positivo de ações expostas à exportação.

O índice é pressionado também pelas ações da Petrobras, que afundam cerca de 6% em meio às investigações da Operação Lava Jato e queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão, segundo cotação das 13h03 (horário de Brasília):

Petrobras (PETR3, R$ 9,84, -5,84%; PETR4, R$ 8,02, -5,65%)
As ações da Petrobras afundam em meio à queda dos preços do petróleo no mercado internacional, que depois de dispararem na véspera corrigem o movimento hoje. Segundo informações do jornal O Globo, a Petrobras pressiona o planalto por reajuste dos combustíveis. A ideia, entretanto, não tem aval da equipe econômica. Um dos motivos é que um novo aumento dos combustíveis teria impacto na inflação, que este ano deve fechar em dois dígitos, de 10,33%, segundo última estimativa do relatório Focus, do Banco Central.

Além disso, as empresas envolvidas em um suposto cartel de combustíveis, entre elas a BR Distribuidora, podem ser multadas em até 20% do faturamento, se os atos anticompetivivos forem comprovados, informou na terça-feira o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas sedes da BR Distribuidora, da Petrobras, e da Ipiranga, que pertence ao Grupo Ultra (UGPA3, R$ 66,43, -2,14%), além de ter interrogado funcionário da Raízen, joint venture da Cosan (CSAN3, R$ 25,40, -3,05%) com a Shell.

BTG Pactual (BBTG11, R$ 23,21, -24,86%)
As ações do BTG Pactual desabam após a prisão do presidente do banco, André Esteves, no âmbito da Operação Lava Jato. Os papéis registram hoje a maior queda desde quando começaram a ser negociadas, movimentando R$ 194,4 milhões na Bolsa hoje, muito acima da média diária de R$ 42 milhões dos últimos 21 pregões.

O banqueiro é suspeito de participar de um acordo para interferir na delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, disse a assessoria de imprensa do STF (Supremo Tribunal Federal) citando fala do relator do caso, ministro Teori Zavascki.

O movimento de queda das ações do BTG puxa também a derrocada dos demais bancos listados na Bovespa: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,17, -4,02%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,01, -3,44%; BBDC4, R$ 22,00, -4,39%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 17,89, -3,82%) e Santander (SANB11, R$ 15,23, -2,99%).

A assessoria de imprensa do BTG Pactual informou que o banco está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações. Esteves foi preso na casa da família, no Rio de Janeiro e a operação incluiu buscas na residência do executivo do BTG Pactual e na sede do banco em São Paulo. A prisão é temporária, com prazo de cinco dias.

BR Pharma (BPHA3, R$ 0,37, -5,13%)
As ações da rede de varejo BR Pharma caem forte nesta sessão, em meio à prisão do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, que é o maior acionista da empresa, por meio de fundo de investimentos, com participação de 37,8%. Com a queda de hoje, as ações da companhia renovam mínima histórica na Bolsa.

Exportadoras

Figurando praticamente isoladas no campo positivo do Ibovespa, as ações do setor de papel e celulose, voltadas à exportação, sobem hoje puxadas pela arrancada do dólar frente ao real nesta quarta-feira. São elas: Fibria (FIBR3, R$ 55,87, +2,70%) e Suzano (SUZB5, R$ 18,54, +1,26%).

Vale (VALE3, R$ 14,25, -1,52%; VALE5, R$ 11,87, -1,33%)
A Vale deve suspender o pagamento de dividendos em 2016, segundo estimativas do BTG Pactual. O banco atualizou sua curva de produção para a mineradora, enquanto vê menores preços para metais básicos e incertezas dos impactos possíveis causados pela Samarco. Perspectivas que levaram os analistas a cortar o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale de US$ 6,50 para US$ 4,50, com recomendação neutra.

Mais

E não se esqueçam.

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