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IG.Corpo de fundador da Igreja Deus é Amor é transportado em carro de bombeiros.

O corpo do pastor David Miranda, líder e fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor, deixa o templo na Baixada do Glicério

Fernando Zamora/Futura Press

Após dois dias de velório, o corpo do pastor David Miranda deixou, no início da tarde desta terça-feira (24), a sede da Igreja Pentecostal Deus é Amor, no Glicério, região central de São Paulo, em um carro aberto do Corpo de Bombeiros.  Ele será enterrado na tarde de hoje no cemitério Jardim do Horto, na zona norte da capital.

 

O capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, disse ao iG que o transporte do corpo de Miranda em um carro da corporação foi uma “homenagem póstuma a uma personalidade”.

“Nós utilizamos uma viatura que não está em uso e dois bombeiros que não estão em atendimento operacional”, explicou. Palumbo acrescentou que todos os pedidos de transporte de corpo são analisados pelo comondo da corporação, Secretaria de Segurança Pública e Governo do Estado.

” Fazemos essa homenagem sem prejudicar o atendimento a população. Por isso, fazemos essa avaliação de local e horário antes de autorizar o transporte. Esse pedido foi definido como justo”, finalizou o capitão.

Velório

O velório, que foi acompanhado por centenas de pessoas, foi iniciado no domingo (22) e só terminou por volta das 12h de hoje.

Miranda morreu na noite do último sábado (21), aos 78 anos, após um infarto.  Ele era casado com Ereni Miranda, e pai de quatro filhos.

A igreja foi fundada em 1962 por Miranda. Atualmente, a instituição tem cerca de 22 mil templos espalhadas no Brasil e no exterior. Entre eles, está o Templo da Glória de Deus, um dos maiores do país, com capacidade para 60 mil pessoas.

“Os dias dele foram, especialmente, para adorar e buscar a Deus, ganhando almas ao Seu Reino. De fato, ele deixa vários exemplos: de pai, de esposo, de avô, de amigo etc. Soube ouvir, falar, aconselhar, pregar e conquistar”, diz nota divulgada pela IPDA.IG

Veja tambem;

A Segunda Vinda de Cristo – Paulo Junior

Morre Davi Miranda. Fundador da igreja Deus é amor .Época Mundial.

Morre David Miranda, fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor

Missionário tinha 79 anos; igreja foi fundada em 1962.
Deus é Amor tem mais de 11 mil igrejas espalhadas pelo Brasil.

Morre o Missionário Davi Miranda

É com muito pesar que a Igreja Pentecostal Deus é Amor notifica que o Missionário David Miranda, homem muito amado, caridoso, amoroso, responsável, temente, querido, usado e fiel a Jesus Cristo, faleceu no dia 21 de fevereiro de 2015, às 23h45, com 79 anos, de infarto.

David Miranda era casado com a irmã Ereni Miranda, pai de quatro filhos (David, Débora, Leia e Daniel), além de netos. Ele aceitou a Jesus em 1958, daí em diante, a dedicação a Deus foi diariamente, até ouvir a voz dEle para fundar a IPDA: ‘Igreja Pentecostal Deus é Amor’.

Dia 03 de junho de 1962, ele fundou a IPDA, através da revelação do Espírito Santo, uma igreja que cresceu grandemente, tendo hoje mais de 22 mil igrejas espalhadas no Brasil e no mundo, aproximadamente. Ademais, o ‘ Templo da Glória de Deus’ (capacitado para receber 60 mil pessoas, com estacionamento para 500 automóveis e 143 ônibus) é uma de suas conquistas.

A tristeza está por causa da notícia de um homem de Deus que partiu. Um homem cujas lembranças sempre serão de fé, amor, dedicação na obra do Senhor, entre outras qualidades notórias. Entretanto, a felicidade é em saber que ele está perto do que vive para todo o sempre: Jesus Cristo. Os dias dele foram, especialmente, para adorar e buscar a Deus, ganhando almas ao Seu Reino. De fato, ele deixa vários exemplos: de pai, de esposo, de vô, de amigo etc. Soube ouvir, falar, aconselhar, pregar e conquistar.

Notificamos também que o culto fúnebre iniciou-se às 08h, do dia 22 de fevereiro de 2015, no Templo de Glória de Deus, localizado na Av. do Estado, 4.568. Neste momento, pedimos que nossas orações e sentimentos sejam dedicados para a família do missionário e aos membros por esta perda; para que Deus conforte os corações.

FONTE: Site da Igreja Pentecostal Deus é Amor

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

Que Deus em Cristo Jesus  possa estar confortando toda a família  do nosso amado irmão Davi Miranda.

Mais

Advertência para a  igreja

 

A surra de Haddad em Villa e Sheherazade.Conversa Afiada.

Entrevistadores que não sabem entrevistar.Deu no que deu: nocaute.

Villa e Sheherazade: o buraco que se abriu em torno de Haddad.

O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:
A SURRA DE HADDAD EM VILLA E SHEHERAZADE
Só ouviria a Jovem Pan sob a mira de um revólver. Não seria a presença de Haddad na rádio que me levaria a sintonizá-la.

Não dou a minha audiência às mídias que entendo fazerem mal ao Brasil. Aproveito melhor meu tempo.

Acho quase patético que críticos da Globo, por exemplo, não saiam da emissora. Você frequentemente encontra nas redes sociais alguém que ataca o JN, e depois o jornal da noite, e depois a Globonews – e entre tudo isso a CBN.

Você contribui com o inimigo.

Mas razões jornalísticas me fizeram ouvir a gravação da entrevista com Haddad. A repercussão foi grande.

De resto, minha amiga Priscila Sérvulo me mandou o link do programa, com uma recomendação para que visse e comentasse.

Pensei comigo: vou experimentar.

Acabei vendo a entrevista toda.

Duas coisas opostas me chamaram a atenção: o preparo calmo e sereno de Haddad e o despreparo bufão dos entrevistadores Villa e Sheherazade.

De uma forma geral, foi uma coisa parecida com o Roda Viva em que Piketty passeou diante de uma bancada hostil e inepta comandada pelo economista André Lara Resende.

As más intenções da Jovem Pan apareceram antes mesmo da entrevista.

Sherezade disse que demorara duas horas para ir de casa para o trabalho. Culpa de Haddad, naturalmente.

Logo aí Haddad também mostrou suas armas. Ele quis saber de onde ela vinha, e se era assim sempre.

Pressionada, ela admitiu que em geral leva uma hora. E disse a Haddad que mora no Barueri. Fora da cidade, portanto. Se morasse em São Paulo, lembrou Haddad, ela perderia menos tempo no trânsito.

Villa foi logo abatido também.

Ele falou na taxa de reprovação de Haddad no meio do mandato como se fosse um fato novo na história dos prefeitos de São Paulo.

Haddad disse a ele que, como historiador, ele deveria consultar o passado. Marta e Kassab passaram por situações semelhantes, e logo depois de aumentar a tarifa dos ônibus, como ele próprio.

Haddad mostrou a relação entre aumento de tarifa e popularidade do prefeito.

Pego de surpresa, tudo que Villa conseguiu dizer é que iria pesquisar o assunto.

Isso quer dizer o seguinte: ele não fez a lição de casa.

Segundo algumas versões, Patrícia Poeta foi afastada do JN por supostamente não ter se preparado convenientemente para a entrevista com Marina Silva.

Um editor rigoroso afastaria Villa, mas imagino que isso não vá acontecer por uma razão: espera-se dele, apenas, que fale mal continuamente do PT, e não que se prepare para entrevistas. E ele entrega – em sua maneira caricatural, confusa e frequentemente imbecil — o que esperam dele.

Numa de suas grandes frases, Euclides da Cunha, ao tratar de Floriano Peixoto, disse que ele chegara à presidência não porque se elevara, mas porque se operara uma depressão em torno dele.

Haddad se destacou, em parte, pela depressão a seu redor na entrevista na Jovem Pan.

Imagine alguém que, em pleno 2015, consegue atacar ciclovias numa metrópole como São Paulo.

É Villa.

Suas observações, se fossem feitas em cidades como Londres ou Paris, o levariam ao ridículo e ao ostracismo imediatamente.

Mas no Brasil isso lhe dá microfones como o da Jovem Pan.

Haddad contou suas conversas com prefeitos de fora do Brasil a respeito das ciclovias.

Disse que é consenso que elas vem antes dos ciclistas. Sem as ciclovias, as pessoas não vão se arriscar em ruas perigosas.

Nem Sheherazade e nem Villa tinham a menor ideia sobre o assunto. Sobre nada, aliás – de semáforos quebrados ao preço do metro quadrado de uma ciclovia.

Ali estava, diante de Haddad, a ignorância enciclopédica personificada em dois entrevistadores sem a menor condição jornalística de sabatinar alguém.

Villa, a certa altura, jogou o Petrolão para cima de Haddad. Chegou a citar Gilmar Mendes, como se a opinião do meritíssimo valesse alguma coisa.

Haddad desarmou-o imediatamente. Afirmou que, como todo mundo, quer a punição de quem quer que tenha desviado dinheiro público na Petrobras.

E devolveu a Villa: “Você não quer que os corruptos do Trensalão sejam presos? Você não quer que o conselheiro do TCU de São Paulo indicado pelo Covas sofra consequências pela conta na Suíça com dinheiro da corrupção?”

Villas balbuciou apenas, a voz mortiça: “Sim.”

Maluf também foi posto na conversa. Haddad disse que faz aliança não com pessoas, mas com partidos, e à luz do dia. Lembrou que Serra foi buscar o apoio do mesmo Maluf na calada da noite. “E você não disse nada”, completou.

Fora do campo objetivo, Haddad também enquadrou Villa com bom humor.

Ao responder a uma colocação, ele foi interrompido abruptamente. E então disse: “Puxa, Villa, vocês me atacam todos os dias. Deixa  hoje pelo menos eu me defender.”

Haddad fez o que se espera de um político que sabe o que quer.

Villa e Sheherazade fizeram aquilo que é inevitável em entrevistadores que não sabem entrevistar.

Deu no que deu: nocaute.

Extra.Jornal desmente a revista veja.Vejinha propaga rumores sem provas.

LULA REBATE “MENTIRA ABSURDA” DE VEJA E CIA.247

Em prosseguimento a série de denúncias sem provas, propagação de rumores e proliferação de boatos, revista Vejinha Brasília veicula que o ex-presidente Lula teria bancado festa de R$ 220 mil para um suposto sobrinho; “Lamentamos que a revista publique informações falsas sem sequer checar a informação e que perfis da internet”, replicou Lula no Facebook; “Apenas este ano já foram divulgados boatos sobre a volta do câncer do ex-presidente, a sua suposta morte e agora a festa de um falso sobrinho, entre outros casos de mentiras, boatos e mau jornalismo”, registrou; central de boatos faz parte de um movimento organizado para minar sua eventual volta em 2018 e disseminar mentiras em redes sociais.

247 – O ex-presidente Lula voltou a utilizar o seu Facebook para desmentir uma notícia falsa publicada pela revista Veja, em sua edição para Brasília. Na nota, o petista afirma que depois de ser vítima de uma notícia falsa de que ele teria morrido, esta semana, “outra mentira absurda”, agora da revista Veja de Brasília, circula pelas redes sociais. O jornalista Ulisses Campbell publicou nota na qual afirma que o ex-presidente teria custeado uma festa de aniversário de R$ 220 mil para um suposto sobrinho, além de presentear os convidados com Ipads.

“Lamentamos que a revista publique informações falsas sem sequer checar a informação e que perfis da internet, como os do vlogueiro Felipe Neto, o da apócrifo Folha Política, e o do site Implicante, entre outras pessoas e veículos de boa e má fé, repliquem tal absurdo. Apenas este ano já foram divulgados boatos sobre a volta do câncer do ex-presidente, a sua suposta morte e agora a festa de um falso sobrinho, entre outros casos de mentiras, boatos e mau jornalismo”, afirma o texto que é assinado pela assessoria de imprensa do Instituto Lula.

Abaixo a nota na íntegra:

Na semana passada, uma notícia falsa divulgada no Facebook, falava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia morrido. Esta semana, outra mentira absurda, agora da revista Veja de Brasília, circula pelas redes sociais.

Em sua edição do último sábado, 14 de fevereiro, o jornalista Ulisses Campbell publicou nota onde afirma que Thiago, que seria sobrinho do ex-presidente Lula, terá uma festa de aniversário de três anos com custo de 220 mil reais e Ipads de presente para os convidados. Lula não tem nenhum sobrinho com este nome residindo em Brasília.

Lamentamos que a revista publique informações falsas sem sequer checar a informação e que perfis da internet, como os do vlogueiro Felipe Neto, o da apócrifo Folha Política, e o do site Implicante, entre outras pessoas e veículos de boa e má fé, repliquem tal absurdo.

Apenas este ano já foram divulgados boatos sobre a volta do câncer do ex-presidente, a sua suposta morte e agora a festa de um falso sobrinho, entre outros casos de mentiras, boatos e mau jornalismo.

Repudiamos a divulgação reiterada de notícias falsas sobre o ex-presidente que tem acontecido por perfis apócrifos nas redes sociais ou por veículos jornalísticos pouco responsáveis com seus leitores.

Assessoria de Imprensa
Instituto Lula

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FHC fez o desmanche da Engenharia da Petrobras, da autonomia nuclear e da comunicação da Defesa.Excusivo

Horror.Quem não for a favor do impeachment, merece apanhar, diz psicopata travestido de intelectual.

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Veja tambem:

GLOBO BLINDA IMAGEM DE FHC, O DA P-36, E PENSA QUE SEU JORNALISMO TUCANO É SÉRIO.

O UOL escolhe quem pode e quem não pode ser investigado.Vi o Mundo.

.O “dono” da informação escolhe quem pretende investigar

Depois do “vazamento seletivo”, temos o “jornalismo seletivo”

13 de fevereiro de 2015 | 11:04

por Fernando Brito, no Tijolaço

Muitos me perguntam porque não falei dos depósitos feitos por 8.667 brasileiros no HSBC da Suíça, revelado pelo chamado SwissLeaks.

Simples. Porque não sei quem são.

Só uma pessoa – o jornalista Fernando Rodrigues – e uma empresa – o UOL – sabem.

Hoje, ele publicou alguns, de donos da Odebrecht e de algumas pessoas citadas na tal Operação Lava Jato.

Evidente que, à exceção do gerente ladrão da Petrobras, Pedro Barusco, não se pode dizer que o dinheiro dos demais seja criminoso.

Embora, do ponto de vista moral, ter conta na Suíça – exceto para quem tem negócios por lá – já seja um indicador de muito pouca boa-fé.

O UOL publica uma “explicação” para o fato de estar publicando “em pílulas” os donos das contas.

A imensa maioria dos nomes contidos na listagem brasileira do HSBC da Suíça é desconhecida do grande público. Há uma minoria de pessoas conhecidas. Empresários, banqueiros, artistas, esportistas, intelectuais. Quais nomes e contas bancárias serão divulgados?

Em primeiro lugar, os que tiverem interesse público, e, portanto, jornalístico. Em segundo lugar, todos sobre os quais se puder provar que existe uma infração relacionada ao dinheiro depositado no HSBC na Suíça.

Baixou o espírito “Sérgio Moro” na empresa?

Primeiro, não foi essa a política adotada pelo consórcio de jornalistas que apurou os dados.

Como não se sabe, por exemplo, que o banqueiro Edmond Safra, de nacionalidade brasileira, tenha posto lá dinheiro de roubalheira, porque foi divulgado? E o piloto de F-1 Fernando Alonso, acaso andou metido com Paulo Roberto Costa?

Segundo, porque decide que “só serão publicados dados que tenham interesse público”.

O que é interesse público? Crime, fama, função pública? Não é do interesse público que o dono do supermercado, o síndico do prédio, o gerente da empresa têm conta na Suíça?

É violação do sigilo bancário saber-se que uma pessoa tem conta na Suíça ou apenas seria se eu informasse – como o UOL faz com quem decide ser de interesse público – dizer quanto eu movimentei nela?

Mas na explicação ética, o UOL faz pior.

Primeiro, compara o valor detido por estes brasileiros no HSBC (R$ 20 bilhões) com – vou citar literalmente – “um montante próximo ao que o governo da presidente Dilma Rousseff precisa economizar em 2015 para fazer o ajuste fiscal do país”.

Vejam, como se Dilma pudesse “meter a mão” nesta dinheirama e resolver os problemas nacionais.

Não beira a manipulação política. É a própria.

Vai adiante, porém. Acusa Dilma de desídia:“não há interesse da administração pública federal comandada pela presidente Dilma Rousseff em apurar o que ocorreu’.

Por que?

Governo não é uma quitanda e se rege de acordo com as leis.

As razões estão nas próprias “acusações” do UOL:

“Uma fração mínima de nomes sob os quais há alguma suspeita foram mostrados ao governo, de maneira reservada.”

E aí o governo faz o que? Abre uma investigação, com quebra de sigilo bancário e fiscal, sobre alguns nomes “selecionados” pelo UOL e já dá à empresa o resultado do que apurar?

“O Blog e o UOL entendem que o governo não pode revelar os nomes de quem cometeu crime fiscal. Mas pode dizer – e a sociedade tem o direito de saber – quantos são os que mantiveram dinheiro de forma irregular no HSBC da Suíça.”

Quantos de quantos? De todos? Ou dos que o UOL quer? Que diabos de ação pública seria essa de dizer: “olha, destes 18 que vocês trouxeram, 15 estão irregulares”.

Aliás, se o governo fizer isso, não sobra uma ação fiscal na Justiça contra eles. Caem todas, por obtenção ilícita de informações.

Se ter conta na Suíça é indício de crime – eu, particularmente, acho que é, pela ocultação de patrimônio que não pode ser checado pela autoridade fiscal – é para todos e o Ministério Público deve agir. E sem vazamentos seletivos.

Diante disso, fico com as palavras de meu professor de jornalismo, Nílson Laje, que tem mais de 50 anos de janela sobre a imprensa brasileira:

“Não existe mais repórter “do jornal”.

O que existe agora é repórter “da fonte”.

Atua em um ramo de publicidade não contabilizado – a “publicidade contra”.

Escolhido, pode ser ou não remunerado pela tarefa; atua com a concordância e apoio do veículo em que trabalha – e que este, sim, fatura de algum modo.

Assim é com os vazamentos do Lava-jato. E, agora, com os vazamentos de nomes de investidores brasileiros no HSBC.

O repórter incumbido da tarefa de “vazar” esses nomes alinha, um por um, os que interessam à fonte, com a qual é ou se faz solidário. Vaza aos poucos, por motivos mercadológicos e porque sabe que não há competição.

A garantia do negócio é a falta do contraditório ou da concorrência.

No caso, o interesse transparente da fonte, que coincide com o interesse do veículo, é o mesmo da orquestração midiática em curso: visa pessoas ligadas ao governo nacionalista e a empresas nacionais que se pretende desnacionalizar.

Os outros nomes não importam ou “ficam para depois”.

Chamam a isso de “furo”.

Leia também:

Rebelião popular implode pacote de maldades de Beto Richa no Paraná

QUAL DOS TRÊS BANDIDOS CONFESSO MERECE FÉ PÚBLICA?Epocaestado

QUAL DOS TRÊS CRIMINOSOS MERECE FÉ PÚBLICA?247

:

Sucessão de delações premiadas embaralha versões e dá chance a diferentes interpretações; quando policial federal Jayme Alves, o Careca, afirmou em depoimento que entregou R$ 1 milhão, a mando do doleiro Alberto Youssef, para representante do então governador Antonio Anastasia (PSDB-MG), mídia contentou-se com o desmentido do doleiro e a versão do tucano de que jamais recebeu propina; fim de papo; agora, Youssef liga lobista Julio Camargo à entrega de fortunas ilegais para José Dirceu (PT-SP); Camargo e Dirceu negam, mas, nesse caso, Youssef é tratado como tendo falado a verdade; sem provas concretas, critério da verdade se perde na seleção política sobre no que se quer e no que não se quer acreditar

Nocaute.GRUPO ABRIL DESABA: VEJA SOBREVIVERÁ?

A Abril está morrendo.

Victor Civita foi abatido porque a Abril já não tinha mais como bancar o aluguel do megalomaníaco prédio da Marginal de Pinheiros.

Produzir revistas nestes tempos é como fabricar carruagens no final do século 19, quando os carros começavam a ganhar as ruas.

Nem o mais fabuloso fabricante de carruagens sobreviveu com o correr dos dias.

A Abril antecipa o que deve acontecer, no futuro, com outra potência da mídia brasileira: a Globo.

Anos atrás, ninguém imaginava um mundo sem revistas. Mas hoje é fácil imaginar.

Ao devolver uma das duas torres, perdeu o direito de exibir o fundador da empresa. Para os futuros inquilinos, o busto de VC, como era chamado, não faria sentido nenhum.

bom

Altamiro  Borges
ALTAMIRO BORGES

A Abril Educação, que era considerada a fonte de sustentação das revistas do grupo, acaba de ser vendida. E agora, Veja? Pra onde correr?

No início de janeiro, os funcionários do Grupo Abril, que edita a asquerosa revista “Veja”, foram surpreendidos na chegada ao prédio da empresa, na capital paulista. O busto do fundador do império midiático, Victor Civita, havia sido retirado do hall de entrada. Em grave crise financeira, a empresa foi obrigada a devolver metade do espaço à Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que é dona do edifício. Agora, eles recebem outra notícia preocupante. A Abril Educação, que era considerada a fonte de sustentação das revistas do grupo, acaba de ser vendida para o fundo de investimentos Tarpon. O clima nas redações é de suspense e temor. Antes desta negociação, a empresa já havia fechado vários títulos e transferido outros, num processo agonizante que já se estende há três anos. Agora, ninguém sabe qual será o futuro das publicações que restaram do Grupo Abril.

Segundo relato da Folha, a empresa da famiglia Civita “vendeu a totalidade das ações da Abril Educação para fundos de investimentos da gestora Tarpon, em uma operação avaliada em R$ 1,3 bilhão. O valor representa a soma da fatia de 20,73% do capital social total adquirido nesta segunda-feira (9) com os 19,91% que o Tarpon havia adquirido em agosto do ano passado, considerando o valor de R$ 12,33 por ação. De janeiro a setembro de 2014, a Abril Educação faturou R$ 753,7 milhões, alta de 32,6% ante igual período do ano anterior. A venda do negócio de educação é mais um passo no processo de enxugamento que vem sendo implementado no Grupo Abril desde a morte do empresário Roberto Civita, em maio de 2013. Desde então, a empresa descontinuou quatro títulos (‘Alfa’, ‘Bravo’, ‘Gloss’ e ‘Lola’), vendeu as frequências da MTV e transferiu dez títulos para a Editora Caras”.

Quando da queda do busto de Victor Civita, o jornalista Paulo Nogueira, do blog “Diário do Centro do Mundo”, escreveu um artigo demolidor sobre “A agonia da Editora Abril” e do restante da mídia tradicional. Agora, com a notícia da venda da totalidade das ações da Abril Educação, as suas palavras se revelam ainda mais verdadeiras. Reproduzo o texto baixo:

*****

A retirada do busto de Victor Civita do saguão da sede da editora Abril neste começo de janeiro é um capítulo dramático do declínio acelerado daquela que foi uma das maiores empresas de jornalismo.

A Abril está morrendo.

Victor Civita foi abatido porque a Abril já não tinha mais como bancar o aluguel do megalomaníaco prédio da Marginal de Pinheiros.

Ao devolver uma das duas torres, perdeu o direito de exibir o fundador da empresa. Para os futuros inquilinos, o busto de VC, como era chamado, não faria sentido nenhum.

A morte de uma empresa de jornalismo é um processo lento. Não é fácil identificar o momento em que as coisas começam a dar errado.

Depois tudo se aclara, e o fim é evidente. As últimas etapas são agônicas, e é isto o que a Abril está vivendo.

A torre remanescente dificilmente sobreviverá por muito tempo, bem como uma série de revistas e, lamentavelmente, centenas de empregos.

Como todas as empresas que gozam de reserva de mercado e são objeto de mamatas do Estado – anúncios copiosos, financiamentos a juros maternais em bancos públicos – a Abril nunca foi exatamente um modelo de administração.

É o preço que se paga por privilégios. Você não tem que ser o melhor da classe para receber prêmios.

Isto vale para a Abril e todas as grandes empresas jornalísticas brasileiras, a começar pela Globo.

Nunca foram expostas à competição estrangeira e sempre foram mimadas por sucessivos governos: não há receita mais eficaz para a ineficiência gerencial.

Dito isso, a agonia da Abril se deve muito mais a uma mudança de mercado do que a uma gestão trôpega em vários momentos.

Produzir revistas nestes tempos é como fabricar carruagens no final do século 19, quando os carros começavam a ganhar as ruas.

Nem o mais fabuloso fabricante de carruagens sobreviveu com o correr dos dias.

A Abril antecipa o que deve acontecer, no futuro, com outra potência da mídia brasileira: a Globo.

Anos atrás, ninguém imaginava um mundo sem revistas. Mas hoje é fácil imaginar.

Até há pouco também, igualmente, ninguém imaginava um mundo sem tevê como a conhecemos. Mas hoje já não é tão difícil imaginar.

Uma pesquisa recente americana traduziu isso em números. A pergunta que foi feita era a seguinte: você acha que seria duro viver sem o quê?

As alternativas eram internet, celular e televisão. A televisão ficou em último lugar. Alguns anos atrás, na mesma pesquisa, ficara em primeiro: a maior parte dos entrevistados não considerava a hipótese de ficar sem tevê.

Tanto a Abril como a Globo se empenham em ter relevância na internet. Mas jamais se replicará, no universo digital, a relevância que elas tiveram em mídias que vão se tornando obsoletas.

Aproxima-se velozmente do fim o tempo em que a Globo consegue cobrar uma fortuna por comerciais de uma programação em constante declínio.

E está muito distante a era em que a publicidade na internet terá preços remotamente praticados pela Globo na tevê.

Entre uma coisa e outra, a Globo entrará no que se poderia definir como “Vale do Desespero”, para usar uma expressão em voga entre os economistas.

Na destruição de um velho mundo na imprensa e na construção de um novo, a remoção do busto de Victor Civita é um marco histórico.

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