bbc W.AO VIVO: DILMA PEITA O GOLPE.CONVOCA RESISTÊNCIA.

DAVIS SENA FILHO.247

“Objetivo real, não oficial, da Operação Lava Jato e deste impeachment (golpe) é bem simples: arrancar o “B” da sigla BRICS e colocá-lo no lugar de sempre, no “quintal” dos EUA, junto com as demais “Repúblicas das Bananas”. Fernando Oliveira — Leitor do Blog Palavra Livre

Vamos deixar uma coisa bem clara: o golpe que faz do Brasil um pária aos olhos da comunidade internacional, que o deixa de joelhos perante os países poderosos e na humilhante condição de República das Bananas, é um ajuntamento de sediciosos e traidores da presidenta Dilma Rousseff da base do Governo Trabalhista, a incluir também os titulares de alguns ministérios, com a oposição de direita, derrotada eleitoralmente quatro vezes consecutivas e liderada pelos demotucanos do PSDB e do DEM.

O golpe de estado travestido de legítimo vai marcar o Brasil como um País não confiável, mas com um empresariado muito rico e poderoso que financia os políticos conservadores, que vão forçar, mais uma vez, o Brasil ficar refém dos ditames internacionais, a servir como uma gigantesca vaca onde a banca internacional e seus associados de outros segmentos da economia mundial vão mamar à vontade, como sempre fizeram no decorrer de séculos, a manter enorme parcela do povo brasileiro apenas como mão de obra barata, a ter o Brasil como uma grande fazenda exportadora de commodities.

É o que importa à burguesia dona da casa grande e subjugadora da senzala: vender carne de boi, soja e produtos de outras culturas agrícolas e de mineração, dentre eles o petróleo que, certamente, vai cair nas mãos estrangeiras, a começar pela alienação do Pré-Sal, a terceirização dos serviços públicos e a privatização das estatais que restaram da privataria tucana comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I.

Dentre todos estes e outros assaltos a mão armada contra a Presidência da República, cujos golpistas se confundem com os assaltantes de bancos ou de pedestres, porque sociopatas e delinquentes, os maiores vão ser os que concernem aos inúmeros programas sociais que visam desenvolver a economia do Brasil e emancipar plenamente o povo, principalmente os milhões de brasileiros que jamais e em tempo algum participaram efetivamente como cidadãos quando estiveram a ocupar o poder presidentes e partidos de direita, a exemplo dos generais ditadores, de José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique, somente para ficar nesses.

Com Dilma Roussef e Lula, o povo passou a ter visibilidade social e econômica, bem como pela primeira vez, após o Governo do estadista gaúcho, Getúlio Vargas, foi incluído no Orçamento da União. Esses fatores e realidades incomodaram e enfureceram de mais a burguesia e seus aliados da pequena burguesia (coxinhas de classe média), que se insurgiram em uma conspiração politicamente desastrosa, mas estrategicamente organizada, que, após a vitória eleitoral de Dilma em outubro de 2014, formaram um consórcio de direita, que se mobilizou de forma tão violenta, ao ponto de tornar impossível para a presidenta trabalhista governar.

Retiraram de Dilma sua autonomia e autoridade presidencial, a humilharam diante de seus 54,5 milhões de eleitores, que também tiveram seus votos cassados por um punhado de canalhas que tomaram o poder de assalto por intermédio de um golpe midiático-jurídico-parlamentar. Esse consórcio de direita começou a colocar suas garras para fora a partir das manifestações de junho de 2013, sendo que, em 2014, fortaleceu-se para ir em direção ao golpe de estado, a ter ainda como apoio o TCU, o TSE e a PF, cujos servidores com cargos de poder e mando se associaram à sedição como piratas amotinados.

Os dois presidentes trabalhistas, que criaram o Portal da Transparência e que mais investigaram e prenderam corruptos e ladrões do dinheiro público, a fortalecer o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, tornaram-se, de maneira surreal, os alvos desses mesmos órgãos, que jamais e em hipótese alguma acharam quaisquer corrupções ou malfeitos praticados por Lula e Dilma.

Lula está a ser investigado na Lava Jato, mas o juiz de província, Sérgio Moro, não tem provas para futuramente condená-lo, porque a verdade é que os procuradores do MPF e até aqueles medíocres de São Paulo, que o perseguem por ideologia e ódio de classe, não tem provas e a saída vai ser prendê-lo por delação feita por bandidos há muito tempo conhecidos por seus crimes pela polícia, que, desesperados, entregam até suas mães e filhos para saírem da cadeia da Vara do Moro.

O ex-presidente Lula somente será preso pelo “domínio do fato”, como fizeram covardemente e perversamente com José Dirceu, um político combativo, ideológico e intelectualizado, que seria escolhido como um dos sucessores de Lula após o líder trabalhista terminar seu mandato presidencial. Lula não cometeu crimes e nem Dirceu, bem como José Genoíno, João Paulo Cunha e Delúbio Soares. Basta investigar suas posses pessoais e patrimônios. Está tudo lá. A PF, o MPF e os juízes do STF que os julgaram sabem disso.

A razão principal desse processo hediondo para o Estado de Direito e a democracia deste País é a luta política; e os servidores públicos dessas instituições e corporações do sistema judiciário escolheram lado e partido político, porque são ideológicos, militam no campo da direita, e, consequentemente, partidarizaram-se e passaram a judicializar e a criminalizar a política, o Governo Trabalhista e suas principais lideranças exemplificadas e simbolizadas em Lula e Dilma.

Quando o Judiciário se partidariza, o que se pode esperar de suas principais autoridades é a injustiça e a covardia. Realidade esta que ocorre, agora, no Brasil por meio de um golpe de estado mal disfarçado contra Dilma Rousseff, pois dissimulado para inglês ver, assim como contra seus milhões de eleitores e a democracia. Os traidores e usurpadores do poder jamais serão esquecidos, a exemplo dos golpistas de 1964, porque as pessoas não são tão desmemorizadas, como gosta de apregoar a mentirosa “elite” deste País, quando diz que o brasileiro não tem memória, a fim de que ele esqueça de seus crimes.

Para confirmar o que assevero, lembro aos cretinos e patifes apoiadores e cúmplices de golpes, que o povo sabe até os dias de hoje, por exemplo, que Getúlio Vargas é o responsável pelas garantias sociais e trabalhistas. Além disso, a História funciona como uma grande peneira das sociedades, porque ela é letra fria, livre de paixões e, cientificamente, amante da verdade.

Porém, voltemos a Lula. O ex-operário, um dos fundadores da CUT e do PT, fatos históricos que também alimentaram o ódio e o rancor da burguesia contra o líder petista, não se sujaria como se suja o grande empresariado tupiniquim por dinheiro, vaidade e luxúria. Pelo contrário, quem estão a ser acusados por delatores são os golpistas do PMDB, do PSDB, do DEM, do PP e de outros partidos menores, como o SD do Paulinho da Força, que um dia, certamente, vai receber o quinhão dele em forma de cadeia.

Paulinho (não sei como “trabalhadores” aceitam sua “liderança”) responde a inúmeros processos e inquéritos, como muitos outros parlamentares da oposição de direita e empresários filhotes do Pato Amarelo, corruptos, levianos, sonegadores de impostos e de multas (Alô, alô, HSBC e Zelotes!). Essas coisas vão ficar claras e nítidas com o decorrer do tempo, e veremos que são os verdadeiros ladrões, corruptos e corruptores.

Entretanto, este golpe pegou muito mal e, novamente afirmo, vai servir também para prender Lula, que, preso, sedimenta ainda mais sua imagem de mito; e, solto, fortalece sua imagem e passa a ser, de fato, o principal protagonista das eleições de 2016. A verdade é que Lula, a direita a querer ou não; o status quo a reconhecer ou não, é uma força da natureza tanto quanto política. Lula, cada um em sua época, tem o tamanho político e social de Getúlio Vargas, só que ele não vai se suicidar, porque “Não vem ao caso!”, não é juiz Sérgio Moro?

A prisão de Lula interferirá imensamente na política brasileira, que já está a ser observada pelos principais organismos internacionais do mundo com imensos telescópios, sendo que a OEA já está de corpo presente no Brasil. É como disse, com precisão, o leitor do Blog Palavra Livre, Fernando Oliveira: “Objetivo real, não oficial, da Operação Lava Jato e deste impeachment {golpe} é bem simples: arrancar o “B” da sigla BRICS e colocá-lo no lugar de sempre, no “quintal” dos EUA, junto com as demais “Repúblicas das Bananas”. Ponto.

O leitor falou a grosso modo, porque certamente ele sabe e muita gente também que existem incontáveis questões para o golpe criminoso. Porém, recolocar um País poderoso do tamanho e da importância do Brasil, que é a sétima economia do mundo, no círculo de influência do Estados Unidos é um dos grandes sonhos das autoridades yankees, que, propositalmente omissas e negligentes, calaram-se perante o golpe, porque querem retomar a influência que sempre os beneficiou, no mínimo, dois séculos.

Por sua vez, a casa grande provinciana, colonizada e vergonhosamente subalterna aos interesses estadunidenses, não se faz de rogada e deixa suas digitais eternamente no ambiente do crime, que é o golpe contra os interesses de um vida melhor para a Nação brasileira. Os golpistas chafurdam na lama fétida de um chiqueiro antigo. Eles são irremediavelmente subservientes, sendo que o sonho maior dos canalhas golpistas é transformar o Brasil em uma província dos Estados Unidos, ou seja, transformado em um pária bananeiro de grandeza internacional.

Pobre do País que tem uma classe dominante vulgar, sórdida, entreguista e de alma colonizada e espírito de porco como a brasileira. Nunca esses bananeiros provincianos pensaram o Brasil. Eles são simplesmente incompetentes e tratados, humilhantemente, como párias submissos pelas casas grandes dos países desenvolvidos.

Esses golpistas bárbaros de hoje e de ontem nunca foram respeitados pela gringada colonialista, como ela respeitou Getúlio Vargas e Lula. Fantoches sem vergonha na cara, e, sobretudo, apátridas, podem até frequentar os salões da estrangeirada rica e poderosa, mas dela jamais terá respeito. E por quê? Respondo com outra pergunta: “Alguém pode respeitar aqueles traem seu País e seu povo?” Golpe criminoso tem preço, até porque não é revolução. A Casa Grande brasileira tem um QI de macaco e a leviandade e a irresponsabilidade de um Temer-Cunha-Aécio ou vice-versa. Contudo, peço desculpas aos macacos. É por aí…

Pode-se falar tudo dos dois presidentes trabalhistas, Getúlio e Lula, menos que eram subalternos e subservientes, porque a verdade é que eles, nacionalistas, nunca foram cooptados pelo establishment, que vem a ser a plutocracia nacional e internacional. Tanto é verdade que o primeiro se matou e o outro poderá ser preso, mas sem fugir e tergiversar quanto à sua condição política de momento, além do peso político que vai ter de carregar nas costas, porque um dos principais protagonistas da história do Brasil em todos os tempos.

Para finalizar, quero dizer que as coisas não vão ficar tão calmas como aparentemente estão e se apresentam, como o dia de hoje, o dia do golpe dos bárbaros. A parcela contrária ao golpe e inimiga da direita usurpadora e golpista ainda está a passar por um processo de letargia e ainda surpresa, como se estivesse a digerir ainda esse processo infame, para ter uma maior compreensão dos acontecimentos em relação ao golpe de estado orquestrado por cafajestes e malandros.

Picaretas que tomaram de assalto o poder, rasgaram a Constituição e desrespeitaram, solenemente, quase 55 milhões de eleitores. Ainda vai ter porrada nas ruas, e, certamente, Michel Temer — o Amigo da Onça Usurpador — e a corja de direita que o acompanha vão governar em um ambiente sem estabilidade política e institucional, porque próceres de um governo ilegítimo e antipopular. A “Ponte para o Futuro” dos golpistas vai quebrar e levar a todos para o abismo do inferno. Temer não vai ter paz para governar. O Amigo da Onça é chefe de um governo espúrio com digitais criminosas. O pau vai comer. Quem viver, verá. É isso aí.

Atenção Gilmar!!!!! CAIXA DOIS TUCANO DE FURNAS.Dossiê completo.

  • CAIXA DOIS TUCANO DE FURNAS.O TERROR DA MÍDIA BANDIDA E CRIMINOSA.

TUCANODUTO?

*Quem é quem e quem recebeu quanto na lista do caixa dois de Furnas *

A “Lista de Furnas”
– documento sobre um suposto esquema de caixa dois nas eleições de 2002, cuja autenticidade está sob investigação da Polícia Federal – é essencialmente uma lista tucana.
Confira nos gráficos abaixo.
Os candidatos do PSDB teriam ficado com mais de dois terços (68,3%) dos R$39,9 milhões que teriam sido distribuidos a 156 políticos por empresas fornecedoras da última grande estatal do ramo elétrico. O PFL fica com um segundo lugar bem distante, 9,3%.

Mas, segundo a “Lista”, o dinheiro do PSDB não teria sido distribuido por igual. O grosso foi para três candidatos, que disputavam os três cargos mais importantes do esquema eleitoral tucano em 2002: José Serra, que pleiteava a Presidência, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, e Aécio Neves, que concorreu ao governo de Minas. Os três, conforme a “Lista”, triam ficado com mais da metade do dinheiro do esquema de Furnas. Os demais 153 políticos que constam na “Lista” teriam dividido os 45,4% que restaram.

*A filiação partidária dos 156*

O PSDB também é o primeiro colocado em número de políticos entre os 156 citados no esquema que seria operado pelo então presidente de Furnas, Dimas Toledo, levado ao cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. São 47 tucanos na lista, cinco deles candidatos a cargos majoritários. O PFL comparece com 33 candidatos, apenas um a cargo majoritário (senador).

Veja adistribuição:

Outro modo interessante de ler o documento em exame na PF é comparar os nomes que constam ali com a relação dos membros da CPI dos Correios, que desde junho do ano passado investiga as denúncias de corrupção no Parlamento.

O primeiro destaque é para o deputado ACM Neto (PFL-BA), que tem se salientado pela estridência de seu desempenho na comissão. Ele teria recebido R$ 75 mil do esquema de Furnas. Quanto ao PSDB, constam da “Lista” três dos seus quatro deputados que são titulares ou suplentes da CPI. Figuram também entre os 156 um membro da CPI dos Correios pertencente ao PL e dois dos quadros do PTB.

PROVAS DOCUMENTAIS DO CAIXA DOIS TUCANO DE FURNAS

Bandidos Golpista não são politico, são gângsteres.

 

Transmissão do Golpe.Senadores manobra para tomar o poder.O Brasil pede socorro a OEA.

Governo invisível’ dos EUA trabalha no golpe em marcha no Brasil.

Sindicatos de ladrões no senado.60% DOS SENADORES TÊM PROCESSO NA JUSTIÇA E 9 NÃO RECEBERAM NENHUM VOTO. Os gangster são comandado pelo bandido Cunha.

NY Times faz duro editorial contra o golpe no Brasil.Veículos estrangeiros questionaram legalidade do processo de impeachment de Dilma, lembrando que maioria dos deputados a favor tem denúncias de corrupção.

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Acredite se quiser.

O New York Times acaba de publicar um duro editorial contra o impeachment da presidenta Dilma!

Em outras palavras, um editorial contra o golpe.

O editorial repete os argumentos da blogosfera e do campo progressista e popular, de que um golpe causaria sérios danos à democracia no país, levando a um período de instabilidade por tempo indeterminado.

Não que eu dê bola ao que pensa o New York Times. Ao contrário, tenho consciência das armadilhas enormes por trás desses elogios da imprensa americana.

Mas o pensamento conservador brasileiro tem profundo respeito pelo que pensa o maior jornal dos Estados Unidos, não?

Tradução de um trecho:

“Ela [Dilma] não fez – o que é admirável – nenhum esforço para constranger ou influenciar as investigações. Ao contrário, ela tem consistentemente enfatizado que ninguém está acima da lei, e apoiou a renovação da gestão do atual procurador-geral da república, encarregado das investigações sobre a Petrobrás, Rodrigo Janot.

Até o momento, as investigações não encontraram nenhuma evidência de ações ilegais de sua parte. E enquanto ela é, sem dúvida, responsável por políticas e erros que produziram problemas econômicos, não há nada que justifique o impeachment. Derrubar Dilma sem evidências concretas de corrupção causaria sérios danos à democracia que vem ganhando força nos últimos 30 anos, sem nenhuma contrapartida. E não há nada que sugira que algum dos líderes políticos que querem lhe tomar o lugar faria melhor do que ela em termos de política econômica”.

*

Agora está explicado porque a Globo e a grande mídia em geral recuaram do apoio ao golpe.

O Tio Sam mandou parar com a palhaçada.

Os EUA tem dezenas de bilhões de dólares investidos no Brasil.

Sabem que uma aventura golpista iria lhes fazer perder dinheiro.

Falta só avisar aos coxinhas psicóticos que desfilaram nas ruas com faixas em inglês.

A última frase do editorial, que fala sobre a falta de competência e moral na oposição, é um recado duro e sarcástico contra FHC e o PSDB, que se tornaram ainda mais histéricos e desequilibrados após as malogradas manifestações do último domingo.

O governo que mais combateu e combate a corrupção em toda a nossa história, é o de Dilma Rousseff.

Se as conspirações midiático-judiciais não transformarem essas investigações em surtos alienistas para prender metade do país, paralisar a economia e promover uma seletividade política penal, então Dilma terá um excelente legado para mostrar.

Ao Exercito.Conheça o perfil criminoso dos bandidos que deram o Golpe no Brasil.AO STJ.

É impossível respeitar uma corte em que esteja alguém como Gilmar Mendes, um juiz dedicado a fazer política e não Justiça.

O bom juiz é aquele que você não sabe como vai votar. Imparcial, ele decide pelos melhores argumentos que avalia a cada caso.

Gilmar relata Aecim e Toffoli, Cunha!

Políticos que decidem impeachment de Dilma respondem por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crimes eleitorais, entre outros,

60% DOS SENADORES TÊM PROCESSO NA JUSTIÇA E 9 NÃO RECEBERAM NENHUM VOTO

Eduardo Cunha, um corrupto contra os direitos humanos

 

Eduardo Cunha despontou como protagonista no cenário político brasileiro quando foi eleito para presidir a Câmara Federal, em fevereiro deste ano.

Desde então, passaram-se apenas oito meses e ele conseguiu a proeza de estar mergulhado em praticamente todos os escândalos de corrupção e em todos os grandes ataques a garantias fundamentais da democracia.

No entanto, a indignação seletiva que prevalece na sociedade brasileira e na opinião pública – filtrada pela grande mídia – sempre tem poupado de críticas mais severas o deputado Cunha, que segue ocupando um dos postos mais importantes no Estado.

Agora que seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras está cada vez mais claro, com a confirmação de contas secretas no exterior com gastos nababescos, um paradoxo do tempo da política emerge: apesar de estar em situação cada vez mais frágil, é Eduardo Cunha quem tem o poder decisório de desencadear o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Ele já devia ter sido afastado, há muito, do cargo de presidente da Câmara Federal que segue ocupando. Para evitar o esquecimento, este blog faz questão de lembrar quinze pontos da atuação de Cunha que não encontram a devida repercussão na imprensa.

 

Brasília- DF- Brasil- 19/03/2015- Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preside sessão de votações da Casa (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 

1 – Em 2014, quando ainda em campanha na Câmara, disse que a “sociedade vive sob ataque de aborteiras, maconheiros e gays”;
2 – Propôs projeto de lei que cria o “dia de orgulho heterossexual” (PL 1672/2011) e que tipica o crime de “heterofobia” (PL 7382/2010);
3 – Impediu qualquer iniciativa de regulação e democratização dos meios de comunicação;
4 – Foi lobista das empresas de telecomunicações para impedir a neutralidade da rede consagrada no marco civil da internet;
5 – “Aborto, só sobre meu cadáver”: propôs projeto de lei que torna aborto crime hediondo (PL 7443/2006), que tipifica o crime de aborto praticado por médico (PL 1545/2011), que tipifica como crime contra a vida o anúncio de meio abortivo com pena para quem induz a gestante à prática de aborto (PL 5069/2013);
6 – Entregou o sistema de comunicação da Câmara para um representante da bancada evangélica, comprometendo a laicidade desses canais;
7 – Proibiu divulgação oficial, pela primeira vez em doze anos, do Seminário LGBT do Congresso Nacional;
8 – Tem trabalhado contra a descriminalização da maconha e de outras drogas no debate público e legislativo;
9 – Impôs uma reforma política para preservar o financiamento privado das campanhas eleitorais;
10 – Ganhou dinheiro dos planos de saúde para sua campanha e depois relatou a MP 627 que anistiava a dívida dos planos de saúde ao SUS em 2 bilhões de reais, votou a favor da MP 656 que permitiu a entrada de capital estrangeiro na assistência à saúde, é autor da PEC 451 que insere planos de saúde como direitos dos trabalhadores, vetou a instalação da CPI que investigaria os planos de saúde;

11 – Empenhou-se na garantia da aprovação do PL 4330/04, que permite a terceirização de atividades-fim irrestritamente, prejudicando os direitos dos trabalhadores e precarizando ainda mais o mercado laboral;

12 – Instituiu comissão especial para acelerar aprovação do Estatuto da Família, que restringe o reconhecimento das famílias à união entre um homem e uma mulher, recentemente aprovado nesta comissão;
13 – Foi denunciado na operação LavaJato no STF pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro (mais de 40 milhões de dólares) de propinas de contratos firmados entre a Petrobras e fornecedores;
14 – Na CPI da Petrobras, em março de 2015, Cunha negou ter contas na Suíça. No entanto, autoridades suíças confirmaram, agora, contas em nome de Cunha e de sua esposa, que receberam nos últimos anos depósitos de US$ 4.831.711,44 e 1.311.700 francos suíços, equivalentes a R$ 23,2 milhões. Ou seja, ele mentiu a uma CPI;
15 – Sua esposa, Claudia Cruz, gastou mais de US$ 1,082 milhão em cartões de crédito internacionais, inclusive com aula de tênis na Flórida (!).

 

Assim, não é casual que Eduardo Cunha, notabilizado por sua intimidade com o poder econômico e com as forças mais atrasadas do país, seja hoje um dos maiores atentados aos direitos humanos e, ao mesmo tempo, um dos mais corruptos políticos brasileiros. A confirmação de seu envolvimento com a corrupção é o coroamento de sua trajetória marcada pelo desrespeito às conquistas democráticas dos grupos sociais mais vulneráveis. Já passou da hora do #foracunha.

http://revistacult.uol.com.br/home/2015/10/eduardo-cunha-um-corrupto-contra-os-diretos-humanos/

Maçonaria.Golpe contra Dilma é o mais sangrento de todos. Uol é golpista.

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247.Golpe contra Dilma é, de todos, o mais violento.

Não é por improbidade, não é por ter cometido um grave crime de responsabilidade e nem mesmo por ter praticado os deslizes contábeis de que é acusada que a presidente Dilma deve ser deposta hoje por um golpe parlamentar. O que Dilma, Lula, o PT e forças da esquerda vão perder hoje é uma “guerra de facções”,  como diz o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa evocando Alexander Hamilton, um dos pais da Constituição norte-americana que gerou a figura do impeachment como remédio para anomalias extremas do presidencialismo. Adversários de sempre e aliados de ontem,  ressentidos, bandidos e oportunistas,  uniram-se numa poderosa facção majoritária no Congresso para sepultar o ciclo de governistas petistas. “O ciclo do PT tem que acabar”, já bradava Aécio Neves em 2013.

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Hamilton apontava a revanche das facções como o maior inconveniente do impeachment. E aqui está hoje o Brasil, mostrando ao mundo que sabe copiar e deformar criações alheias. Vulgarizamos a criação americana, aplicando-a, em duas décadas, a dois dos quatro presidentes eleitos depois da ditadura. Lá, onde foi criado, o impeachment foi brandido contra presidentes como chicote de censura mas nunca foi aplicado.

A facção agora formada reuniu todo o arco partidário, exceto PT, PDT, PC do B e PSOL, para dar cabo dos governos petistas. Não porque estivessem realizando uma revolução de caráter classista ameaçador aos interesses das elites de sempre.  Nele entrou até o PSB, que agora resolve não entrar no Governo Temer. Mas fez o pior.  Sob Lula, com mais perfeição, tivemos governos conciliadores que,  embora mantendo castas e privilégios, olharam para a grande planície dos despossuídos, dos mais pobres e esquecidos.  “Com a ascensão dos mais humildes todos ganham. Ganha o pobre, ganha o rico, ganham as empresas”,  dizia Lula durante seu governo. Mas isso já não bastava.  Quando Dilma ganhou novamente em 2014,  ele voltou a pregar a conciliação de classes dizendo num vídeo postado no dia seguinte:  “Mais generosidade e menos preconceito vai fazer um bem imenso ao País. Se você tem preconceito, abra seu coração”. Mas naquela altura, o demônio da intolerância, o “chega de PT” já começava a dominar corações e mentes.  Já se pregava impeachment antes da segunda posse de Dilma. Erros e desacertos cometidos pelo PT foram usados como justificativa mas com a exaltação desproporcional típica dos pretextos nas declarações de guerra. A crítica e a oposição foram se transfigurando em ódio e preconceito. Ainda no governo Lula, tive o primeiro lampejo disso ao participar de um debate em que um cientista política advertia para o perigo da chegada do “governo dos plebeus”. “Eles sujam as paredes dos palácios e pisam com pés sujos nos tapetes        “, dizia o intelectual.

Antes de Lula, filho da classe trabalhadora, foi Getúlio, filho da burguesia agrária,  o outro presidente que tentou conciliar os interesses de classe, garantindo a primeira cesta de direitos aos trabalhadores,  sem nada tirar do alto da pirâmide. Muito pelo contrário, criando as condições para que florescesse no país, –   primeiro com a Revolução de 1930 e depois como ciclo industrializante aberto com sua volta em 1950 –  sobrepujando o velho coronelismo agrário, uma   burguesia urbana e industrial. Mas esta mesma elite não queria ser moderna e civilizada, e muito menos compartilhar o progresso.  Seus agentes políticos tentaram o impeachment de Getúlio em 1954 (por supostos crimes de gestão, como agora), e não conseguindo aprová-lo, desencadearam a tempestade de acusações que o levaram ao suicídio. A comoção da morte barrou o retrocesso mas ele veio dez anos depois com o golpe de 64, após o suspiro desenvolvimentista do governo JK. Goulart foi acossado, tentaram impedir sua posse, Brizola garantiu a legalidade em sua trincheira armada. Depois, dispensaram a violência institucional e partiram o golpe então clássico,  o dos quartéis, mergulhando o país na ditadura.

Dilma vem sendo acossada com um grau de violência talvez só dedicado a Getúlio. A Lula, garantiu-se a indulgência reservada a coisas passageiras. Um ex-operário que vira fenômeno político, insiste em ser presidente e um dia chega lá. E chegando, será até bom que governe por quatro anos, para dizer ao mundo que neste país dos trópicos existe uma democracia com alguma permeabilidade no acesso ao poder político. Mas não. O homem se reelege, elege a sucessora e ela consegue reeleger-se numa campanha em que a guerra de facções já estava declarada. A violência contra Dilma foi maior porque incluiu a misoginia política, o horror patriarcal ao governo de mulheres. Num estádio lotado, em plena Copa do Mundo,  a massa com a mente mandou a presidente “tomar no c”. O mesmo fez um artista de segunda categoria como Fábio Júnior num show em Nova York.

A violência foi maior contra Dilma porque na aliança das facções que moveram a guerra entrou uma mídia avassaladoramente mais poderosa do que em outros tempos, que acumulou poder durante a ditadura e o multiplicou com a revolução  tecnológica. E até os governistas petistas ajudaram nesta obra. Nunca os meios de comunicação usaram de forma tão esmagadora seu poder contra um governante. A violência contra Dilma foi maior porque transcorreu numa fase de putrefação do sistema político, levando as disputas para um Judiciário, que ao  invés de arbitrar, homologou o linchamento. E antes, permitiu que a Operação Lava Jato, promessa de “limpeza completa” na orgia entre políticos, empresários e tetas do Estado, se transformasse em instrumento político da facção caçadora, arrancando delações, selecionando vazamentos, atropelando garantias.

Foi mais desavergonhada a violência do golpe contra Dilma porque perpetrada neste tempo em que os políticos perderam completamente a vergonha e aquele verniz que costumamos chamar de caráter. Nunca um governante foi tão sordidamente traído por aqueles que se lambuzaram com o poder compartilhado, pelos que adularam para morder e sugar, antes de trair.  Ao ponto de um ministro deixar o cargo e correr para o plenário da Câmara para votar a favor do impeachment naquela assembleia vergonhosa da noite de 17 de abril. O emblema da traição, na História, será a sigla PMDB.

Foi sob a batuta de Eduardo Cunha,  autorizados por Michel Temer e tangidos pelo PMDB,  que ressentidos, bandidos e oportunistas uniram-se ao longo do processo e naquela noite para acertar contas com Dilma. Ela certamente não lhes dava tapinhas nas costas nem com eles trocava piadas. Tentou governar de modo litúrgico, embora entregando-lhes  cada vez maiores nacos de poder. Mas eles precisavam encerrar o ciclo petista e defenestrar a mulher que ousou chegar à Presidência e, no cargo, os olhou de frente, com aquela altivez insuportável, dizendo sempre o que pensava.

Por que não a acusaram de outros crimes, por que não tentaram fazer o impeachment com base nas revelações da Lava Jato, onde o PT e os partidos com quem dividiu o poder conquistado em 2002 boiaram na mesma lama? A pergunta foi feita recentemente por Joaquim Barbosa numa postagem em rede social. “Descubra você mesmo “, dizia ele. Eduardo Cunha, ao aceitar o pedido de impeachment, excluiu acusações que poderiam arrastar boa parte dos caçadores. Acolheu apenas as duas acusações por crimes pelos quais apenas ela poderia responder: pedaladas e decretos. Se entrasse, por exemplo, a compra de Pasadena, outros agentes entrariam na roda. Inclusive do PMDB.  E assim, recortando acusações,  torcendo leis, distorcendo fatos, destroncando princípios constitucionais e garantias, escreveu-se a trama que hoje terá seu penúltimo e mais dramático capítulo, o do afastamento do cargo.

Será mais violento o golpe contra Dilma porque foi construído com sofisticação, revestido de legalidade, de constitucionalidade, num agônico rito legitimado pelo STF. Porque envolvido neste véu que pode enganar os contemporâneos mas não iludirá a História, que não tem apenas olhos de ver.

Muitos erros cometeram o PT, Lula, Dilma e aliados, contribuindo para o desenlace. Falar deles agora seria escárnio e mais crueldade.  O maior deles maior deles foi acreditar em governos de coalizão. Mas como governar num sistema que permite a Lula obter 61% dos votos e apenas 17% das cadeiras na Câmara? Com este sistema e por este caminho, que aprenda a esquerda, não adianta tentar de novo. A partida chega ao fim mas não será o Game Over.

ÉPOCA: TEMER É TRAIDOR ,USURPADOR E COVARDE SEU GOVERNO NÃO TEM LEGITIMIDADE.

O Brasil vai destruir a democracia rasgando 54.501.118 de votos.

“Golpe foi construído por encomenda do PSDB”

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Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse na sessão desta quarta-feira, quando deve ser afastada a presidente Dilma Rousseff, que o processo de impeachment “mais parece um colégio eleitoral de inquisição”; embora ela tenha acrescentado que nunca tenha visto, “nem nos tribunais de inquisição, tamanho golpe”; deputada do PCdoB lembra que a advogada Janaina Paschoal recebeu dinheiro dos tucanos para elaborar sua peça de acusação e o relator da comissão do impeachment, Antonio Anastasia, é do mesmo partido.

O Brasil da ao STF a segunda chance de salvar a democracia.Clamor a OEA.

Impeachment: 60% dos senadores têm processo na Justiça e 9 foram eleitos sem um voto.

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Por ironia do destino caiu para o ministro Teori Zavascki a apreciação do mandado de segurança impetrado pela AGU para anular o processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef.

Ironia porque foi exatamente a inércia de Teori em julgar o afastamento de Eduardo Cunha que tornou possível todo esse show de horrores que vem fazendo do Brasil uma grande piada internacional.

Depois do vergonhoso recuo do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, ao anular as sessões da votação do impeachment, essa pode ser a última cartada do governo para impedir que um golpe de Estado se instale no seio da democracia brasileira.

Argumentos jurídicos pata tal existem à profusão. Ninguém é capaz de negar as motivações pessoais que nortearam as ações de Cunha quando o PT deixou claro que não iria defendê-lo na Comissão de Ética.

O próprio plenário do Supremo Tribunal Federal transformou-se na maior prova documental da incapacidade de EC em presidir a Câmara dos Deputados – e por conseguinte de suas decisões – quando aprovou por 11 votos a 0 o seu afastamento imediato não só de suas funções enquanto presidente mas do seu mandato de deputado federal.

Na falta de um Congresso Nacional decente e de parlamentares comprometidos com a legalidade processual, procurar amparo na mais alta corte é, em qualquer país civilizado do mundo, a solução mais óbvia, justa e segura a ser seguida.

No Brasil, porém, políticos de toga como Gilmar Mendes fazem qualquer esperança de um julgamento imparcial ser jogado à lama. A sua reação ao interesse do governo em buscar garantias legais é de enojar o mais inexperiente calouro de Direito.

Ao afirmar que Dilma pode recorrer ao “céu, ao papa ou ao diabo”, Gilmar expôs abertamente a completa falência moral e ética de nossas instituições. Não é à toa que chegamos aonde chegamos.

Seja como for, o fato é que está nas mãos de Teori a chance dele reparar todo o mal que causou à nação e à nossa jovem democracia ao permitir que Eduardo Cunha fizesse tranquilamente tudo o que fez sem que a espada da justiça se mostrasse soberana para impedí-lo.

Curiosamente é Dilma que está dando ao STF uma segunda chance para provar que ainda há tempo, a despeito de toda a demora de Teori, para que a Constituição Federal seja honrada e respeitada .

O que todos nós esperamos é que, independente de qual seja o resultado, o eminente ministro não nos faça aguardar até 2018 para nos brindar com a sua, talvez ilustre, decisão.

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Economista com MBA na PUC-Rio, Carlos Fernandes trabalha na direção geral de uma das maiores instituições financeiras da América Latina