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“Lula foi o analfabeto que tirou o Brasil da miséria”

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NO DESESPERO, GLOBO APELA PARA BAIXARIA CONTRA LULA

Grupo de comunicação Globo, da família Marinho, parece tratar como uma questão de vida ou morte sua guerra particular contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já arrastou a economia brasileira para o fundo do poço, quebrando várias empresas nacionais; neste fim de semana, a revista Época, dos Marinho, inventa propinas de R$ 80 milhões de Lula; lista inclui as palestras que ele realizou (inclusive para a Globo), o triplex que ele não comprou, a sede que o Instituto Lula não ganhou e outras bobagens; o que ninguém sabe é que mal tão grande Lula fez à Globo, além de salvar a empresa, que enfrentava sérias dificuldades financeiras no fim do governo FHC, e trazer a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro, dois eventos em que os Marinho ganharam rios de dinheiro

247 – Excluindo os generais da ditadura militar, nenhum presidente fez tão bem à Globo quanto Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu primeiro governo, Lula salvou o grupo da família Marinho, que enfrentava sérias dificuldades financeiras decorrentes de sua dívida cambial contraída na era FHC. No segundo, Lula conquistou para o Brasil o direito de sediar a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, dois eventos em que a Globo ganhou rios de dinheiro.

Deve ser por isso que os Marinho jamais perdoaram Lula. E são eles os principais responsáveis por uma guerra que já destruiu a economia brasileira, quebrou várias empresas nacionais e feriu de morte a democracia, com o golpe mandrake executado em 2016. O plano original previa a extinção do Partido dos Trabalhadores e a eventual prisão de Lula – dois objetivos ainda não alcançados.

Mas a Globo não desiste. Neste fim de semana, a revista Época, dos Marinho, inventa propinas de R$ 80 milhões de Lula. A lista inclui as palestras que ele realizou (inclusive para a Globo), o triplex que ele não comprou, a sede que o Instituto Lula não ganhou e outras bobagens.

Além disso, os principais colunistas do jornal O Globo, Merval Pereira e Miriam Leitão, foram orientados a descascar a lenha em Lula. Os dois tratam como verdade absoluta a delação de Renato Duque – que, depois de três anos preso, esperou justamente a semana que antecede o depoimento de Lula em Curitiba para tentar criminalizá-lo.

O esforço da Globo para destruir Lula foi resumido pelo senador Roberto Requião numa palavra: canalhice (leia mais aqui). No entanto, embora seja o maior monopólio de comunicação do mundo, a Globo não conseguiu destruir Lula, que lidera todas as pesquisas sobre sucessão presidencial e seria eleito mais uma vez, se as eleições fossem hoje.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/294076/No-desespero-Globo-apela-para-baixaria-contra-Lula.htm

CARLOS D’INCAO: MORO E GLOBO PARTIRAM PARA A GUERRA ABERTA CONTRA LULA.

“O último depoimento de Renato Duque ao juiz Sérgio Moro foi uma verdadeira declaração aberta de guerra contra Lula e o PT. Não se trata mais de investigação, leis, direito penal, processos… Nada disso estava em pauta. Renato Duque – condenado a mais de 50 anos de prisão – simplesmente combinou com a Lava-Jato falar mal de Lula em processos onde o ex-presidente nem sequer é investigado ou é parte…”, diz Carlos D’Incao, professor de História; “O ideal – para os golpistas – seria reunir material suficiente para prender Lula ainda no dia 10. Mas isso parece inviável… Resta agora apenas o ataque frontal, aberto e desavergonhado lançados cotidianamente pela dupla Lava-Jato/Rede Globo”

O último depoimento de Renato Duque ao juiz Sérgio Moro foi uma verdadeira declaração aberta de guerra contra Lula e o PT.

Não se trata mais de investigação, leis, direito penal, processos… Nada disso estava em pauta. Renato Duque – condenado a mais de 50 anos de prisão – simplesmente combinou com a Lava-Jato falar mal de Lula em processos onde o ex-presidente nem sequer é investigado ou é parte…

Esse depoimento foi divulgado à exaustão pela Rede Globo e o restante da imprensa golpista. Não houve nenhum contraditório e nem qualquer ponderação… Os jornalistas apenas chancelaram as acusações feitas contra Lula, todas ventiladas sem nenhuma prova…

Obviamente que tudo foi feito de maneira orquestrada: dia 10 de maio teremos o depoimento de Lula em Curitiba. Já foram espalhados pela capital paranaense mais de 30 outdoors contra Lula (financiados por quem?) e mais “depoimentos de ocasião” contra o ex-presidente deverão surgir nesses próximos dias.

O ideal – para os golpistas – seria reunir material suficiente para prender Lula ainda no dia 10. Mas isso parece inviável… Resta agora apenas o ataque frontal, aberto e desavergonhado lançados cotidianamente pela dupla Lava-Jato/Rede Globo.

A perseguição ao ex-presidente se tornou tão explícita que apenas a má-fé ou a ignorância extrema poderia justificar o apoio de um indivíduo a esse processo.

Por essas razões, dia 10 teremos um momento histórico que irá revelar qual é o nível de reacionarismo e manipulação que aqueles que estão no poder conseguiram imprimir no povo brasileiro.

A razão e a lógica indicaria que de cada 10 manifestantes, 9 estariam do lado de Lula em Curitiba. Ainda mais nesse momento em que Temer impõe reformas ultra impopulares para toda a nação. E todos sabem que Lula é a única liderança capaz de deter esse descalabro contra a classe trabalhadora… Gostemos dele ou não…

Mas quem disse que vivemos na era da razão e da lógica?

Carlos D’Incao é professor de História 247

[GREVE GERAL] | Rede Globo tenta manipular opinião pública mas é desmascarada por manifestantes.

A liderança de Lula para 2018 revela o fracasso do golpe e da velha mídia. Por Joaquim de Carvalho

A liderança de Lula em todos os cenários para a disputa eleitoral de 2018 revela o fracasso do golpe.

Mas não só isso.

É a derrota da velha mídia.

A Globo é a expressão maior de um tipo de comunicação que ficou para trás, assim como, num passado mais distante, a carta já foi o caminho mais rápido e seguro da informação.

Nada superaria a pena de Pero Vaz de Caminha para comunicar a celebrar a descoberta de um novo mundo.

A Globo, com seus jornais, rádios e TV, era imbatível quando podia fazer a edição de um debate presidencial sem contestação.

Também podia confundir a população ao mostrar um comício das diretas já em São Paulo e dar a entender que se tratava de uma festa pelo aniversário da cidade.

Também podia mostrar o Brasil das belezas naturais, gigante por natureza, como a pororoca do Amazonas no tempo de Amaral Netto, e esconder a tortura que acontecia nos porões da ditadura.

Hoje não é mais assim.

A Globo deu, imediatamente começa a ser contestada, em tempo real, na internet.

Na véspera da greve geral, o principal jornal da emissora gastou mais de dois minutos de seu tempo com as gracinhas trocadas entre William Bonner, Renata Vasconcellos e Maria Júlia Coutinho, a MÁ-JÚ, e nem um segundo com a notícia de que estava sendo organizada a paralisação gigante.

Numa linguagem que eles acham moderna, inteligente e engraçada, disseram que a temperatura ia cair, mas William Bonner e Renata Vasconcelos não noticiaram que, naquele mesmo instante, já se sabia da decisão tomada em assembleias lotadas – com gente de carne e osso –, que deixaria a população das grandes cidades a pé.

No dia seguinte, era nítido o engessamento dos repórteres da cobertura da maior greve da história do Brasil, ocorrida na sexta-feira, dia 28.

Não podiam falar greve geral e tinham de dar ênfase ao papel dos sindicatos na organização da paralisação – se sindicato não liderar greve, quem vai liderar?

Em outros tempos, esse tipo de manipulação demoraria para ser debatido pelo grande público.

Agora é imediato.

O conluio que existe entre a Globo e uma autoridade menor da república, o juiz de primeira instância Sérgio Moro, produz estrago, é verdade.

Mas não dura tanto como no passado.

A leitura de grampos ilegais que procuravam destruir a imagem de Lula e Dilma e a apresentação com power point do procurador Dallagnol aconteceram há um ano, um pouco menos, mas parecem muito mais antigos.

São cenas que, relembradas, ainda causam repugnância nas pessoas que amam a Justiça e a decência cívica.

Mas, sob certo aspecto, já podem ser vistas como os discursos dos militares que pregavam o Ame-o ou Deixe-o ou as entrevistas do delegado Fleury.

Se você olhar atentamente para Bonner e Renata na bancada no Jornal Nacional, você já começa a ver neles a semelhança física com os militares ou o delegado.

Uns torturavam gente, os outros espancam os princípios do jornalismo.

No final das contas, o que fazem é a mesma coisa: defendem o interesse dos mais ricos.

É, em estado puro, o que se pode definir como plutocracia.

Se ainda alguém se surpreende quando vê Lula na dianteira das pesquisas para presidente, não pense que é por ele apenas.

É o tempo.

O Brasil é o País da desigualdade e o combate a ela é a ideia que faz do seu portador um homem invencível.

Nem um exército de Moro, Bonner e Renata Vasconcelos conseguem deter o espírito do tempo.

*****

PS: 1) O texto não menciona uma única vez o nome de Michel Temer. Este já está com o destino selado: será, para sempre, visto como um homem da estatura histórica de Joaquim Silvério dos Reis.

2) O golpe fracassou como instituto político, mas seus efeitos são vigorosos e, por enquanto, intactos: o massacre dos direitos sociais

http://www.diariodocentrodomundo.com.br

Por que os jornalistas não vão aderir à greve geral do dia 28. Por Pedro Zambarda

O DCM vai cobrir o depoimento de Lula a Moro em Curitiba — e contamos com você
Acesse aqui

Noblat combina com Temer a estratégia para os piquetes

As centrais sindicais CUT e CTB, as maiores do Brasil, escolas particulares, metroviários, petroleiros, setores da Igreja Católica e até evangélicos vão aderir à greve geral marcada para o dia 28 de abril.

A paralisação promete, segundo os sindicalistas, ser a maior em 30 anos, quando ocorreram as greves do ABC paulista que revelaram Lula e o PT para a política nacional.

Mas não os jornalistas.

Os profissionais de imprensa enfrentam anos de precarizações e demissões em massa na década de 2010, especialmente pelo declínio dos grandes grupos na ascensão da internet e a crise econômica brasileira.

Segundo o site Volt Data Lab, do jornalista Sérgio Spagnuolo, pelo menos 500 foram demitidos em 2016. No ano, portais como iG encerraram sucursais em Brasília e veículos como Fato Online, da mesma cidade, atrasaram salários e demitiram 100 pessoas em seis meses de atividade.

Considerando os anos de 2012, 2013, 2014 e 2015, o número de repórteres e editores desligados dos grandes grupos de mídia chegou a mais de mil, segundo o Volt Data Lab.

Os dados consideram notícias dos portais Comunique-se, Imprensa e Portal dos Jornalistas.

As corporações trocam os funcionários de carteira assinada por “freelancers fixos”, profissionais Pessoa Jurídica e outras flexibilizações que desconsideram direitos trabalhistas.

As medidas tornam o trabalho dos jornalistas cada vez mais mal remunerado, às vezes abaixo do piso salarial entre R$ 2 mil e R$ 3 mil para sete horas de trabalho nas grandes capitais brasileiras.

As campeãs de demissões nos últimos quatro anos foram Editora Abril, com 177 jornalistas, seguida por Portal Terra (110), Infoglobo (dos jornais do Grupo Globo, que cortaram 98 profissionais), Grupo Estado de S.Paulo (98) e Grupo Folha (94). 

Os jornalistas teriam, portanto, todos os motivos para ir contra a Reforma da Previdência de Temer, que prolongará a aposentadoria pública por tempo de trabalho, e as mudanças da CLT, que basicamente dão legalidade para a precarização da categoria.

A greve deveria incentivar repórteres a deixarem de atualizar sites, jornais, revistas e a televisão para brigarem por seus direitos.

Mas não é o que acontece.

“Sou um profissional Pessoa Jurídica, que emite nota fiscal e poupa empregadores de impostos, e fui empurrado para ser ‘empreendedor’, como muitos de nós no jornalismo. A gente chegou ao absurdo de termos um sindicato que se tornou um dos piores inimigos da classe. Fechou os olhos para a ‘pejotização’ e para as diversas violências que sofremos. É um sindicato de enfeite, servil ao patronato. Chegamos ao ponto que chegamos não só por jornalistas aceitarem as condições impostas por empregadores. A categoria não teve amparo, nem do sindicato nem do Ministério do Trabalho”, diz Mario Palhares, que é fotógrafo freelancer.

Ele vai trabalhar no dia 28 de abril para um sindicato, mas diz que a categoria não foi protegida por colegas e muito menos pelo Ministério do Trabalho.

“A classe precisa voltar a se ver como classe, pra começar. Motivos para parar nós temos de sobra. Agora, greve de jornalista não é muito efetiva. Um estagiário, um editor ou um computador consegue fazer um jornal inteiro, se bobear. Os veículos de esquerda pararem ou simularem uma paralisação é uma situação risível. Como não cobrir uma greve? É a hora de trabalhar e trabalhar bem. Usar o jornalismo na sua real função.  Se os profissionais, e aí não coloco só os jornalistas, dos grandes veículos parassem, seria uma boa”.

“Acho que os veículos de comunicação tem sim que parar também, todos. Acredito que no nosso caso não precisa ser o dia todo, até porque temos muitos leitores interessados na repercussão da greve geral. Terá muita gente na rua e possíveis conflitos”, afirma George Marques, repórter do site Intercept.

Marques não é CLT e nem PJ, uma vez que seu contrato de trabalho é feito diretamente de Nova York. “Acho que o Sindicato dos Jornalistas não toma uma posição mais forte por uma essência da nossa profissão, de produção continua de informações. Mesmo assim acho simbólico é necessário parar nem que seja metade do dia. Se eu não tivesse essa manifestação para cobrir não trabalharia. Só com o povo nas ruas tem força para evitar a retirada de direitos da classe trabalhadora”.

“Alguns sindicatos municipais e estaduais têm feito seu trabalho, tanto no apoio à greve quanto na hora em que a polícia nos prende. A questão é que boa parte destes sindicatos sofrem influência direta ou indireta justamente dos patrões das mídias tradicionais. O pessoal das artes cênicas têm uma experiência interessante nesse tipo de luta, que é a Cooperativa Paulista de Teatro. Jornalista, mesmo os de esquerda, precisam de mais leitura histórica e compreensão da luta de classes. Acho que uma cooperativa pode ser um caminho melhor que o sindicalismo”, afirma Victor Amatucci, que é funcionário CLT da Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, e mantém o blog de política e crítica de mídia Imprença.

“Há um sentimento na categoria contra as medidas do governo Temer. Como isso vai se materializar em ações no dia 28 nós não sabemos. Vai da conjuntura de cada redação. Sabemos há movimento na Editora Abril de paralisação, EBC vai parar toda e tem o caso dos jornalistas da revista Carta Capital. O que isso vai produzir só veremos no dia”, diz André Freire, secretário geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Eu perguntei para Eliane Cantanhêde e Ricardo Noblat se eles iriam trabalhar nesta sexta-feira pelo Twitter.

Nenhuma resposta dos dois. 

Noblat, do Globo, fez uma enquete entre seus leitores sobre o assunto. Eles se declararam favoráveis (51% de 5400 votantes). Noblat finge-se de morto.

A explicação para o fura-grevismo, afinal, pode estar numa frase de Mino Carta: no Brasil, jornalista é pior do que patrão.

Noblat combina com Temer a estratégia para os piquetes

As centrais sindicais CUT e CTB, as maiores do Brasil, escolas particulares, metroviários, petroleiros, setores da Igreja Católica e até evangélicos vão aderir à greve geral marcada para o dia 28 de abril.

A paralisação promete, segundo os sindicalistas, ser a maior em 30 anos, quando ocorreram as greves do ABC paulista que revelaram Lula e o PT para a política nacional.

Mas não os jornalistas.

Os profissionais de imprensa enfrentam anos de precarizações e demissões em massa na década de 2010, especialmente pelo declínio dos grandes grupos na ascensão da internet e a crise econômica brasileira.

Segundo o site Volt Data Lab, do jornalista Sérgio Spagnuolo, pelo menos 500 foram demitidos em 2016. No ano, portais como iG encerraram sucursais em Brasília e veículos como Fato Online, da mesma cidade, atrasaram salários e demitiram 100 pessoas em seis meses de atividade.

Considerando os anos de 2012, 2013, 2014 e 2015, o número de repórteres e editores desligados dos grandes grupos de mídia chegou a mais de mil, segundo o Volt Data Lab.

Os dados consideram notícias dos portais Comunique-se, Imprensa e Portal dos Jornalistas.

As corporações trocam os funcionários de carteira assinada por “freelancers fixos”, profissionais Pessoa Jurídica e outras flexibilizações que desconsideram direitos trabalhistas.

As medidas tornam o trabalho dos jornalistas cada vez mais mal remunerado, às vezes abaixo do piso salarial entre R$ 2 mil e R$ 3 mil para sete horas de trabalho nas grandes capitais brasileiras.

As campeãs de demissões nos últimos quatro anos foram Editora Abril, com 177 jornalistas, seguida por Portal Terra (110), Infoglobo (dos jornais do Grupo Globo, que cortaram 98 profissionais), Grupo Estado de S.Paulo (98) e Grupo Folha (94). 

Os jornalistas teriam, portanto, todos os motivos para ir contra a Reforma da Previdência de Temer, que prolongará a aposentadoria pública por tempo de trabalho, e as mudanças da CLT, que basicamente dão legalidade para a precarização da categoria.

A greve deveria incentivar repórteres a deixarem de atualizar sites, jornais, revistas e a televisão para brigarem por seus direitos.

Mas não é o que acontece.

“Sou um profissional Pessoa Jurídica, que emite nota fiscal e poupa empregadores de impostos, e fui empurrado para ser ‘empreendedor’, como muitos de nós no jornalismo. A gente chegou ao absurdo de termos um sindicato que se tornou um dos piores inimigos da classe. Fechou os olhos para a ‘pejotização’ e para as diversas violências que sofremos. É um sindicato de enfeite, servil ao patronato. Chegamos ao ponto que chegamos não só por jornalistas aceitarem as condições impostas por empregadores. A categoria não teve amparo, nem do sindicato nem do Ministério do Trabalho”, diz Mario Palhares, que é fotógrafo freelancer.

Ele vai trabalhar no dia 28 de abril para um sindicato, mas diz que a categoria não foi protegida por colegas e muito menos pelo Ministério do Trabalho.

“A classe precisa voltar a se ver como classe, pra começar. Motivos para parar nós temos de sobra. Agora, greve de jornalista não é muito efetiva. Um estagiário, um editor ou um computador consegue fazer um jornal inteiro, se bobear. Os veículos de esquerda pararem ou simularem uma paralisação é uma situação risível. Como não cobrir uma greve? É a hora de trabalhar e trabalhar bem. Usar o jornalismo na sua real função.  Se os profissionais, e aí não coloco só os jornalistas, dos grandes veículos parassem, seria uma boa”.

“Acho que os veículos de comunicação tem sim que parar também, todos. Acredito que no nosso caso não precisa ser o dia todo, até porque temos muitos leitores interessados na repercussão da greve geral. Terá muita gente na rua e possíveis conflitos”, afirma George Marques, repórter do site Intercept.

Marques não é CLT e nem PJ, uma vez que seu contrato de trabalho é feito diretamente de Nova York. “Acho que o Sindicato dos Jornalistas não toma uma posição mais forte por uma essência da nossa profissão, de produção continua de informações. Mesmo assim acho simbólico é necessário parar nem que seja metade do dia. Se eu não tivesse essa manifestação para cobrir não trabalharia. Só com o povo nas ruas tem força para evitar a retirada de direitos da classe trabalhadora”.

“Alguns sindicatos municipais e estaduais têm feito seu trabalho, tanto no apoio à greve quanto na hora em que a polícia nos prende. A questão é que boa parte destes sindicatos sofrem influência direta ou indireta justamente dos patrões das mídias tradicionais. O pessoal das artes cênicas têm uma experiência interessante nesse tipo de luta, que é a Cooperativa Paulista de Teatro. Jornalista, mesmo os de esquerda, precisam de mais leitura histórica e compreensão da luta de classes. Acho que uma cooperativa pode ser um caminho melhor que o sindicalismo”, afirma Victor Amatucci, que é funcionário CLT da Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, e mantém o blog de política e crítica de mídia Imprença.

“Há um sentimento na categoria contra as medidas do governo Temer. Como isso vai se materializar em ações no dia 28 nós não sabemos. Vai da conjuntura de cada redação. Sabemos há movimento na Editora Abril de paralisação, EBC vai parar toda e tem o caso dos jornalistas da revista Carta Capital. O que isso vai produzir só veremos no dia”, diz André Freire, secretário geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Eu perguntei para Eliane Cantanhêde e Ricardo Noblat se eles iriam trabalhar nesta sexta-feira pelo Twitter.

Nenhuma resposta dos dois. 

Noblat, do Globo, fez uma enquete entre seus leitores sobre o assunto. Eles se declararam favoráveis (51% de 5400 votantes). Noblat finge-se de morto.

A explicação para o fura-grevismo, afinal, pode estar numa frase de Mino Carta: no Brasil, jornalista é pior do que patrão.

Azenha: Globo da greve é pior que nas Diretas Já!

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Do Viomundo, por Luiz Carlos Azenha:

Na histórica Greve Geral de 2017, Globo fez pior do que nas Diretas Já de 1984

Em 1983 eu era repórter da TV Bauru, afiliada da Globo no interior paulista. Porém, vivia “cedido” à emissora em São Paulo, cobrindo férias de colegas. Morava no Hotel Eldorado da rua Marquês de Itu, no Higienópolis, na capital paulista, como repórter do chão de fábrica.

Fui, como pessoa física, à primeira manifestação pelas Diretas Já em São Paulo, diante do estádio do Pacaembu, à qual compareceram cerca de 15 mil pessoas. Foi em 27 de novembro de 1983, poucos dias depois de meu aniversário.

Outros protestos já tinham acontecido antes, pedindo que a ditadura estabelecida em 1964 tivesse fim com eleições presidenciais diretas. Outras aconteceriam depois, com destaque para Curitiba, onde se reuniram cerca de 40 mil pessoas.

Portanto, posso dizer que eu estava lá vivendo a realidade paralela pela primeira vez: enquanto as notícias fundamentais para o futuro do Brasil aconteciam do lado de fora, a TV Globo desconhecia as notícias do lado de dentro — especificamente, na sede da emissora em São Paulo, na praça Marechal Deodoro.

Era uma sensação bizarra. As ordens vinham do Rio: na Globo, nada de Diretas Já.

Portanto, não houve exatamente surpresa quando, no aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, o repórter Ernesto Paglia falou sobre a manifestação de cerca de 300 mil pessoas na praça da Sé, que reivindicava outra vez Diretas Já, como se fosse a comemoração da efeméride. Sim, é fato que a reportagem tratou dos discursos e da manifestação em si, mas foi embalada pelos editores, a mando da direção da Globo no Rio, como se fosse a cobertura de uma festa.

A maneira como a TV Globo tratou a histórica Greve Geral do 28 de abril de 2017 é, na minha avaliação, muito pior do que aconteceu com a cobertura das Diretas Já em 1983/1984.

Àquela época, a emissora poderia alegar — como alguns globais chegaram a alegar — que vivíamos os estertores de uma ditadura militar e que desafiar o regime poderia ter consequências para a própria abertura “lenta, gradual e segura” prometida pelo ditador João Figueiredo.

Agora, não. Graças às redes sociais — facebook, twitter, whatsapp — qualquer pessoa pode avaliar o grau de descontentamento com as medidas de impacto social tomadas por um governo que tem o presidente da República e nove de seus ministros sob suspeita e/ou investigação, medidas que por sua vez são submetidas a um Congresso igualmente sob suspeita.

Mesmo os mais devotos apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff e antipetistas vários sabem que Michel Temer não foi eleito vice-presidente para tomar o rumo que tomou, nem tem legitimidade para golpear os direitos sociais da forma como pretende fazê-lo.

Age em nome do 1% do topo, com 4% de ótimo/bom na pesquisa de opinião pública mais recente e desemprego na casa dos 14%, quando a promessa era de que a derrubada de Dilma provocaria um cavalo-de-pau imediato na economia.

Portanto, desta feita a TV Globo e seus satélites não tem onde se esconder: o apoio dado às medidas do governo Temer expressa acima de tudo o interesse político e econômico dos próprios donos da mídia e dos usurpadores do poder no Planalto e no Congresso que os representam.

No caso da emissora, é absolutamente impossível do ponto-de-vista jornalístico que uma organização com tantos tentáculos espalhados por todo o Brasil tenha sido incapaz de registrar o descontentamento popular ANTES da greve geral, de forma a expressá-lo em seu noticiário.

Será que só nós, internautas, vimos por exemplo as manifestações da CNBB e de um terço dos 100 bispos da Igreja Católica, os quais certamente não podemos acusar de agirem a mando do anarco-sindicalismo?

A Globo, para ficar apenas na nave mãe, simplesmente fez mau jornalismo. Não foi pela primeira, nem será pela última vez.

Agora, porém, não tem como se esconder atrás da ditadura, da qual foi a principal beneficiária, como fez em 1984.

Agora, fez mau jornalismo — distorcido, omisso, descontextualizado — porque coloca seus interesses empresariais, representados pelo governo Temer, acima do interesse da maioria dos brasileiros.

https://www.conversaafiada.com.br/pig/azenha-globo-da-greve-e-pior-que-nas-diretas-ja

É a maior greve na história do Brasil Veja o que a Globo escondeu.

http://www.viomundo.com.br/politica/beatriz-e-rogerio-anunciam-a-milhares-de-manifestantes-vamos-continuar-nas-ruas-para-barrar-as-reformas-ate-restaurar-a-democracia.html

Cobertura completa.Clique  aqui.

Quer saber que instituições participaram da greve geral em Minas?

Estão todas na lista abaixo:

http://www.viomundo.com.br/politica/beatriz-e-rogerio-anunciam-a-milhares-de-manifestantes-vamos-continuar-nas-ruas-para-barrar-as-reformas-ate-restaurar-a-democracia.html

Inegavelmente, a greve geral bem sucedida em Minas é resultado de um conjunto de fatores: