Arquivo da tag: civita

PNT: Os Dez Mandamentos conquista o primeiro lugar em todo o Brasil.

A abertura do Mar Vermelho é um dos momentos mais emblemáticos de Os Dez Mandamentos, novela escrita por Vivian de Oliveira. O povo hebreu, que vivia escravizado pelos egípcios, segue rumo à Terra Prometida, liderado pelo profeta Moisés (Guilherme Winter). A passagem representa o Êxodo, conforme descrito na Bíblia. Para as cenas do fechamento do Mar Vermelho foram produzidas quatro rampas de madeira e metal de 12 metros de altura, que despejavam 12 mil litros de água reutilizada sobre os atores e figurantes.
A espera era grande. Tão grande que a audiência da novela “Os Dez Mandamentos” liderou de ponta a ponta nesta terça-feira (10), com o público aguardando ansiosamente pela abertura do Mar Vermelho.
Para a frustração e irritação de muitos, as águas demoraram a abrir. Com Moisés passando a maior parte do tempo de braços abertos, deve ter sofrido de câimbras de tanto esperar para que o mar, de fato, abrisse.
O clímax da novela começou nesta noite, mas a Record, que não é boba, vai prolongar a abertura do apogeu de sua história até o final da semana com a intenção de prender o público.
A sequência, quando durou, é claro, foi avassaladora. Não há dúvidas que os efeitos especiais foram muito bem executados e o material ficou plasticamente muito bonito, atingindo um patamar dramatúrgico verdadeiramente impressionante.
Nos últimos minutos, o mar se abriu com uma trilha sonora condizente com o momento. Realmente fantástico. Moisés ditando a marcha dos hebreus foi de tirar o fôlego. Produção irrefutável com direção de qualidade ímpar, chefiado por Alexandre Avancini.
Produzir uma novela bíblica não é nada fácil, mas em seus momentos decisivos, toda a equipe de “Os Dez Mandamentos” se mostra competente pelos revezes que sofreu ao longo desse tempo no que diz respeito a esticamentos, que acabam atrapalhando o cronograma e poderia prejudicar a qualidade, como na cena de semanas atrás em que “vazou” um extintor em cena. Caso isolado.
“Os Dez Mandamentos” termina na segunda quinzena de novembro e entra, certamente, para a história da dramaturgia da televisão brasileira como o único folhetim que rendeu enxaquecas à Globo nos últimos anos, enfraquecendo seu principal produto e fazendo o telespectador que estava até com a TV desligada, ligá-la novamente, batendo o primeiro lugar no ranking do Ibope.
Thiago Forato coluna Enfoque NT.

CUNHA DEBOCHA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA SUÍÇA E DO BRASIL.

100x133-images-2014-03-istoe_eduardo_cunha

Sobre o depósito do lobista João Augusto Henriques, que disse ter pago Cunha após ser favorecido num negócio na área internacional da Petrobras, cujo diretor, Jorge Zelada, era mantido pelo PMDB, Cunha saiu-se com outra explicação curiosa. “O dinheiro não é meu, não fui eu quem coloquei.247

247 – Em entrevista ao jornalista Valdo Cruz (leia aqui), publicada neste sábado, detalhou sua estratégia de defesa. Um caminho que, na prática, debocha da inteligência alheia. Cunha sustenta que não tem conta na Suíça e diz que nem o fato de não ter declarado os recursos utilizados por ele e sua família à Receita Federal configura sonegação fiscal.

“Não tenho conta não declarada e não tenho empresa offshore, não sou acionista, cotista. Tenho um contrato com um trust, e ele é o proprietário nominal dos ativos que existiam. O trust é responsável pela gestão e as condições pré-contratadas. Sou beneficiário usufrutuário em vida e os meus sucessores em morte”, disse ele.

Ou seja: o detalhe técnico, de ser beneficiário de um trust, e não titular de uma conta, na visão de Cunha, afastam a tese de que mentiu aos colegas. “Eu não faltei com a verdade. Eu estou sendo acusado de mentir e não menti”, afirmou.

Ele voltou a sustentar a tese de que vendeu alimentos à África e, assim, fez sua fortuna. “Na década de 80, eu fazia atividade de comércio internacional, comprava e vendia mercadorias brasileiras ou até estrangeiras e revendia. Era uma empresa de tributação favorecida. Vendia na maioria produtos alimentares, carne enlatada era um deles. A maior parte era vendida para países da África.”

Ele afirma ter ganho cerca de US$ 2 milhões e disse que, depois disso, passou a se dedicar a “operações de Bolsa”, ampliando assim sua fortuna.

Sobre o depósito do lobista João Augusto Henriques, que disse ter pago Cunha após ser favorecido num negócio na área internacional da Petrobras, cujo diretor, Jorge Zelada, era mantido pelo PMDB, Cunha saiu-se com outra explicação curiosa. “O dinheiro não é meu, não fui eu quem coloquei. O trust indagou sobre a origem destes recursos, para decidir se aceitaria ou não”, afirmou.

Nem mesmo sonegação fiscal ele reconhece. “Não tenho falha nenhuma. Não entendemos que existe esta omissão, entendemos que na medida que você transferiu a propriedade para o trust e tem dez anos, você não é mais proprietário de nada. Eu não tenho ativo

Lava Jato.FHC recebeu R$ 975 mil da Odebrecht.

O DINHEIRO DA ODEBRECHT PARA FHC ERA LIMPO E O DO INSTITUTO LULA, SUJO?

PF: INSTITUTO FHC RECEBEU R$ 975 MIL DA ODEBRECHT.247

:

Relatório da Polícia Federal, na Operação Lava Jato, revela que a Odebrecht pagou R$ 975 mil ao Instituto Fernando Henrique Cardoso, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012; foram 11 pagamentos mensais de R$ 75 mil e um de R$ 150 mil; o documento de 26 de outubro de 2015 analisou contas da construtora Norberto Odebrecht que ‘possibilitaram identificar registros contábeis indicativos de pagamentos feitos a ex-agentes políticos ou instituições e empresas a ele vinculados’; a PF analisou no laudo e-mails trocados entre a secretaria da presidência do iFHC, um representante de uma entidade identificada como ‘APLA’ e um executivo da área cultural; eles conversavam sobre uma possível palestra do ex-presidente, que acabou não ocorrendo.

Joice, a hidrófoba da Veja, é demitida.ALTAMIRO BORGES.

Joice, a hidrófoba da Veja, é demitida.247

:

Depois da demissão sumária de Rodrigo Constantino, ex-pateta daVeja, agora foi a vez da hidrófoba Joice Hasselmann, apresentadora do canal de vídeo da revista do esgoto, ser descartada como bagaço. A sua demissão foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo sempre antenado blog Diário do Centro do Mundo. A limpeza na redação da marginal não deve gerar ilusões. Não significa que a famiglia Civita esteja revendo a sua linha editorial, abandonando o golpismo mais escancarado – como demonstra a capa criminosa da sua última edição, com Lula em trajes de presidiário.

A dispensa dos dois serviçais deriva de fatores diversos. Em primeiro lugar, da grave crise financeira que atinge a Editora Abril – que já demitiu centenas de profissionais, suspendeu vários títulos, deixou um dos prédios das redações e teve até que se livrar do busto de Victor Civita, o fundador do império midiático. Há quem afirme que a empresa está prestes a falir e que aposte que ela não vai durar mais três anos. Já no caso de Joice Hasselmann, a demissão foi por motivos ainda menos nobres. Em junho último, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná acatou a resolução do conselho de ética da entidade que comprovou que a jornalista, que adora bravatear sobre ética, plagiou várias matérias.

A partir deste episódio deprimente, ela perdeu espaço na revista do esgoto e agora foi sumariamente demitida. “Joice foi denunciada por 65 plágios de veículos como Gazeta do Povo, Bem Paraná e G1 pelo Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), que comprovou a cópia dos conteúdos. O DCM levantou na época que Joice Hasselmann plagiou também a própria Veja. Era um material original da Agência Estado e com título alterado, mas copiado palavra por palavra. Até a denúncia, Joice fazia cerca de cinco vídeos semanais. Ela teve sua participação reduzida e ficou com apenas um programa, dando mais espaço para Augusto Nunes – autor do convite para ela trabalhar na Veja”.
*****

Os plágios da jornalista “ética” da Veja

Por Altamiro Borges – 23 de junho de 2015

A âncora da TVeja, a hidrófoba Joice Hasselmann – que já foi batizada de “Sheherazade da Veja” -, está na berlinda. Ela adora fazer comentários ácidos contra a corrupção e em defesa da ética, sempre tendo como alvo o PT. Nesta semana, porém, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR) acatou a resolução do Conselho de Ética da entidade que comprovou vários plágios praticados pela apresentadora. Diante das graves denúncias, o sindicato decidiu vetar sua participação no quadro de associados.

Segundo o Sindijor, o conselho identificou o plágio em 65 reportagens, escritas por 42 profissionais diferentes, entre os dias 24 de junho e 17 de julho de 2014. Eles tiveram seu trabalho apropriado de forma ilícita quando a jornalista mantinha o “Blog da Joice”. A apuração do crime foi deflagrada a partir da solicitação de 23 jornalistas, que se sentiram prejudicados pela atual vedete da direita da Veja.online. Para o sindicato, a falsa moralista “se apropriou do trabalho intelectual de colegas de profissão, utilizando isso para dar visibilidade à sua carreira, como se fosse a autora das reportagens”.

Segundo relato do Portal Imprensa, “Joice Hasselmann foi advertida por contrafação, quando ocorre produção comercial de um artigo sem autorização do profissional e da entidade que possui a propriedade intelectual. O presidente do Conselho de Ética, Hamilton Cesário, disse que a jornalista teve o direito de se manifestar sobre as denúncias, mas não atendeu a nenhuma convocação. Os jornalistas prejudicados podem ainda encaminhar processos civis contra a profissional que, de acordo com o SindijorPR, além de ter infringido o Código de Ética, feriu a legislação de direito autoral”.

A revelação do plágio deixou irritadíssima a serviçal da famiglia Civita. Ao invés de se explicar, ela partiu para o ataque. Nas redes sociais, ela esbravejou: “A escória do jornalismo só podia estar num sindicato ligado à CUT. Minha resposta aos vira-latas. Retournez a la Merde! Caros amigos: vamos pensar numa equação nefasta. Imagine o produto do ócio de gente frustrada aliado ao pseudo intelectualismo (ignorância, burrice, estupidez e, sobretudo, má-fé). Imaginou? Ruim né? Mas tudo pode piorar. Junte a mistura preguiça, inveja, uma boa dose de canalhice e, para finalizar, empacote tudo num sindicato sem vergonha ligado à CUT. Voilá! Temos ai o Sindicato dos Jornalistas do Paraná, que consegue ser boi de piranha e, ao mesmo tempo, um ativista da imbecilidade”.

Gente frustrada, ignorante, burra, estúpida, canalha… Será que Joice Hasselmann plagiou estes adjetivos de algum amiguinho amoroso da Veja?

Em crise, Veja desce o Abismo.A Veja chegou ao grau de miséria jornalística.Conspiração no Brasil.

O encolhimento de Veja é a última etapa do enfraquecimento da Editora Abril, que já teve metade do seu imponente prédio devolvido, várias revistas descontinuadas e seu braço educacional, a Abril Educação, vendido (aqui).

EM CRISE, VEJA NÃO SEGURA SEUS REACIONÁRIOS.247

:

Primeiro foram os blogueiros Ricardo Setti e Rodrigo Constantino; agora é apresentadora da TVeja, Joice Hasselmann; revista Veja, que tem sido duramente criticada por sua militância anti-Lula, numa campanha que atingiu seu ápice na semana passada, com a capa em que vestiu o ex-presidente como presidiário, tem enfrentado dificuldades financeiras; no primeiro semestre do ano, a publicação, que por muito tempo, foi poupada de cortes, demitiu 49 jornalistas; clima na Abril é de fim de festa.

247 – A revista Veja demitiu nesta sexta-feira (6) a apresentadora do seu canal de vídeos (a TVeja), Joice Hasselmann. Esta é a terceira demissão de comentaristas e blogueiros direitistas só neste semestre. Antes dela, os blogueiros Rodrigo Constantino e Ricardo Setti já haviam sido desligados. Mais recentemente, Caio Blinder, colunista do site em Nova York, foi também despachado.

Joice foi denunciada por 65 plágios de veículos como Gazeta do Povo, Bem Paraná e G1 pelo Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), que comprovou a cópia dos conteúdos. Ela tinha amplo espaço no canal de vídeos, mas vinha perdendo espaço desde a denúncia (aqui).

Rodrigo Constantino é um entre vários discípulos do ultraconservador Olavo de Carvalho que foram colocados no site da revista nos últimos tempos. Sua demissão não sinaliza uma mudança na linha editorial de direita da Veja. Confirma, apenas, que as coisas estão realmente ruins para a Abril. Pouco tempo atrás, a Veja não conseguiu segurar um de seus mais conhecidos jornalistas, Lauro Jardim, da seção Radar. Lauro foi para O Globo.

Pouco depois de sair da revista, Constantino atacou a publicação Ele não gostou de ler em Veja um editoral contra mudanças no Estatuto do Desarmamento. Então, ele disse que a revista aderiu “a teses da esquerda” e terá “morte horrível”.

É óbvio que a Veja não chegou nem perto de qualquer tese da esquerda. Mas em uma coisa o Constantino pode ter razão: a publicação caminha para uma “morte horrível”.

2015 tem sido um ano particularmente difícil para a publicação. Suas versões regionais de Belo Horizonte e de Brasília foram canceladas. No primeiro semestre, foram 49 demissões (lembre aqui).

O encolhimento de Veja é a última etapa do enfraquecimento da Editora Abril, que já teve metade do seu imponente prédio devolvido, várias revistas descontinuadas e seu braço educacional, a Abril Educação, vendido (aqui).

Abaixo análise do jornalista Paulo Nogueira, do DCM, sobre o declínio da Veja no campo jornalístico:

A Veja não chegou a este grau de miséria jornalística expressa no caso Romário de repente.

Foi uma longa jornada.

O marco zero foi a substituição, no final dos anos 1990, de Mario Sergio Conti por Tales Alvarenga na direção da redação.

Ali, Roberto Civita deixou claro que era ele que iria editar a revista.

Foi uma ocupação de espaço progressiva. O primeiro diretor da Veja, Mino Carta, tinha carta branca.

Em seu contrato, estava acertado que os Civitas só comentariam a revista depois que ela chegasse às bancas.

Era um acerto que refletia o espírito do patriarca da Abril, Victor Civita, à época no comando, mas não o de seu filho e herdeiro, Roberto.

VC não competia com seus editores: era apenas um empreendedor. Jamais se teve na conta de editor, ou jornalista, e muito menos um intelectual.

Com VC já se despedindo das funções executivas da Abril, Roberto pressionou pela saída de Mino.

Queria mais espaço. E teve.

O segundo diretor da Veja, José Roberto Guzzo, representou a entrada de Roberto nas decisões editoriais da Veja.

Era impensável um contrato nos moldes do de Mino.

Eu era um jovem repórter quando entrei na Veja, em 1980, no início da Era Guzzo.

Já houvera uma transferência efetiva de poder, mas as aparências eram mantidas.

RC raramente aparecia na redação. Nas noites de quinta, véspera do fechamento, Guzzo descia da redação no sétimo andar do prédio da Marginal do Tietê e ia para o sexto, onde ficava a sala de RC.

Ali, despachavam. Quase sempre Guzzo estava acompanhado de seu adjunto, Elio Gaspari, jornalista marcante na Veja de então.

Uma alteração de forte caráter simbólico veio na Carta do Editor. Mino, desde o início, a assinava com as iniciais MC.

Com sua saída, Guzzo passou a assiná-la com JRG. Em suas férias de janeiro, você encontrava as iniciais EG na carta. Era Elio Gaspari.

Não demorou muito e as iniciais desapareceram. A carta deixou de ser assinada, embora Guzzo a escrevesse.

Era uma mensagem. Nela, estava a opinião da Abril, e não dos diretores de redação da Veja.

Mesmo sem os poderes de Mino, Guzzo ainda tinha mais autonomia do que RC desejava.

Guzzo, nos anos 1980, levou a Veja rumo a quase 1 milhão de exemplares. Mas mesmo assim quando ele disse a Roberto que gostaria de sair da direção este não opôs resistência nenhuma.

“Ele logo gostou”, me disse, anos depois, um diretor da Abril que participou da sucessão de Guzzo. “Depois de alguns minutos, o Roberto perguntou ao Guzzo quando ele gostaria de sair.”

Mario Sergio Conti, o sucessor de Guzzo, deveria ser um passo a mais na tomada de poder por RC.

Mas, no meio do caminho, aconteceu o caso Collor.

Conti se deixou inebriar. Achou que ele tinha derrubado Collor. Passou a se comportar como uma celebridade jornalística, e isso não estava no programa de RC.

O prédio todo comentou um dia em que RC, durante o caso Collor, foi com amigos à sala de Conti para mostrar “seus meninos” em ação.

Conti falava ao telefone com Claudio Humberto, fonte na história, e fez um sinal rápido para que RC e comitiva esperassem do lado de fora da sala enquanto ele estivesse ao telefone.

Roberto não se livrara de Mino e deixara sair Guzzo para enfrentar esse tipo de embaraço na frente de amigos.

De resto, a Abril, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores de presidente.

Conti estava tão liquidado quanto Collor.

O sucessor de Conti, Tales Alvarenga, um apagado editor de carreira que subiu na hierarquia por inércia, significou um novo e enorme passo para que Roberto reinasse sem contraponto na Veja.

Tive um papel nesta sucessão. Na época, eu era diretor de redação da Exame. Durante um ano, em segredo, um pequeno grupo liderado por RC discutiu quem substituiria Conti.

Começaram com vinte nomes, e chegaram a dois, finalmente. Marcos Sá Corrêa e eu. Num encontro num hotel em Portugal (a Abril tinha montado uma editora lá) o grupo chegou a um nome. O meu.

Quando Conti soube que era eu, vazou para os editores da Veja. Foi um tumulto na redação.

Eu liderara um processo de renovação na Exame, e a velha guarda da Veja temia que eu pudesse mexer nela.

Tales Alvarenga, então adjunto de Conti, decidiu se demitir. Ele marcou uma conversa com RC na qual entrou demissionário e saiu diretor.

Roberto percebeu, ali, que Tales, um burocrata pouco brilhante, faria tudo que ele gostaria sem opor nenhum tipo de sombra.

Eu era uma incógnita para RC, neste sentido. Poderia ser controlado? Não era esta exatamente minha fama na Abril, a de um cordeiro.

Tales fez, como diretor, o que RC esperava. O papel do diretor de redação da Veja ficou ainda menor.

De Mino a Guzzo, de Guzzo a Conti, de Conti a Tales, o diretor foi progressivamente minguando.

O apogeu deste processo se deu quando Tales, já perto dos 60 anos e desgastado fisicamente por muitos anos de entrega desvairada à Veja, foi substituído.

O novo diretor, Eurípedes Alcântara, foi a etapa definitiva para a dominação de Roberto.

Ainda hoje no cargo, Eurípedes se prestou basicamente a transformar em capas, títulos, textos e legendas as determinações do patrão.

Roberto já passava a se apresentar publicamente como “editor” da Veja.

Seu sonho se realizara na plenitude, enfim, depois de um longo percurso.

Esta era a boa notícia.

A má é que Roberto jamais foi um jornalista, um editor. Era filho do dono, e ponto. Não sabia escrever, não sabia editar um texto, não sabia fazer uma legenda, não sabia fazer uma chamada de capa. Era um sujeito pessoalmente encantador, mas confuso e detalhista, e isso se refletiu em seu desempenho como empresário e como editor.

Sem contraponto de editores profissionais, a falta de noção de Roberto se esparramou pelas páginas da Veja.

Quando as limitações editoriais de RC se somaram a seu ódio por Lula, a Veja virou o que é hoje.

Numa aberração histórica, a revista publicou um dossiê que atribuía conta no exterior a Lula, como agora no caso de Romário.

No meio do texto, estava escrito que a revista não conseguira “nem confirmar e nem desmentir”. Mesmo assim, publicou.

Outro dia, ao ler o rumor de que a Abril estava prestes a pedir recuperação judicial, brinquei com a turma do DCM. “Só faltava a gente publicar isso dizendo que não conseguíramos confirmar ou desmentir.”

Mas é claro que esse tipo de coisa não faz parte de nossos valores editoriais. Era apenas uma piada.

Mas para a Veja tal procedimento tem sido uma realidade, com preço tenebroso para as vítimas dos assassinatos de reputação empreendidos pela revista.

Tinha que dar no caso Romário.

A destruição da cultura editorial da Veja não poderia se limitar ao PT e a Lula. Ela acabou se espalhando, como um câncer, por toda a revista.

Quando um redator-chefe manda que escrevam uma crítica laudatória de várias páginas sobre seu romance, é porque só sobraram ruínas editoriais. (O autor desse atentado contra a decência, Mario Sabino, levou sua cultura jornalística para o site Antagonista, que edita ao lado de Mainardi, outro símbolo da Veja desgovernada.)

A diferença, agora, é que o falso extrato de Romário foi parar na polícia e na Justiça da Suíça.

No Brasil, não aconteceria nada. Apesar das provas coletadas por Romário, a Veja continuou a agredi-lo.

Uma matéria na edição impressa que está nas bancas afirmou, no título: “A conta não fecha, Peixe.”

Blogueiros como Augusto Nunes e Felipe Moura Brasil também investiram contra Romário pouco antes do pedido de desculpa.

É possível agora, com o caso chegando à Suíça, que os donos da Abril comecem enfim a se preocupar com o passivo jurídico de uma revista sem o menor compromisso com a apuração dos fatos.

Não existe, a rigor, surpresa na história. Você poderia perguntar: por que a Veja não perguntou para o banco se Romário tinha mesmo uma conta? Foi o que ele mesmo, Romário, fez.

Mas não.

Este tipo de cuidado básico no jornalismo foi exterminado por Roberto Civita – com a contribuição milionária de Eurípides Alcântara.

Gangues que acusam Lula não tem 10% da sua honestidade.Conspiração no Brasil.

Os bandidos não tem moral nem dignidade , são mercenários pagos pelos carteis internacionais.Com matérias pagas em jornais  falidos , esses indivíduos, orquestram   campanha negativa contra Lula, 24 horar por dia.

Veja  no Conversa Afiada .

Não vou mais admitir que corrupto me chame de corrupto, diz

lula foto usar.jpg

“Tem um governo que está apurando mais do que eles apuravam antes”

No Diário do Grande ABC:

Não vou mais admitir que corrupto me chame de corrupto, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta quinta-feira, 5, e disse que não vai mais admitir que corruptos o acusem de corrupção. Durante discurso de quase uma hora na 5º Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o petista também criticou a oposição por pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Não vou mais admitir que corrupto me chame de corrupto porque todos esses que ficam nos acusando, se colocar um dentro do outro, não dá 10% da minha honestidade”, afirmou Lula durante o evento promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), do qual é presidente de honra.

O ex-presidente conclamou a militância a reagir às críticas de corrupção que ele o PT vêm sofrendo. Sem citar qualquer investigação específica, Lula destacou que os escândalos de corrupção estão vindo à tona atualmente não porque começaram só agora. “É porque tem um governo que está apurando mais do que eles apuravam antes”, ressaltou.

O petista reconheceu que a presidente Dilma Rousseff não vive o melhor momento de seu governo, mas ponderou que a dificuldade não é apenas dela. “É nossa, é do Brasil, é do mundo”, disse, emendando: “Nós temos que ajudar. Quando as coisas não estão bem é que temos que assumir a postura.”

Lula avaliou que, ao pedir o impeachment de Dilma, a oposição quer “derrubar um projeto que teve sucesso neste País”. Segundo ele, os ataques que ele vem sofrendo “não são à toa”. Para ele, a oposição quer derrubá-lo pelo medo de que ele volte à Presidência nas eleições de 2018.

Para fazer sucesso numa redação hoje você tem que bater em Lula. Por Paulo Nogueira

por : Paulo Nogueira
Xico Sá acertou em cheio
O que um jornalista deve ter para fazer carreira, hoje, nas grandes organizações?

Num mundo menos imperfeito, a resposta seria: os atributos clássicos, mais familiaridade com o meio digital.
Isso significa sobretudo gosto pela leitura, capacidade de se expressar num português elegante, discernimento para distinguir a manchete da nota de pé de página e curiosidade intelectual.

Mas o mundo em que vivemos é demasiadamente imperfeito.

As qualidades clássicas não são hoje requisito para nada.

Para conquistar um lugar numa redação e, nela ascender, o jornalista tem que estar disposto a matar Lula.

Em sua conta no Twitter, Xico Sá falou exatamente isso estes dias, com enorme repercussão.

Como eu, Xico Sá não pode ser desqualificado como petista, petralha ou o que for. É, como eu, um jornalista independente. Mas não cego. Na campanha presidencial, ele bateu em retirada da Folha, depois de chegar a seu limite de tolerância diante de uma cobertura francamente enviesada.

O talento importa muito menos, nestes dias, do que a disposição de caçar Lula por que meios for, incluídas aí a calúnia e a mentira.

É um movimento que se iniciou, como era de esperar, na Veja no primeiro mandato de Lula. O que era uma chuva localizada se transformaria, com o passar dos tempos, numa tempestade generalizada.

Os primeiros símbolos dos novos tempos foram Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Inexpressivos em tempos normais, se tornaram pistoleiros conhecidos quando a Veja inaugurou a perseguição a Lula.

Lula fez os dois. Sem Lula os dois seriam o que sempre foram, jornalistas do segundo escalão.

Hoje há uma multidão de Mainardis e Azevedos. Um dos mais barulhentos é um quase xará de Mainardi, Diego Escosteguy, editor-chefe da Época.

Com Escosteguy, a Época se transformou numa réplica da Veja. São tantas as denúncias – Escosteguy anuncia “furos” constantemente no Twitter — que você não consegue distinguir umas das outras.

Uma das leis essenciais do jornalismo é que quando tudo é denúncia e furo nada é. Este é o caso da Época de Escosteguy.

A Época é uma revista tão incompetente que, mesmo se esforçando, não consegue bater a Veja sequer em canalhice.

Existem Mainardis extemporâneos, também. São jornalistas veteranos que, para manter o emprego, se reinventaram e passaram a atacar Lula alucinadamente.

O blogueiro do Globo Ricardo Noblat é um deles. Lula se tornou uma mania de Noblat. Esperto, ele sabe que suas chances de sobrevivência no Globo aumentam com a campanha anti-Lula.

Assim como diminuem se ele mirar em outros alvos. Em nenhuma redação você consegue imaginar a cena de um repórter chegando ao editor com uma denúncia explosiva contra Alckmin, ou Aécio, ou qualquer político expressivo do PSDB.

Os repórteres não são bobos. Sabem que serão malvistos com este tipo de coisa.

O exército anti-Lula só vai correr risco se um dia os donos das empresas chegarem à conclusão de que as pessoas contratadas para destruí-lo recebem muito dinheiro para resultados tão pífios.

Eu teria pensado nisso já, se fosse dono da Globo, ou da Abril, ou da Folha. Meritocracia é entregar resultados.

Se Lula está firme, é porque seus caçadores têm sido ineptos, de Mainardi e Azevedo a Escosteguy e Noblat, entre tantos outros.

Talvez seja esta a maior sorte de Lula: a incompetência dos recrutados para eliminá-lo.

DCM

TRIBUNAL DAS CONTAS ASSUME A OPOSIÇÃO.Quadrilhas tucanas escapam.

Ministra Arraes deve umas contas à Nação!

O Estadão em estado comatoso “informa” que o Tribunal das Contas vai investigar os crimes cometidos pela Dilma ao paralisar as obras das refinarias Premium da Petrobras, no Maranhão e no Ceará.


De raspão, o Tribunal das Contas vai examinar também, pela undécima vez, os crimes da Dilma na construção da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.

Já a Natuza Nery (essa moça vai longe… para a GloboNews) diz no “Painel”da Fel-lha, uma colona a serviço do tucanismo desenfreado, que a Oposição já bolou outro impítim: não aprovar a mudança da meta fiscal de 2015.

Portanto, o Governo teria governado este ano com contas fraudulentas e de forma criminosa, segundo os rígidos critérios dos impolutos ministros do tribunal das contas.

O Tribunal das Contas é um exemplo para a Nação!

O presidente tem um filho que é um azougue, o Tiaguinho Cedraz, que não perde uma.

Não perde uma ação no TCU e no STJ, onde ajudou o Daniel Dantas, como renomado advogado.

Alias, essa performance imbatível do Tiaguinho o credencia a ser contratado pelo escritório do Dr Sergio Bermudes, que coleciona advogados e advogadas que não perdem uma, nas cortes de Brasília!

O TCU tem o ministro Nardes, do PP, que escapou do desmoronamento de um castelo de areia, mas parece irremediavelmente inscrito na Zelotes.

Se é que a Zelotes vai pegar os graudos.

Porque sempre há a possibilidade de se dedicar a prender o Lula e esquecer da Globo no Sul, a RBS.

O tribunal das contas conta aí com o talento e a experiência da Ministra Ana Arraes, que deve às contas da Nação nomear o dono do jatinho em que o filho morreu.

(Aliás, a Bláblárina, que viajou no jatinho cinco vezes, em derrotada campanha, poderia ajudar a Ministra a esclarecer o mistério.)

Esse é, numa palavra, o TCU.

Um tribunal que resolveu assumir a liderança da Oposição.

Se o Moro não prender o Lula até o Natal…

Paulo Henrique Amorim

3bdd6-mensalc3a3otucanodisfarc3a7adodemineiro

8297f-tabelacorrupc3a7c3a3o2d755-morremurdoccivita