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Para Humberto, “perseguição midiática” levou Marisa à morte.

Para Humberto, “perseguição midiática” levou Marisa à morte.247

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Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que a morte da ex primeira-dama Marisa Letícia ocorreu em decorrência da “perseguição midiática” a que ela e o ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva foram submetidos; “Houve uma perseguição midiática sem precedentes, que lhe provocou uma profunda tristeza e precipitou problemas de saúde em decorrência de um estado emocional extremamente abalado por esse cerco que se impôs à sua vida, à vida do ex-presidente e à de todos os seus familiares”, disse o parlamentar em nota; o senador e ex-ministro Armando Monteiro Neto (PTB) também lamentou a morte da ex-primeira dama; governador Paulo Câmara (PSB) decretou  luto oficial de três dias pela morte da ex-primeira-dama.247

Vídeo devastador: Moro, Lula é culpado!.Impressionante.

Os vídeos foram publicado no youtube, o Epocaestado esta analisando os fatos.Vídeo comprova  que Malafaia anda mau acompanhado. Cunha não é flor que se cheira, a justiça da suíça que o diga.

Esclarecendo de uma vez por todas: Combater o PiG é defender o Jornalismo.

Quem desrespeita o jornalismo e os jornalistas por tabela são os editores chefes do PiG, que distorcem a realidade, manipulam as informações e mentem descaradamente com o único objetivo de fazer valer a ideologia conservadora, reacionária e elitista de seus patrões – que na imensa maioria dos casos nem jornalistas são.

– por André Lux, jornalista que não gosta do PiG

Vira e mexe aparece alguém me dizendo que chamar a imprensa ou a mídia corporativa de PiG é uma ofensa contra os jornalistas, um verdadeiro absurdo, coisa de gente louca. Bom, vou tentar esclarecer isso de uma vez por todas.

Em primeiro lugar, a sigla PiG significa Partido da imprensa Golpista. Ou seja, quem está sendo chamada de golpista é a instituição imprensa que abusa de práticas antidemocráticas e golpistas e não necessariamente os jornalistas que nela trabalham.

Para quem não sabe ou finge não saber, as organizações midiáticas mundo afora nada mais são do que empresas mercantis que seguem a mesma lógica de qualquer outra empresa. Elas tem donos, presidentes, diretores, gerentes, supervisores e funcionários e visam, acima de tudo, dar lucro aos seus acionistas. A diferença entre um Estadão e uma GM, por exemplo, é que a primeira vende notícias e a segunda, carros. Ponto.

E, assim como acontece em todas as empresas, que estão entre as instituições mais autoritárias do mundo, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Essa é a lógica do mercado e nas empresas jornalísticas não é diferente. Assim, dizer que um determinado órgão de imprensa é golpista não significa dizer necessariamente que todos os jornalistas que lá trabalham o são por tabela. Existem, é claro, muitos jornalistas que são sim golpistas, não dão a mínima bola para conceitos democráticos e falariam mal da própria mãe só para agradar seus patrões. Mas também é verdade que ainda trabalham nessas organizações midiáticas pessoas que procuram exercer sua profissão com ética e respeito ao próximo. São cada vez mais raros, é verdade, mas com certeza existem.

Eu mesmo tenho um amigo, formado em jornalismo junto comigo, que pediu demissão da Folha de S.Paulo, onde ganhava um bom salário, por não concordar com a linha editorial adotada pelo jornal, francamente golpista e mentirosa, depois que Lula ganhou as eleições para presidente da República.

Tem gente que acha que eu não gosto da Veja ou da Folha de S.Paulo só porque elas falam mal do governo Lula e de qualquer outra coisa que cheire a esquerda ou que vá contra o sistema capitalista selvagem que impera no país. Errado. Eu repudio esses veículos e todos os outros que seguem a mesma linha deles por um único motivo: eles não são honestos. Mas em que eles não são honestos? Simples, eles mentem no que deveriam ser o mais transparentes possível. O problema não é eles serem contra o Lula, o Chávez, o Che Guevara, o diabo a quatro. O problema é eles dizerem não são contra nem a favor de ninguém. São “imparciais”, “isentos”, “apartidários”.

E é exatamente nesse quesito que a imprensa independente do capital e assumidamente de esquerda se diferencia do PiG, como Caros Amigos, Carta Capital, Fórum, Le Monde Diplomatique, pois assume abertamente suas ideologias e partidarismos sem tentar enganar o leitor com pretensas imparcialidades ou isenções – até porque isso não existe, o ser humano é parcial até na hora de colocar uma vírgula na folha de papel.

Segundo ponto. Na imensa maioria das vezes, são os próprios jornalistas que chamam alguns expoentes da imprensa corporativa de PiG ou, se não chamam de PiG, fazem duras críticas à mídia corporativa. Muitos deles, inclusive, ainda trabalham dentro dessas corporações. É o caso dos jornalistas Paulo Henrique AmorimLuis NassifLuis Carlos Azenha e Rodrigo Viana, só para citar os exemplos mais óbvios. Muitos outros jornalistas que não estão inseridos dentro da mídia mercantil também a chamam de PiG. Eu sou um deles. Altamiro Borges, do Vermelho, é outro. Renato Rovai, editor da Fórum, também. E por aí vai.

Infelizmente, existem muitos profissionais do jornalismo que se prestam ao degradante serviço de distorcer as informações no PiG e depõe contra sua própria profissão. Alguns fazem por medo ou falta de opção, outros por acreditarem realmente na ideologia de seus patrões, enquanto muitos o fazem em troca de saquinhos de moeda, tapinhas nas costas e convites para festinhas nas mansões do Morumbi.

Terceiro e último ponto. Chamar a mídia de partido e mesmo de golpista não é novidade nenhuma. Como bem lembrou o jornalista Altamiro Borges em entrevista publicada em seu blog, Gramsci falava sobre isso em 1920. “Quando os partidos das classes dominantes entram em crise, a imprensa assume o papel do partido do capital. Gramsci falava na década de 1920 sobre algo que está se confirmando hoje: como as instituições burguesas estão em crise – até porque todas elas apostaram no receituário neoliberal de desmonte do Estado, da nação e do trabalho, e afundaram na crise que elas próprias ajudaram a criar –, cada vez mais a mídia vai ocupar este papel e ser mais agressiva. E com isso ela vai perder credibilidade”. Dito e feito. Quanto mais o PiG escancara suas verdadeiras intenções, mais atira no próprio pé e perde o pouco respeito que ainda tem das pessoas mais críticas e bem informadas.

Portanto, cai por água abaixo o argumento de que chamar o PiG de PiG é um “desrespeito aos jornalistas”. Não é não, pelo contrário. Quem desrespeita o jornalismo e os jornalistas por tabela são os editores chefes do PiG, que distorcem a realidade, manipulam as informações e mentem descaradamente com o único objetivo de fazer valer a ideologia conservadora, reacionária e elitista de seus patrões – que na imensa maioria dos casos nem jornalistas são.