Arquivo da tag: psdb

Tucano diz quem é João Dória.

9d1a1-globooquepoderiaserfeito

Ele se apropriou de terra da Prefeitura! Imagine na Prefeitura de SP…

Doria.jpg

Esse curto período de campanha já permite analisar o seu perfil. Dória não relutou em usar de todos os recursos lícitos e ilícitos, operacionais e financeiros, para angariar votos em uma prévia que está sendo avaliada pela Justiça Eleitoral. Nesse período prévio a lei veda o uso de quaisquer recursos financeiros para buscar votos para decisão dos filiados ao partido. Despesas só podem ser feitas pelo diretório municipal, mas ele as fez com recursos próprios. Além disso, não titubeou em usar as relações pessoais com o governador para obter apoios através da pressão de dirigentes do Estado sobre os filiados ao partido.

A sua falta de zelo pela coisa pública ficou evidente quando, conforme apuração da Folha de São Paulo constatou-se que tomou ilegalmente uma área de terra para somar à sua propriedade em Campos de Jordão. Na entrevista à Jovem Pan ainda justificou que a incorporação era produto de um acordo de desafetação onerosa, feito com o prefeito anterior do município, em que ele teria trocado o imóvel por algum equipamento doado para a cidade, acordo esse que não foi “homologado”, segundo suas palavras, pela Câmara Municipal do município. Ora, se não foi “homologado”, não aconteceu, não houve um ato jurídico perfeito. Nunca poderia incorporar bens públicos apenas através de um “acordo” com o prefeito ou com o Executivo municipal. O fato é que tomou a área, mostrou não respeitar a diferença entre o interesse público e o interesse privado e, processado, foi tentar um arranjo que legalizasse o mal feito.Continue lendo.

16017-acorda_pedrosimon_1

4c159-mensalc383otucano-mineiro

8297f-tabelacorrupc3a7c3a3o

Anúncios

A farsa criminosa que os institutos de pesquisa Datafolha e Ibope cometeram em 2012 parece estar se repetindo agora.

Haddad começa a desmentir pesquisas, como em 2012.

haddad-capa

A menos de uma semana das eleições de 2016, um fenômeno revoltante ameaça se repetir. Trata-se de fenômeno que poderia ter mudado o rumo da eleição paulistana de 2012 e que só não mudou porque a capital paulista chegou a um ponto em que não suportará outro governo ultraconservador e voltado para os ricos como o de José Serra, por exemplo.

Apesar do antipetismo do centro expandido e da inocência do povo da periferia – que, premido pela sabotagem tucano-peemedebê da economia, embarcou na conversa da direita endinheirada e joga contra si mesmo ao contemporizar com uma ideologia que odeia pobre –, ainda é de se duvidar que a maioria dos paulistanos seja capaz de colocar gente como João Dória Jr. ou Celso Russomano para administrar uma cidade com problemas tão sérios.

Por conta disso, a farsa criminosa que os institutos de pesquisa Datafolha e Ibope cometeram em 2012 parece estar se repetindo, já que, mais uma vez, na reta final do pleito paulistano, o candidato que passou a campanha inteira na lanterna, aparentemente sem chance de se eleger, entra na disputa com chances de vencer.

E o mais interessante é que quem diz isso não sou eu, mas um analista do Estadão. O texto abaixo é de um dos melhores analistas político-eleitorais do país, que, eleição após eleição, vem acertando.Mais

http://www.blogdacidadania.com.br/

Golpe no Brasil.Bandidagem no Senado.Denúncia para OEA!!!!!!!

Horror .Bandidos  favorável ao golpe   de Dilma respondem por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crimes eleitorais, entre outros.

Os golpista do Brasil.

0a83cbc4-dff4-4fa5-b1ef-44ade49fa0e7

Do El Pais e do Congresso em Foco:

De acordo com levantamento do Atlas Político, 49 dos senadores (60%) são alvos de processos na Justiça. Dentre os parlamentares favoráveis ao impeachment, o porcentual é de 61% (30 de 49), e entre os contrários 63% (12 de 19). Sete dos 13 indecisos estão envolvidos em querelas judiciais. As acusações variam, mas as de lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem financeira, corrupção e crimes eleitorais predominam.

“O Senado não pode ser considerado uma Casa moralmente superior à Câmara dos Deputados se levado em conta o nível de corrupção dos seus integrantes”, afirma Andrei Roman, cientista político formado em Harvard e um dos idealizadores do Atlas. Ele critica ainda o fato de que atualmente 11 senadores da Casa são suplentes. “Geralmente os suplentes do Senado não receberam voto algum, diferente do que acontece na Câmara. Muitas vezes eles são escolhidos apenas por serem grandes doadores de campanha”, afirma. Para Roman isso gera um déficit de representatividade “sensível” e prejudicial “em um momento como esse”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também é alvo de nove inquéritos da Lava Jato. As suspeitas contra ele giram em torno de irregularidades que vão de recebimento de propina em acordos com a Petrobras, propinas em contratos com a Transpetro (subsidiária da petroleira) e favorecimento à Serveng, uma das empresas envolvidas no esquema. Ele é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção. A defesa do peemedebista nega qualquer irregularidade.

Nove dos 80 parlamentares chegaram ao Senado sem ter recebido diretamente um único voto. A cassação do mandato de Delcídio do Amaral (MS) por quebra de decoro parlamentar reduziu o número de parlamentares votantes, mas ampliou a bancada dos parlamentares sem voto na Casa. Com exceção do suplente de Delcídio, o empresário Pedro Chaves (PSC-MS), que não será empossado a tempo, todos poderão decidir pelo afastamento ou não da presidente da República.

Com a posse de Chaves, que estreia na política sem jamais ter recebido um único voto nas urnas, o Senado terá dez senadores que chegaram ao Parlamento pela suplência. Destes, apenas Donizeti Nogueira (PT-TO), que substitui desde o início do ano passado a senadora licenciada Kátia Abreu (PMDB-TO) enquanto ela comanda o Ministério da Agricultura, está sujeito a voltar para casa a qualquer momento. Os demais têm direito a exercer plenamente o mandato até o derradeiro dia. Por diferentes motivos, viraram titulares.

Além de Pedro Chaves, Wilder Morais (PP-GO) também foi alçado ao Senado devido à cassação do mandato do titular, no caso, Demóstenes Torres (GO), em 2012. Três senadores herdaram, literalmente, a vaga com a morte dos colegas de chapa: Zezé Perrella (PTB-MG), Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Dalírio Beber (PSDB-SC). Eles seguem o mandato para o qual foram eleitos os senadores Itamar Franco (PPS-MG), falecido em 2011, João Ribeiro (PR-TO), morto em 2013, e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), que morreu no ano passado.

Primeiro suplente de Itamar, Perrella herdou sete anos de mandato no Senado mesmo ter sido votado. O ex-presidente da República voltou ao Senado em fevereiro de 2011 e faleceu em julho daquele mesmo ano. Ele só conseguiu cumprir seis meses dos oito anos para os quais havia sido eleito. Como mostrou a Revista Congresso em Foco, o senador mineiro foi o segundo mais ausente em 2015: deixou de comparecer a 48 das 127 sessões reservadas a votações no período. Ou seja, mais de um terço dos dias em que a presença era obrigatória na Casa.

Presidente da comissão especial do impeachment, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi efetivado no mandato em 2014 com a ida do titular Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) para o Tribunal de Contas da União (TCU). Embora possam alegar que foram votados juntamente com os titulares, os suplentes raramente têm visibilidade na campanha eleitoral. Muitos são convidados para a suplência por motivos eleitorais, seja para atingir determinado eleitorado, seja para financiar a eleição.

 

 

Clique aqui e veja as 10 noticias que você precisa ler agora

PNT: Os Dez Mandamentos conquista o primeiro lugar em todo o Brasil.

A abertura do Mar Vermelho é um dos momentos mais emblemáticos de Os Dez Mandamentos, novela escrita por Vivian de Oliveira. O povo hebreu, que vivia escravizado pelos egípcios, segue rumo à Terra Prometida, liderado pelo profeta Moisés (Guilherme Winter). A passagem representa o Êxodo, conforme descrito na Bíblia. Para as cenas do fechamento do Mar Vermelho foram produzidas quatro rampas de madeira e metal de 12 metros de altura, que despejavam 12 mil litros de água reutilizada sobre os atores e figurantes.
A espera era grande. Tão grande que a audiência da novela “Os Dez Mandamentos” liderou de ponta a ponta nesta terça-feira (10), com o público aguardando ansiosamente pela abertura do Mar Vermelho.
Para a frustração e irritação de muitos, as águas demoraram a abrir. Com Moisés passando a maior parte do tempo de braços abertos, deve ter sofrido de câimbras de tanto esperar para que o mar, de fato, abrisse.
O clímax da novela começou nesta noite, mas a Record, que não é boba, vai prolongar a abertura do apogeu de sua história até o final da semana com a intenção de prender o público.
A sequência, quando durou, é claro, foi avassaladora. Não há dúvidas que os efeitos especiais foram muito bem executados e o material ficou plasticamente muito bonito, atingindo um patamar dramatúrgico verdadeiramente impressionante.
Nos últimos minutos, o mar se abriu com uma trilha sonora condizente com o momento. Realmente fantástico. Moisés ditando a marcha dos hebreus foi de tirar o fôlego. Produção irrefutável com direção de qualidade ímpar, chefiado por Alexandre Avancini.
Produzir uma novela bíblica não é nada fácil, mas em seus momentos decisivos, toda a equipe de “Os Dez Mandamentos” se mostra competente pelos revezes que sofreu ao longo desse tempo no que diz respeito a esticamentos, que acabam atrapalhando o cronograma e poderia prejudicar a qualidade, como na cena de semanas atrás em que “vazou” um extintor em cena. Caso isolado.
“Os Dez Mandamentos” termina na segunda quinzena de novembro e entra, certamente, para a história da dramaturgia da televisão brasileira como o único folhetim que rendeu enxaquecas à Globo nos últimos anos, enfraquecendo seu principal produto e fazendo o telespectador que estava até com a TV desligada, ligá-la novamente, batendo o primeiro lugar no ranking do Ibope.
Thiago Forato coluna Enfoque NT.

CUNHA DEBOCHA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA SUÍÇA E DO BRASIL.

100x133-images-2014-03-istoe_eduardo_cunha

Sobre o depósito do lobista João Augusto Henriques, que disse ter pago Cunha após ser favorecido num negócio na área internacional da Petrobras, cujo diretor, Jorge Zelada, era mantido pelo PMDB, Cunha saiu-se com outra explicação curiosa. “O dinheiro não é meu, não fui eu quem coloquei.247

247 – Em entrevista ao jornalista Valdo Cruz (leia aqui), publicada neste sábado, detalhou sua estratégia de defesa. Um caminho que, na prática, debocha da inteligência alheia. Cunha sustenta que não tem conta na Suíça e diz que nem o fato de não ter declarado os recursos utilizados por ele e sua família à Receita Federal configura sonegação fiscal.

“Não tenho conta não declarada e não tenho empresa offshore, não sou acionista, cotista. Tenho um contrato com um trust, e ele é o proprietário nominal dos ativos que existiam. O trust é responsável pela gestão e as condições pré-contratadas. Sou beneficiário usufrutuário em vida e os meus sucessores em morte”, disse ele.

Ou seja: o detalhe técnico, de ser beneficiário de um trust, e não titular de uma conta, na visão de Cunha, afastam a tese de que mentiu aos colegas. “Eu não faltei com a verdade. Eu estou sendo acusado de mentir e não menti”, afirmou.

Ele voltou a sustentar a tese de que vendeu alimentos à África e, assim, fez sua fortuna. “Na década de 80, eu fazia atividade de comércio internacional, comprava e vendia mercadorias brasileiras ou até estrangeiras e revendia. Era uma empresa de tributação favorecida. Vendia na maioria produtos alimentares, carne enlatada era um deles. A maior parte era vendida para países da África.”

Ele afirma ter ganho cerca de US$ 2 milhões e disse que, depois disso, passou a se dedicar a “operações de Bolsa”, ampliando assim sua fortuna.

Sobre o depósito do lobista João Augusto Henriques, que disse ter pago Cunha após ser favorecido num negócio na área internacional da Petrobras, cujo diretor, Jorge Zelada, era mantido pelo PMDB, Cunha saiu-se com outra explicação curiosa. “O dinheiro não é meu, não fui eu quem coloquei. O trust indagou sobre a origem destes recursos, para decidir se aceitaria ou não”, afirmou.

Nem mesmo sonegação fiscal ele reconhece. “Não tenho falha nenhuma. Não entendemos que existe esta omissão, entendemos que na medida que você transferiu a propriedade para o trust e tem dez anos, você não é mais proprietário de nada. Eu não tenho ativo

Lava Jato.FHC recebeu R$ 975 mil da Odebrecht.

O DINHEIRO DA ODEBRECHT PARA FHC ERA LIMPO E O DO INSTITUTO LULA, SUJO?

PF: INSTITUTO FHC RECEBEU R$ 975 MIL DA ODEBRECHT.247

:

Relatório da Polícia Federal, na Operação Lava Jato, revela que a Odebrecht pagou R$ 975 mil ao Instituto Fernando Henrique Cardoso, entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012; foram 11 pagamentos mensais de R$ 75 mil e um de R$ 150 mil; o documento de 26 de outubro de 2015 analisou contas da construtora Norberto Odebrecht que ‘possibilitaram identificar registros contábeis indicativos de pagamentos feitos a ex-agentes políticos ou instituições e empresas a ele vinculados’; a PF analisou no laudo e-mails trocados entre a secretaria da presidência do iFHC, um representante de uma entidade identificada como ‘APLA’ e um executivo da área cultural; eles conversavam sobre uma possível palestra do ex-presidente, que acabou não ocorrendo.

Joice, a hidrófoba da Veja, é demitida.ALTAMIRO BORGES.

Joice, a hidrófoba da Veja, é demitida.247

:

Depois da demissão sumária de Rodrigo Constantino, ex-pateta daVeja, agora foi a vez da hidrófoba Joice Hasselmann, apresentadora do canal de vídeo da revista do esgoto, ser descartada como bagaço. A sua demissão foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelo sempre antenado blog Diário do Centro do Mundo. A limpeza na redação da marginal não deve gerar ilusões. Não significa que a famiglia Civita esteja revendo a sua linha editorial, abandonando o golpismo mais escancarado – como demonstra a capa criminosa da sua última edição, com Lula em trajes de presidiário.

A dispensa dos dois serviçais deriva de fatores diversos. Em primeiro lugar, da grave crise financeira que atinge a Editora Abril – que já demitiu centenas de profissionais, suspendeu vários títulos, deixou um dos prédios das redações e teve até que se livrar do busto de Victor Civita, o fundador do império midiático. Há quem afirme que a empresa está prestes a falir e que aposte que ela não vai durar mais três anos. Já no caso de Joice Hasselmann, a demissão foi por motivos ainda menos nobres. Em junho último, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná acatou a resolução do conselho de ética da entidade que comprovou que a jornalista, que adora bravatear sobre ética, plagiou várias matérias.

A partir deste episódio deprimente, ela perdeu espaço na revista do esgoto e agora foi sumariamente demitida. “Joice foi denunciada por 65 plágios de veículos como Gazeta do Povo, Bem Paraná e G1 pelo Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), que comprovou a cópia dos conteúdos. O DCM levantou na época que Joice Hasselmann plagiou também a própria Veja. Era um material original da Agência Estado e com título alterado, mas copiado palavra por palavra. Até a denúncia, Joice fazia cerca de cinco vídeos semanais. Ela teve sua participação reduzida e ficou com apenas um programa, dando mais espaço para Augusto Nunes – autor do convite para ela trabalhar na Veja”.
*****

Os plágios da jornalista “ética” da Veja

Por Altamiro Borges – 23 de junho de 2015

A âncora da TVeja, a hidrófoba Joice Hasselmann – que já foi batizada de “Sheherazade da Veja” -, está na berlinda. Ela adora fazer comentários ácidos contra a corrupção e em defesa da ética, sempre tendo como alvo o PT. Nesta semana, porém, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR) acatou a resolução do Conselho de Ética da entidade que comprovou vários plágios praticados pela apresentadora. Diante das graves denúncias, o sindicato decidiu vetar sua participação no quadro de associados.

Segundo o Sindijor, o conselho identificou o plágio em 65 reportagens, escritas por 42 profissionais diferentes, entre os dias 24 de junho e 17 de julho de 2014. Eles tiveram seu trabalho apropriado de forma ilícita quando a jornalista mantinha o “Blog da Joice”. A apuração do crime foi deflagrada a partir da solicitação de 23 jornalistas, que se sentiram prejudicados pela atual vedete da direita da Veja.online. Para o sindicato, a falsa moralista “se apropriou do trabalho intelectual de colegas de profissão, utilizando isso para dar visibilidade à sua carreira, como se fosse a autora das reportagens”.

Segundo relato do Portal Imprensa, “Joice Hasselmann foi advertida por contrafação, quando ocorre produção comercial de um artigo sem autorização do profissional e da entidade que possui a propriedade intelectual. O presidente do Conselho de Ética, Hamilton Cesário, disse que a jornalista teve o direito de se manifestar sobre as denúncias, mas não atendeu a nenhuma convocação. Os jornalistas prejudicados podem ainda encaminhar processos civis contra a profissional que, de acordo com o SindijorPR, além de ter infringido o Código de Ética, feriu a legislação de direito autoral”.

A revelação do plágio deixou irritadíssima a serviçal da famiglia Civita. Ao invés de se explicar, ela partiu para o ataque. Nas redes sociais, ela esbravejou: “A escória do jornalismo só podia estar num sindicato ligado à CUT. Minha resposta aos vira-latas. Retournez a la Merde! Caros amigos: vamos pensar numa equação nefasta. Imagine o produto do ócio de gente frustrada aliado ao pseudo intelectualismo (ignorância, burrice, estupidez e, sobretudo, má-fé). Imaginou? Ruim né? Mas tudo pode piorar. Junte a mistura preguiça, inveja, uma boa dose de canalhice e, para finalizar, empacote tudo num sindicato sem vergonha ligado à CUT. Voilá! Temos ai o Sindicato dos Jornalistas do Paraná, que consegue ser boi de piranha e, ao mesmo tempo, um ativista da imbecilidade”.

Gente frustrada, ignorante, burra, estúpida, canalha… Será que Joice Hasselmann plagiou estes adjetivos de algum amiguinho amoroso da Veja?

Em crise, Veja desce o Abismo.A Veja chegou ao grau de miséria jornalística.Conspiração no Brasil.

O encolhimento de Veja é a última etapa do enfraquecimento da Editora Abril, que já teve metade do seu imponente prédio devolvido, várias revistas descontinuadas e seu braço educacional, a Abril Educação, vendido (aqui).

EM CRISE, VEJA NÃO SEGURA SEUS REACIONÁRIOS.247

:

Primeiro foram os blogueiros Ricardo Setti e Rodrigo Constantino; agora é apresentadora da TVeja, Joice Hasselmann; revista Veja, que tem sido duramente criticada por sua militância anti-Lula, numa campanha que atingiu seu ápice na semana passada, com a capa em que vestiu o ex-presidente como presidiário, tem enfrentado dificuldades financeiras; no primeiro semestre do ano, a publicação, que por muito tempo, foi poupada de cortes, demitiu 49 jornalistas; clima na Abril é de fim de festa.

247 – A revista Veja demitiu nesta sexta-feira (6) a apresentadora do seu canal de vídeos (a TVeja), Joice Hasselmann. Esta é a terceira demissão de comentaristas e blogueiros direitistas só neste semestre. Antes dela, os blogueiros Rodrigo Constantino e Ricardo Setti já haviam sido desligados. Mais recentemente, Caio Blinder, colunista do site em Nova York, foi também despachado.

Joice foi denunciada por 65 plágios de veículos como Gazeta do Povo, Bem Paraná e G1 pelo Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), que comprovou a cópia dos conteúdos. Ela tinha amplo espaço no canal de vídeos, mas vinha perdendo espaço desde a denúncia (aqui).

Rodrigo Constantino é um entre vários discípulos do ultraconservador Olavo de Carvalho que foram colocados no site da revista nos últimos tempos. Sua demissão não sinaliza uma mudança na linha editorial de direita da Veja. Confirma, apenas, que as coisas estão realmente ruins para a Abril. Pouco tempo atrás, a Veja não conseguiu segurar um de seus mais conhecidos jornalistas, Lauro Jardim, da seção Radar. Lauro foi para O Globo.

Pouco depois de sair da revista, Constantino atacou a publicação Ele não gostou de ler em Veja um editoral contra mudanças no Estatuto do Desarmamento. Então, ele disse que a revista aderiu “a teses da esquerda” e terá “morte horrível”.

É óbvio que a Veja não chegou nem perto de qualquer tese da esquerda. Mas em uma coisa o Constantino pode ter razão: a publicação caminha para uma “morte horrível”.

2015 tem sido um ano particularmente difícil para a publicação. Suas versões regionais de Belo Horizonte e de Brasília foram canceladas. No primeiro semestre, foram 49 demissões (lembre aqui).

O encolhimento de Veja é a última etapa do enfraquecimento da Editora Abril, que já teve metade do seu imponente prédio devolvido, várias revistas descontinuadas e seu braço educacional, a Abril Educação, vendido (aqui).

Abaixo análise do jornalista Paulo Nogueira, do DCM, sobre o declínio da Veja no campo jornalístico:

A Veja não chegou a este grau de miséria jornalística expressa no caso Romário de repente.

Foi uma longa jornada.

O marco zero foi a substituição, no final dos anos 1990, de Mario Sergio Conti por Tales Alvarenga na direção da redação.

Ali, Roberto Civita deixou claro que era ele que iria editar a revista.

Foi uma ocupação de espaço progressiva. O primeiro diretor da Veja, Mino Carta, tinha carta branca.

Em seu contrato, estava acertado que os Civitas só comentariam a revista depois que ela chegasse às bancas.

Era um acerto que refletia o espírito do patriarca da Abril, Victor Civita, à época no comando, mas não o de seu filho e herdeiro, Roberto.

VC não competia com seus editores: era apenas um empreendedor. Jamais se teve na conta de editor, ou jornalista, e muito menos um intelectual.

Com VC já se despedindo das funções executivas da Abril, Roberto pressionou pela saída de Mino.

Queria mais espaço. E teve.

O segundo diretor da Veja, José Roberto Guzzo, representou a entrada de Roberto nas decisões editoriais da Veja.

Era impensável um contrato nos moldes do de Mino.

Eu era um jovem repórter quando entrei na Veja, em 1980, no início da Era Guzzo.

Já houvera uma transferência efetiva de poder, mas as aparências eram mantidas.

RC raramente aparecia na redação. Nas noites de quinta, véspera do fechamento, Guzzo descia da redação no sétimo andar do prédio da Marginal do Tietê e ia para o sexto, onde ficava a sala de RC.

Ali, despachavam. Quase sempre Guzzo estava acompanhado de seu adjunto, Elio Gaspari, jornalista marcante na Veja de então.

Uma alteração de forte caráter simbólico veio na Carta do Editor. Mino, desde o início, a assinava com as iniciais MC.

Com sua saída, Guzzo passou a assiná-la com JRG. Em suas férias de janeiro, você encontrava as iniciais EG na carta. Era Elio Gaspari.

Não demorou muito e as iniciais desapareceram. A carta deixou de ser assinada, embora Guzzo a escrevesse.

Era uma mensagem. Nela, estava a opinião da Abril, e não dos diretores de redação da Veja.

Mesmo sem os poderes de Mino, Guzzo ainda tinha mais autonomia do que RC desejava.

Guzzo, nos anos 1980, levou a Veja rumo a quase 1 milhão de exemplares. Mas mesmo assim quando ele disse a Roberto que gostaria de sair da direção este não opôs resistência nenhuma.

“Ele logo gostou”, me disse, anos depois, um diretor da Abril que participou da sucessão de Guzzo. “Depois de alguns minutos, o Roberto perguntou ao Guzzo quando ele gostaria de sair.”

Mario Sergio Conti, o sucessor de Guzzo, deveria ser um passo a mais na tomada de poder por RC.

Mas, no meio do caminho, aconteceu o caso Collor.

Conti se deixou inebriar. Achou que ele tinha derrubado Collor. Passou a se comportar como uma celebridade jornalística, e isso não estava no programa de RC.

O prédio todo comentou um dia em que RC, durante o caso Collor, foi com amigos à sala de Conti para mostrar “seus meninos” em ação.

Conti falava ao telefone com Claudio Humberto, fonte na história, e fez um sinal rápido para que RC e comitiva esperassem do lado de fora da sala enquanto ele estivesse ao telefone.

Roberto não se livrara de Mino e deixara sair Guzzo para enfrentar esse tipo de embaraço na frente de amigos.

De resto, a Abril, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores de presidente.

Conti estava tão liquidado quanto Collor.

O sucessor de Conti, Tales Alvarenga, um apagado editor de carreira que subiu na hierarquia por inércia, significou um novo e enorme passo para que Roberto reinasse sem contraponto na Veja.

Tive um papel nesta sucessão. Na época, eu era diretor de redação da Exame. Durante um ano, em segredo, um pequeno grupo liderado por RC discutiu quem substituiria Conti.

Começaram com vinte nomes, e chegaram a dois, finalmente. Marcos Sá Corrêa e eu. Num encontro num hotel em Portugal (a Abril tinha montado uma editora lá) o grupo chegou a um nome. O meu.

Quando Conti soube que era eu, vazou para os editores da Veja. Foi um tumulto na redação.

Eu liderara um processo de renovação na Exame, e a velha guarda da Veja temia que eu pudesse mexer nela.

Tales Alvarenga, então adjunto de Conti, decidiu se demitir. Ele marcou uma conversa com RC na qual entrou demissionário e saiu diretor.

Roberto percebeu, ali, que Tales, um burocrata pouco brilhante, faria tudo que ele gostaria sem opor nenhum tipo de sombra.

Eu era uma incógnita para RC, neste sentido. Poderia ser controlado? Não era esta exatamente minha fama na Abril, a de um cordeiro.

Tales fez, como diretor, o que RC esperava. O papel do diretor de redação da Veja ficou ainda menor.

De Mino a Guzzo, de Guzzo a Conti, de Conti a Tales, o diretor foi progressivamente minguando.

O apogeu deste processo se deu quando Tales, já perto dos 60 anos e desgastado fisicamente por muitos anos de entrega desvairada à Veja, foi substituído.

O novo diretor, Eurípedes Alcântara, foi a etapa definitiva para a dominação de Roberto.

Ainda hoje no cargo, Eurípedes se prestou basicamente a transformar em capas, títulos, textos e legendas as determinações do patrão.

Roberto já passava a se apresentar publicamente como “editor” da Veja.

Seu sonho se realizara na plenitude, enfim, depois de um longo percurso.

Esta era a boa notícia.

A má é que Roberto jamais foi um jornalista, um editor. Era filho do dono, e ponto. Não sabia escrever, não sabia editar um texto, não sabia fazer uma legenda, não sabia fazer uma chamada de capa. Era um sujeito pessoalmente encantador, mas confuso e detalhista, e isso se refletiu em seu desempenho como empresário e como editor.

Sem contraponto de editores profissionais, a falta de noção de Roberto se esparramou pelas páginas da Veja.

Quando as limitações editoriais de RC se somaram a seu ódio por Lula, a Veja virou o que é hoje.

Numa aberração histórica, a revista publicou um dossiê que atribuía conta no exterior a Lula, como agora no caso de Romário.

No meio do texto, estava escrito que a revista não conseguira “nem confirmar e nem desmentir”. Mesmo assim, publicou.

Outro dia, ao ler o rumor de que a Abril estava prestes a pedir recuperação judicial, brinquei com a turma do DCM. “Só faltava a gente publicar isso dizendo que não conseguíramos confirmar ou desmentir.”

Mas é claro que esse tipo de coisa não faz parte de nossos valores editoriais. Era apenas uma piada.

Mas para a Veja tal procedimento tem sido uma realidade, com preço tenebroso para as vítimas dos assassinatos de reputação empreendidos pela revista.

Tinha que dar no caso Romário.

A destruição da cultura editorial da Veja não poderia se limitar ao PT e a Lula. Ela acabou se espalhando, como um câncer, por toda a revista.

Quando um redator-chefe manda que escrevam uma crítica laudatória de várias páginas sobre seu romance, é porque só sobraram ruínas editoriais. (O autor desse atentado contra a decência, Mario Sabino, levou sua cultura jornalística para o site Antagonista, que edita ao lado de Mainardi, outro símbolo da Veja desgovernada.)

A diferença, agora, é que o falso extrato de Romário foi parar na polícia e na Justiça da Suíça.

No Brasil, não aconteceria nada. Apesar das provas coletadas por Romário, a Veja continuou a agredi-lo.

Uma matéria na edição impressa que está nas bancas afirmou, no título: “A conta não fecha, Peixe.”

Blogueiros como Augusto Nunes e Felipe Moura Brasil também investiram contra Romário pouco antes do pedido de desculpa.

É possível agora, com o caso chegando à Suíça, que os donos da Abril comecem enfim a se preocupar com o passivo jurídico de uma revista sem o menor compromisso com a apuração dos fatos.

Não existe, a rigor, surpresa na história. Você poderia perguntar: por que a Veja não perguntou para o banco se Romário tinha mesmo uma conta? Foi o que ele mesmo, Romário, fez.

Mas não.

Este tipo de cuidado básico no jornalismo foi exterminado por Roberto Civita – com a contribuição milionária de Eurípides Alcântara.